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E11.0
CID-11

Diabetes mellitus tipo 2 com coma

Diabetes tipo 2 com coma

Resumo

DM2 com coma é descompensação grave; hidratação rápida e manejo precoce salvam vidas.

Identificação

Código Principal
E11.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Type 2 diabetes mellitus with coma
Nome em Inglês
Type 2 diabetes mellitus with coma
Outros Nomes
Diabetes tipo 2 com estado comatoso • Diabetes mellitus tipo 2 com coma • DM2 com coma • Diabete tipo 2 com coma
Siglas Comuns
DM2 DMII E11.0

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 6 - Doenças Endócrinas, Nutrição e Metabolismo
Categoria Principal
Doenças endócrinas e metabólicas
Subcategoria
Diabetes mellitus tipo 2 com coma
Tipo de Condição
doenca
Natureza
grave
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial baixa; DM2 com coma é evento raro de descompensação metabólica.
Prevalência no Brasil
Brasil: ocorrência rara, associada a descontrole metabólico.
Faixa Etária Principal
Adultos 40 a 70 anos
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Obesidade Sedentarismo Dislipidemia Hipertensão História familiar DM2 Uso de corticosteroides
Tendência Temporal
Tratamento adequado mantém estável; sem tratamento, piora rapidamente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Descompensação metabólica por resistência à insulina com deficiência relativa de secreção de insulina
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperglicemia extrema resulta em estado hiperosmolar com desidratação cerebral, levando ao coma se não tratado
Fatores de Risco
Obesidade Sedentarismo Dislipidemia Hipertensão História familiar DM2 Uso de corticosteroides
Fatores de Proteção
Adesão ao tratamento Controle glicêmico estável Dieta equilibrada Atividade física regular
Componente Genético
Predisposição genética contribui para DM2; não determina destino sozinho

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Confusão mental com sede excessiva e fraqueza progressiva
Sintomas Frequentes
Polidipsia
Poliúria
Perda de peso
Fadiga
Visão turva
Dor abdominal
Sinais de Alerta
  • Confusão súbita
  • Respiração de esforço (Kussmaul)
  • Desidratação intensa
  • Taquicardia
  • Hipotensão
Evolução Natural
Sem tratamento, estado hiperglicêmico progride para coma com falência de órgãos
Complicações Possíveis
Desidratação severa Desequilíbrio eletrolítico Insuficiência renal aguda Convulsões Lesões cerebrais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicose plasmática muito alta, osmolaridade elevada e estado mental alterado; cetose ausente ou leve
Exames Laboratoriais
Glicose sérica Eletrólitos Cetonemia Função renal Hemoglobina A1c
Exames de Imagem
TC/RM apenas se suspeita de complicações Raio-X tórax se houver infecção Avaliação clínica contínua
Diagnóstico Diferencial
  • Cetoacidose diabética DM2
  • Estado hiperosmolar hipertérmico
  • Infecção grave com desidratação
  • Hipoglicemia com coma
  • Condições neurológicas
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Hidratação IV, controle glicêmico com insulina IV, correção de eletrólitos, manejo da causa
Modalidades de Tratamento
1 Hidratação IV
2 Insulina IV
3 Correção de eletrólitos
4 Tratamento da infecção
5 Suporte nutricional
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Clínica médica Nefrologia Intensivista Nutrição
Tempo de Tratamento
Dias até estabilização com monitorização
Acompanhamento
Glicose a cada 1-2h, ajuste de infusão, monitorar função renal

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com resposta ao tratamento; recuperação possível com suporte adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Correção rápida da glicose
  • Função renal preservada
  • Ausência de infecção
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Desidratação grave
  • Complicações cardíacas
  • Multietiologia da doença
Qualidade de Vida
Impacto significativo durante descompensação e recuperação, com necessidade de acompanhamento constante

Prevenção

Prevenção Primária
Controle glicêmico, alimentação balanceada e adesão ao tratamento para evitar descompensação
Medidas Preventivas
Monitoramento regular de glicose
Adesão ao tratamento
Educação em diabetes
Controle de peso
Atividade física
Rastreamento
Acompanhamento de glicose HbA1c, função renal e retinopatia conforme diretrizes

Dados no Brasil

Varia por região; não específico
Internações/Ano
Dados nacionais não específicos
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em áreas urbanas e centros maiores

Perguntas Frequentes

1 DM2 com coma é uma emergência médica?
Sim. necessidade de avaliação rápida, hidratação e monitorização.
2 Como prevenir descompensação grave?
Controle glicêmico, alimentação saudável, adesão ao tratamento e atividade física.
3 O que esperar do diagnóstico?
Exames laboratoriais confirmam hiperglicemia e estado metabólico.
4 Posso voltar a ter DM2 estável?
Sim, com tratamento contínuo, estilo de vida e acompanhamento.
5 Quais sinais indicam ir ao pronto atendimento?
Confusão, respiração rápida, desidratação, dor abdominal aguda.

Mitos e Verdades

Mito

coma diabético só em idosos.

Verdade

DM2 pode levar a coma em qualquer idade se descontrolar.

Mito

apenas dietas extremas curam DM2.

Verdade

manejo contínuo é essencial; dietas milagrosas não funcionam.

Mito

DM2 não requer insulina.

Verdade

DM2 pode exigir insulina quando descontrola.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure UBS ou pronto atendimento em alterações mentais
Especialista Indicado
Endocrinologista
Quando Procurar Emergência
Confusão súbita, respiraçao rápida, desidratação ou coma exijem atendimento
Linhas de Apoio
Ligue 136 (SUS Saúde) Central de apoio local Unidade de saúde próxima

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.