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esclerose multipla cid
CID-10

Esclerose Múltipla

MS, popularmente chamada de esclerose múltipla

Resumo

Doença neuroimune com surtos; diagnóstico por RM/LCR; manejo com imunomoduladores

Identificação

Código Principal
G35
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esclerose Múltipla: doença desmielinizante autoimune do sistema nervoso central
Nome em Inglês
Multiple Sclerosis
Outros Nomes
Esclerose Múltipla • Doença Desmielinizante • MS • Doença do SNC • Patologia autoimune do SNC
Siglas Comuns
MS EM ESM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças neurológicas desmielinizantes
Subcategoria
Esclerose Múltipla (MS)
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Global: 30–130 por 100 mil; variacao por regioes frias.
Prevalência no Brasil
Brasil possui variações regionais; estimativas moderadas.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens 20–40 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres ~2x homens
Grupos de Risco
História familiar EM Regiões frias Baixa vitamina D Tabagismo Genética complexa
Tendência Temporal
Aumento gradual do diagnóstico nas últimas décadas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem autoimune com desmielinização no SNC
Mecanismo Fisiopatológico
Desmielinização focal com falha de condução neural
Fatores de Risco
História familiar EM Clima frio Baixa vitamina D Tabagismo Infecções virais Genética
Fatores de Proteção
Vitamina D adequada Exposição solar segura Exercício regular Dieta balanceada
Componente Genético
Contribuição genética moderada; variantes aumentam risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fraqueza ou dormência recorrente em membros
Sintomas Frequentes
Paresias
Fadiga
Alteração visual (neurite óptica)
Alterações de equilíbrio
Coordenacao prejudicada
Sensibilidade alterada
Sinais de Alerta
  • Perda de força súbita
  • Dor de cabeça com alterações visuais
  • Febre com rigidez
  • Fraqueza grave prolongada
Evolução Natural
Curso flutuante com remissões e surtos ao longo de anos
Complicações Possíveis
Disabilidade acumulada Problemas visuais permanentes Disfunção urinária Espasticidade Ansiedade/depressão

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Disseminação no tempo e espaço confirmada por RM e sinais clínicos
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR LCR com oligoclonais IgG Sorologia infecciosa Outros testes
Exames de Imagem
RM com lesões desmielinizantes RM com gadolínio RM de coluna opcional TC complementar
Diagnóstico Diferencial
  • Neuromielite óptica
  • Lesões vasculares
  • Esclerose lateral amiotrófica
  • Enxaqueca com aura
  • Doenças desmielinizantes
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a meses até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar com imunomodulacao, manejo de surtos e reabilitação
Modalidades de Tratamento
1 Imunomoduladores
2 Corticosteroides em surtos
3 Tratamento sintomático
4 Fisioterapia
5 Reabilitação cognitiva
Especialidades Envolvidas
Neurologia Reabilitação Neuropsicologia Fisioterapia Oftalmologia
Tempo de Tratamento
Longo prazo, ajustado a resposta
Acompanhamento
Consultas regulares; RM sob necessidade

Prognóstico

Prognóstico Geral
Trajeto variável; controle adequado mantém função por décadas
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Baixa gravidade inicial
  • Boa resposta ao tratamento
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Disabilidade rápida
  • Surtos frequentes
  • Progressão rápida
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Pode diminuir; da suporte com reabilitação e rede de apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; saúde geral ajuda
Medidas Preventivas
Exposição solar moderada
Vitamina D adequada
Exercício regular
Dieta equilibrada
Não fumar
Rastreamento
Não há rastreio de rotina; diagnóstico rápido com RM quando necessário

Dados no Brasil

Estimativas de internação variam por gravidade
Internações/Ano
Mortalidade anual baixa; variações por estado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Varia por região e acesso a serviços

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais da EM?
Surtos com dormência, fraqueza ou visão embaçada
2 É possível curar EM?
Não há cura; controle reduz surtos
3 Como é diagnosticada EM?
História clínica + RM + LCR com oligoclonais
4 Qual o prognóstico?
Varia; alguns mantêm função, outros evoluem
5 O que fazer no dia a dia?
Adesão ao tratamento, exercícios, sono, alimentação

Mitos e Verdades

Mito

EM só afeta mulheres

Verdade

afeta homens e mulheres; maior em mulheres

Mito

Dieta cura EM

Verdade

Falso: dieta ajuda geral, não cura

Mito

EM é causada por estresse

Verdade

Estresse pode desencadear surtos, não a doença

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Consulte neurologista; procure reabilitação
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Surgimento de fraqueza súbita, visão alterada ou fala difícil
Linhas de Apoio
SUS 136 Centro de EM local Linha de suporte emocional

CIDs Relacionados

G35 G35.0 G35.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.