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f19 cid
CID-10

Distúrbios por polissubstância

Polissubstância; uso simultâneo

Resumo

Polissubstância: usar várias drogas ao mesmo tempo; requer tratamento multidisciplinar.

Identificação

Código Principal
F19
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de várias substâncias psicoativas
Nome em Inglês
Mental and behavioral disorders due to polysubstance use
Outros Nomes
Síndrome de Polissubstância • Abuso múltiplo de substâncias • Uso de várias substâncias psicoativas • Polissubstância crônica • Polissubstância
Siglas Comuns
F19 Polissub MSP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos por uso de substâncias
Subcategoria
Polissubstância
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variáveis; polissubstância comum em jovens e adultos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; tendência de aumento em jovens; uso concomitante comum.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre sexos; em alguns contextos predomina masculino
Grupos de Risco
Jovens 15-24 Usuários de várias drogas Pessoas em rua População carcerária Trabalhadores expostos a substâncias
Tendência Temporal
Varia; possibilidade de aumento em determinadas regiões, com variação de políticas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso simultâneo de várias substâncias psicoativas com dependência.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações dopaminérgicas e vias de recompensa; reforço de consumo repetido
Fatores de Risco
Histórico de uso Transtornos mentais Estresse crônico Ambiente de risco social Baixa rede de apoio Uso de álcool como gatilho
Fatores de Proteção
Rede de apoio familiar Acesso a tratamento Educação em saúde Serviços de saúde mental acessíveis
Componente Genético
Herança poligênica com maior vulnerabilidade, não determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queda no controle do consumo com prejuízo funcional
Sintomas Frequentes
Craving intenso
Tolerância aumentada
Perda de interesse
Conflitos familiares
Abandono escolar/trabalho
Abandono de cuidados de saúde
Sinais de Alerta
  • Suicidalidade
  • Uso em situações de risco
  • Intoxicação aguda grave
  • Abstinência com confusão
  • Infecções graves
Evolução Natural
Se não tratada, tende a piorar; prejuízos contínuos e recaídas são comuns
Complicações Possíveis
Infecções Doenças hepáticas Problemas cardíacos Problemas psiquiátricos persistentes Conflitos legais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de uso simultâneo com prejuízo, tolerância, abstinência e comorbidades
Exames Laboratoriais
Toxicológico Hemograma Função hepática Função renal Marcadores de inflamação
Exames de Imagem
RM e/ou TC conforme indicação Avaliação neuroimagem se sugerir déficit
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno por uso de substância única
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno depressivo
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno de abstinência
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; pode levar semanas a meses na prática clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar: desintoxicação, manejo de complicações, suporte psicossocial
Modalidades de Tratamento
1 Desintoxicação médica
2 Terapia psicossocial
3 Farmacoterapia conforme substância
4 Reabilitação ambulatorial
5 Cuidados de saúde mental
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Assistência social Medicina de família
Tempo de Tratamento
Depende da substância e gravidade; meses a anos.
Acompanhamento
Acompanhamento mensal nos estágios iniciais, depois conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com adesão, gravidade e comorbidades; recuperação é possível com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Tratamento precoce
  • Baixa gravidade inicial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recaídas frequentes
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa rede de apoio
  • Fatores socioeconômicos desfavoráveis
Qualidade de Vida
Pode diminuir pela soma de danos físicos, emocionais e sociais; há possibilidade de melhoria positiva

Prevenção

Prevenção Primária
Educação em saúde, prevenção de iniciação e proteção de adolescentes
Medidas Preventivas
Programas escolares
Acesso precoce a saúde mental
Redução de danos
Apoio comunitário
Campanhas públicas
Rastreamento
Rastreamento de uso de substâncias e avaliação de comorbidades psiquiátricas

Dados no Brasil

Regiões distintas; várias milhares de internações anuais
Internações/Ano
Mortalidade relacionada a intoxicações; dados variam por região
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Casos mais em áreas urbanas; acesso aos serviços altera detecção

Perguntas Frequentes

1 Quais substâncias envolvem o F19?
Varia, envolve álcool, opioides, estimulantes e outros; uso conjunto complica avaliação.
2 Como é feito o diagnóstico?
História, prejuízos, exames toxicológicos e avaliação psiquiátrica.
3 É tratável?
Sim, com apoio médico, psicossocial e reabilitação; recaídas podem ocorrer.
4 Precisa internar?
Pode ser ambulatorial ou internação breve para desintoxicação, se necessário.
5 Como prevenir recaídas?
Plano de tratamento, redes de apoio, estratégias de coping e acompanhamento.

Mitos e Verdades

Mito

polissubstância ocorre apenas em jovens

Verdade

afeta várias idades; diagnóstico depende de uso real

Mito

não há tratamento eficaz

Verdade

tratamento multidisciplinar reduz danos e melhora qualidade de vida

Mito

é culpa do usuário

Verdade

fatores biológicos, ambientais e sociais influenciam; ajuda precoce importa

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ou CAPS para avaliação inicial
Especialista Indicado
Psiquiatra ou médico de família com atuação em dependência
Quando Procurar Emergência
Convulsões, coma, intoxicação aguda, ou risco de suicídio exigem socorro imediato
Linhas de Apoio
188 CVV Brasil 192 SAMU Call Center SUS

CIDs Relacionados

F19 F19.0 F19.1 F19.9 F19.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.