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F22
CID-10

Transtorno delirante

Delírio delirante

Resumo

Delírios persistentes, humor estável: manejo com apoio médico.

Identificação

Código Principal
F22
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno delirante (delírios não-psicóticos, preservação funcional)
Nome em Inglês
Delusional disorder
Outros Nomes
Delírio fixo • Delírio persecutório • Transtorno delirante não esquizofrênico • Delírios não bizarros
Siglas Comuns
TD TrDel TD Delir

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos psicóticos não esquizofrênicos
Subcategoria
Transtorno delirante
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global baixa: 0,2-0,3% da população.
Prevalência no Brasil
Brasil com prevalência semelhante, 0,2-0,3%.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade
Distribuição por Sexo
Aproximadamente equilibrada entre sexos
Grupos de Risco
Genética História familiar de psicose Estresse psicossocial Trauma Uso de substâncias
Tendência Temporal
Tendência estável globalmente, variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial com base neurobiológica, fatores psicológicos e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica com alterações em circuits fronto-limbicos
Fatores de Risco
História familiar de psicose Estresse extremo Privação social Uso de substâncias Idade adulta Baixa aderência a cuidados
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a saúde mental Tratamento precoce de transtornos mentais Vínculos familiares fortes
Componente Genético
Contribuição genética moderada; risco maior com histórico familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios firmes, persecutórios ou de grandiosidade, com preservação do funcionamento.
Sintomas Frequentes
Delírios fixos
Ausência de alucinações proeminentes
Funcionamento relativamente preservado
Desconfiança persistente
Isolamento social
Risco de afastamento social
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Agressividade ou violência
  • Queda súbita do funcionamento
  • Desorganização extrema
  • Uso de substâncias
Evolução Natural
Crônica sem tratamento adequado; recaídas comuns
Complicações Possíveis
Isolamento social Deterioração funcional Conflitos familiares Dependência de serviços de saúde mental Uso inadequado de medicamentos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Delírios firmes por ≥1 mês, sem desorganização marcada; funcionamento preservado.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 BHCG se mulher em idade fértil Testes toxicológicos Avaliação metabólica geral
Exames de Imagem
RM/TC cerebral para exclusão de etiologia orgânica Avaliação neurológica conforme necessidade Não essencial se diagnóstico claro
Diagnóstico Diferencial
  • Esquizofrenia
  • Transtorno bipolar com delírios
  • Delírio induzido por substâncias
  • Transtornos de personalidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a meses até confirmação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com psicoterapia, apoio social e manejo de comorbidades; antipsicóticos podem ser indicados
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia individual
2 Terapia familiar
3 Terapia de suporte
4 Farmacoterapia antipsicótica
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Assistência social Neurologia
Tempo de Tratamento
Duração varia; manejo crônico por meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-8 semanas; monitorar adesão e efeitos colaterais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva moderada; resposta a tratamento varia; recaídas comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Sintomas estáveis
  • Acesso a serviços de saúde mental
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Risco suicídio elevado
  • Isolamento social intenso
Qualidade de Vida
Impacto significativo na vida; melhora com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Educação em saúde mental e redução de estressores sociais
Medidas Preventivas
Acesso precoce a cuidado mental
Apoio social sólido
Gestão de estresse
Tratamento de comorbidades
Aconselhamento familiar
Rastreamento
Monitoramento de sinais precoces em grupos de risco, se necessário

Dados no Brasil

Varia por região; números não homogêneos entre estados.
Internações/Ano
Mortalidade diretamente atribuível é baixa.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas urbanas; desigualdades no acesso.

Perguntas Frequentes

1 O transtorno delirante é igual à esquizofrenia?
Não. Delírios marcantes com funcionamento preservado diferem da esquizofrenia.
2 O tratamento cura o transtorno delirante?
Não há cura única; controle firme com tratamento reduz sintomas e recaídas.
3 Como sei se preciso de internacao?
Risco imediato, incapacidade de cuidado ou agressividade justificam internação.
4 É possível prevenir recaídas?
Manter adesão, rede de apoio e acompanhamento regular reduzem recaídas.
5 Quais hábitos ajudam no dia a dia?
Apoio social, rotina estável, tratamento preventivo e evitar álcool/drogas.

Mitos e Verdades

Mito

transtorno delirante é apenas loucura.

Verdade

envolve delírios firmes; funcionamento pode ficar preservado.

Mito

sentir medo é sinal de fraqueza.

Verdade

ansiedade e estresse podem acompanhar; buscar apoio ajuda.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

tratamento multidisciplinar melhora controle e qualidade de vida.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento básico de saúde ou psiquiatria local
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Risco imediato de dano ou suicídio: procure pronto atendimento
Linhas de Apoio
CVV 188 Disque 141 CEAP local de saúde mental

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.