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F10.2
CID-10

Dependência de álcool

alcoolismo

Resumo

Alcoolismo é dependência de álcool; tratamento envolve apoio e mudanças de vida.

Identificação

Código Principal
F10.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dependência de álcool
Nome em Inglês
Alcohol Use Disorder
Outros Nomes
uso nocivo de álcool • transtorno por uso de álcool • dependência alcoólica • alcoolismo crônico • alcoolismo crônico
Siglas Comuns
AUD DAA DAA-ALC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos por uso de álcool
Subcategoria
Dependência de álcool
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global atual: 5-10% da população adulta com uso problemático ou dependência de álcool.
Prevalência no Brasil
Brasil: 8-12% de adultos com uso prejudicial ou dependência.
Faixa Etária Principal
Adultos de 25 a 44 anos são mais afetados.
Distribuição por Sexo
Predominância masculina; relação H:M cerca de 2:1.
Grupos de Risco
Historia familiar de alcoolismo Transtornos psiquiátricos Estresse social Baixo suporte Uso de outras substâncias
Tendência Temporal
Em alguns lugares há queda com políticas de redução de danos; em outros, estável.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso continuado de álcool com predisposição biológica e influências sociais.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações do sistema de recompensa no cérebro com tolerância ao álcool.
Fatores de Risco
Historia familiar de alcoolismo Transtornos psiquiátricos Estresse social Baixa rede de apoio Consumo precoce
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento Rede de apoio Educação sobre riscos Vigilância de consumo
Componente Genético
Contribuição genética moderada, herança multifatorial aumenta risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desejo intenso de beber com perda de controle.
Sintomas Frequentes
Beber em grande quantidade
Perda de controle sobre o uso
Priorizar álcool nas atividades
Beber diariamente
Abstinência na ausência de álcool
Prejuízos sociais
Sinais de Alerta
  • Intoxicação aguda grave
  • Delírio ou confusão
  • Convulsões
  • Complicações graves no fígado
  • Ideação suicida associada ao uso
Evolução Natural
Sem tratamento, danos físicos aumentam e recaídas são comuns.
Complicações Possíveis
Cirrose hepática Pancreatite Hipertensão Doenças cardiovasculares Distúrbios do sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de uso patológico, deterioração de autocontrole, consumo compulsivo e prejuízos.
Exames Laboratoriais
Etanol sanguíneo AST/ALT elevados GGT Albumina e proteínas Glicose
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Ecocardiograma se indicado RM hepatobiliar opcional TC abdômen se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Uso social sem dependência
  • Uso de outras substâncias
  • Transtorno de humor com álcool
  • Ansiedade com álcool
  • Distúrbio de abstinência
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a serviços; diagnóstico pode levar meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar foca na redução de consumo, apoio psicossocial e manejo de complicações.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapias breves motivacionais
3 Medicamentos para abstinência (quando indicado)
4 Desintoxicação supervisionada
5 Grupos de apoio (AA)
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Medicina de Família Hepatologia Nutrição Terapia Ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade, geralmente meses a anos.
Acompanhamento
Consultas semanais nos estágios iniciais, depois mensais ou conforme risco.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; com tratamento adequado, melhora de saúde e qualidade de vida é comum.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento no tratamento
  • Rede de apoio
  • Tratamento de comorbidades
  • Baixo uso de outras drogas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Recaídas frequentes
  • Baixo acesso a serviços
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; ganhos incluem saúde, relações e trabalho.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir consumo de álcool; educação pública e políticas de prevenção.
Medidas Preventivas
Educação sobre riscos
Limites de publicidade de álcool
Acesso a apoio emocional
Estilo de vida saudável
Intervenções escolares
Rastreamento
Triagem com AUDIT-C na atenção básica; avaliação de risco.

Dados no Brasil

Varia por região; números nacionais mudam ano a ano.
Internações/Ano
Mortalidade relacionada ao álcool ocorre; variações regionais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em capitais e áreas com vulnerabilidade social.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam dependência de álcool?
Desejo forte, perda de controle, uso repetido, prejuízos sociais e profissionais.
2 É possível curar a dependência?
Tratamento contínuo reduz recaídas; muitos alcançam abstinência estável com apoio.
3 Quanto tempo leva para ver melhora?
Pode levar meses; pequenos avanços aparecem cedo com intervenção adequada.
4 Como posso prevenir?
Reduzir consumo, educação, apoio social e acesso a serviços de saúde mental.
5 Quais hábitos ajudam no dia a dia?
Metas realistas, sono regular, atividades prazerosas e rede de apoio.

Mitos e Verdades

Mito

álcool resolve ansiedade rapidamente.

Verdade

álcool piora ansiedade com o tempo.

Mito

beber moderadamente é sempre seguro.

Verdade

riscos existem mesmo com consumo moderado.

Mito

cura rápida após uma semana sem bebida.

Verdade

dependência é condição crônica; manejo é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidades de saúde, CAPS, serviços de referência, central de saúde.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou médico de família com experiência em dependência.
Quando Procurar Emergência
Confusão grave, convulsões, dor abdominal súbita, sangramento.
Linhas de Apoio
CVV 188 CAPS regional SUS 136

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.