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espondilite anquilosante cid
CID-10

Espondilite Anquilosante

Dor lombar inflamatória crônica

Resumo

Doença inflamatória da coluna causando dor e rigidez; manejo multidisciplinar ajuda

Identificação

Código Principal
M45
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Espondilite Anquilosante, doença inflamatória crônica da coluna
Nome em Inglês
Ankylosing Spondylitis
Outros Nomes
Espondilite anquilosante • Doença de Bechterew • Espondiloartrose axial
Siglas Comuns
EA SA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do aparelho osteomuscular e do tecido conjuntivo
Categoria Principal
Doenças reumáticas inflamatórias
Subcategoria
Espondiloartropatias inflamatórias
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; prevalência de 0,1 a 0,5% em adultos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; similaridade com mercados ocidentais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (16-45 anos)
Distribuição por Sexo
Predomina levemente em homens; ambos sexos afetados
Grupos de Risco
HLA-B27 positivo História familiar Tabagismo Baixa atividade física Infecção ambiental
Tendência Temporal
Pode haver atraso diagnóstico; tendência estável com tratamento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial, com componente genética e inflamação autoimune.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação entese com fusão óssea progressiva da coluna.
Fatores de Risco
HLA-B27 positivo História familiar Tabagismo Baixa atividade física Sexo masculino Jovens adultos
Fatores de Proteção
atividade física regular boa postura vitamina D suficiente controle de peso
Componente Genético
Contribuição genética forte; HLA-B27 comum entre pacientes.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lombar inflamatória com rigidez matinal
Sintomas Frequentes
Dor lombar axial duradoura
Rigidez matinal >30 min
Dor que piora com repouso
Melhora com atividade física
Fusões vertebrais progressivas
Dor sacroilíaca
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com febre alta
  • Perda de peso repentina
  • Fraqueza neurológica
  • Dor que não responde a AINEs
  • Problemas respiratórios progressivos
Evolução Natural
Sem tratamento, progresso rápido com fusão da coluna
Complicações Possíveis
Deformidade da coluna Redução da mobilidade Comprometimento pulmonar Fraturas vertebrais Uveíte recorrente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor inflamatória persistente, limitação de movimento; confirmação por imagem e HLA-B27.
Exames Laboratoriais
Fator reumatoide negativo VHS elevado PCR elevada HLA-B27 positivo Hemograma normal
Exames de Imagem
Radiografia coluna com fusão marginal RM da coluna Sacroilíacas com erosões Avaliação de enteses por ultrassom
Diagnóstico Diferencial
  • Osteoartrite
  • Artrite reumatoide
  • Lombalgia mecânica
  • Espondiloartropatias seronegativas
  • Tuberculose vertebral
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia amplamente; diagnóstico pode levar meses

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar para dor, inflamação e mobilidade
Modalidades de Tratamento
1 AINEs
2 Biológicos (anti-TNF)
3 Fisioterapia
4 Exercícios de alongamento
5 Cirurgia quando necessário
Especialidades Envolvidas
Reumatologia Fisiatria Fisioterapia Oftalmologia Pulmonologia
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com ajustes conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; monitorar função pulmonar e ocular

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode variar; com manejo adequado, boa mobilidade e menos dor
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Exercício regular
  • Poucas comorbidades
  • Sem fusão extensa
Fatores de Mau Prognóstico
  • Fusão rápida
  • Complicações graves
  • Diabetes ou infeções
  • Tabagismo persistente
Qualidade de Vida
Influenciável pela dor, mobilidade e suporte familiar

Prevenção

Prevenção Primária
Manter boa postura, atividade física e evitar tabagismo
Medidas Preventivas
Exercícios diários
Postura ergonômica
Parar tabagismo
Controle de peso
Atenção à saúde ocular
Rastreamento
Avaliação clínica regular com exames por imagem quando necessário

Dados no Brasil

Número anual baixo; variação regional
Internações/Ano
Mortes associadas são raras na generalidade
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos em capitais; subregistro em áreas rurais

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais?
Dor lombar inflamatória com rigidez; melhora com movimento
2 É possível curar?
Não há cura, controle prolongado possível com tratamento adequado
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica, exames de imagem e marcadores inflamatórios
4 Qual o papel da fisioterapia?
Mantém postura, força e flexibilidade; essencial
5 Pode ocorrer ocular?
Uveíte pode ocorrer; acompanhamento com oftalmologista.

Mitos e Verdades

Mito

doença contagiosa

Verdade

não transmite entre pessoas

Mito

só homens adoecem

Verdade

afeta ambos os sexos; curso varia

Mito

repouso total cura

Verdade

movimento orientado reduz sintomas

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure reumatologista; em dúvidas, buscar atendimento no posto de saúde
Especialista Indicado
Reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita, fraqueza, dificuldade respiratória, febre alta
Linhas de Apoio
0800 123 4567 Serviço de suporte local Disque-Saúde 136

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.