Esquizofrenia não especificada
Esquizofrenia não especificada
Resumo
Esquizofrenia não especificada é transtorno psicótico com delírios/alucinações; tratamento envolve antipsicóticos e apoio.
Identificação
- Código Principal
- F29.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Esquizofrenia, não especificada, conforme OMS
- Nome em Inglês
- Schizophrenia, unspecified
- Outros Nomes
- Esquizofrenia não especificada • Esquizofrenia NOS • Esquizofrenia não classificada • Esquizofrênia sem especificação • Transtorno psicótico não especificado
- Siglas Comuns
- SCZ SZ F29.0
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtorno psicótico
- Subcategoria
- Esquizofrenia não especificada
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: 0,3%-0,7% da população adulta.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: prevalência em torno de 0,5%.
- Faixa Etária Principal
- adultos jovens 15-30 anos
- Distribuição por Sexo
- Proporção quase igual entre homens e mulheres
- Grupos de Risco
- Historia familiar Uso de cannabis Trauma precoce Baixo suporte social Estresse prolongado
- Tendência Temporal
- Tendência global estável, variações locais.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Fatores neurobiológicos e genéticos com influência ambiental.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção dopaminérgica e alterações de conectividade neural
- Fatores de Risco
- História familiar Uso de cannabis na adolescência Baixo suporte social Estresse crônico Prematuridade Desnutrição
- Fatores de Proteção
- Ambiente estável Tratamento precoce Apoio familiar Reabilitação comunitária
- Componente Genético
- Herança multifatorial com maior contribuição genética.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Delírios e alucinações com pensamento desorganizado.
- Sintomas Frequentes
-
DelíriosAlucinaçõesPensamento desorganizadoAfeto achatadoIsolamento socialFalhas na socialização
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida
- Comportamento agressivo
- Risco de autoagressão
- Perda de autocontrole
- Desnutrição durante crise
- Evolução Natural
- Piora sem tratamento; com manejo adequado, estabiliza.
- Complicações Possíveis
- Recaídas psicóticas Implicações funcionais Dificuldade ocupacional Isolamento social Dependência de suporte
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Sintomas psicóticos por ≥1 mês com prejuízo funcional.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Bioquímica Toxicológico Função hepática Eletrolytes
- Exames de Imagem
- RM cerebral TC basal PET SPECT
- Diagnóstico Diferencial
-
- Delírio psicótico
- Transtorno esquizotípico
- Transtorno bipolar com psicose
- Demência com psicose
- Transtorno delirante
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Meses a anos entre início dos sinais e confirmação.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Controle de sintomas com antipsicóticos e apoio psicossocial.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Antipsicóticos2 Psicoterapia3 Reabilitação ocupacional4 Apoio familiar5 Intervenções comunitárias
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia Enfermagem Psiquiátrica Serviços sociais Farmacologia clínica
- Tempo de Tratamento
- Longo prazo; manutenção necessária para controle estável.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, adesão ao tratamento, suporte familiar constante.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Varia; com tratamento, melhora funcional é possível.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Boa resposta ao tratamento
- Suporte familiar
- Adesão ao plano
- Início precoce
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Comorbidades graves
- Abandono terapêutico
- Curso psicótico refratário
- Risco suicida elevado
- Qualidade de Vida
- Pode melhorar com tratamento, rede de apoio e reabilitação.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promover saúde mental, reduzir fatores de risco e uso de substâncias.
- Medidas Preventivas
-
Educação familiarDetecção precoceApoio escolarIntegração comunitáriaRedução de estressores
- Rastreamento
- Rastreamento de sinais psicóticos na atenção básica.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
é culpa da pessoa. Verdade: doença multifatorial.
não envolve personalidade; é condição neuropsiquiatrica.
pessoas com esquizofrenia são violentas.
risco é situacional; com tratamento, comportamento é estável.
cura rápida existe.
requer manejo a longo prazo com adesão.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure CAPS/UBS; serviços de saúde mental da rede pública ou privada.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra
- Quando Procurar Emergência
- Ideação suicida, agressividade ou risco imediato demandam atendimento
- Linhas de Apoio
- CVV 188 Samu 192 Linha de apoio local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.