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e10 cid
CID-10

Diabetes mellitus tipo 1

Diabetes juvenil

Resumo

DM1 é deficiência absoluta de insulina; requer insulina, monitorização e educação.

Identificação

Código Principal
E10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 1
Nome em Inglês
Type 1 Diabetes Mellitus
Outros Nomes
DM1 • Diabetes insulinodependente • Diabetes tipo 1 • Diabetes juvenil • DM tipo 1
Siglas Comuns
DM1 IDDM T1D

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Diabetes mellitus e distúrbios metabólicos
Categoria Principal
Doenças endócrinas e metabólicas
Subcategoria
Diabetes mellitus tipo 1
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial em crianças: ~1 em 1000, com variação regional.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas de 0,1-0,3% da população jovem.
Faixa Etária Principal
0-14 anos
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre meninos e meninas
Grupos de Risco
História familiar DM1 Predisposição HLA associada Infecções virais prévias Autoimunidade pancreática Ambiente urbano
Tendência Temporal
Aumento moderado em algumas regiões; diagnóstico precoce aumenta detecção.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Autoimunidade pancreática com destruição de células beta
Mecanismo Fisiopatológico
Autoanticorpos atingem células beta, destruição progressiva, deficiência absoluta de insulina
Fatores de Risco
HLA-DQ/DR capacidad de risco História familiar DM1 Infecções virais prévias Regulação imune alterada Ambiente urbano Exposição a fatores ambientais
Fatores de Proteção
Aleitamento materno prolongado Vacinação completa Acesso rápido a saúde primária Educação em saúde familiar
Componente Genético
Predisposição multifatorial por genes HLA e variantes associadas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Sede excessiva, urina diurna frequente, perda de peso, fadiga
Sintomas Frequentes
Poliúria
Polidipsia
Perda de peso sem explicação
Fadiga persistente
Visão embaçada
Sinais de Alerta
  • Confusão
  • Respiração rápida
  • Tremores ou confusão
  • Desidratação acentuada
  • Dor abdominal intensa
Evolução Natural
Sem tratamento, rápida descompensação metabólica; com manejo, controle glicêmico alcançável
Complicações Possíveis
Cetoacidose diabética Hipoglicemias graves Desequilíbrio eletrolítico Retinopatia (longo prazo) Nefropatia (longo prazo)

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicose plasmática jejum >126 mg/dL em 2 leituras ou glicose aleatória >200 mg/dL com sintomas, cetonas presentes
Exames Laboratoriais
Glicose plasmática Anticorpos anti-GAD65 IA-2 ZnT8 Peptídeo de C-peptídeo baixo
Exames de Imagem
Não essenciais no diagnóstico inicial Ultrassom pancreático opcional
Diagnóstico Diferencial
  • Diabetes tipo 2 em jovens
  • Diabetes monogênica infantil
  • Hiperinsulinismo raro
  • Síndrome hiperglicêmica não cetótica
  • Outras autoimunidades pancreáticas
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Inicia insulinoterapia, monitorização glicêmica, educação alimentar e suporte multiprofissional
Modalidades de Tratamento
1 Insulinoterapia baseada em doses
2 Bomba de insulina quando adequado
3 Monitorização de glicose
4 Plano de carboidratos
5 Gestão de hipoglicemias
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Nutrição Enfermagem Educação em saúde Psicologia
Tempo de Tratamento
Tratamento crônico, sem cura, metas de controle
Acompanhamento
Consultas regulares, glicemia diária, ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Manejo adequado permite vida normal e plena
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Educação do paciente
  • Acesso a insulina de qualidade
  • Controle glicêmico estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Falta de adesão
  • Hipoglicemias graves não tratadas
  • Acesso limitado a insulina
  • Baixa educação em manejo
Qualidade de Vida
Rotina viável com apoio, tecnologia e educação

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção comprovada para DM1; foco em detecção rápida de sinais
Medidas Preventivas
Aleitamento materno até 6 meses
Vacinação completa
Acesso rápido a serviços de saúde
Educação em sinais clínicos
Ambiente de vida saudável
Rastreamento
Não há rastreamento oficial; diagnóstico com sinais clínicos e glicêmicos

Dados no Brasil

Estimativas de hospitalizações no SUS variam por ano
Internações/Ano
Distribuição Regional
Regiões com melhor acesso médico mostram maiores detecções

Perguntas Frequentes

1 Quem pode ter DM1?
Pode ocorrer em qualquer idade, com pico infantil; envolve autoimunidade.
2 Como diagnosticar DM1?
Glicemia elevada, cetonas, anticorpos autoimunes e baixo peptídeo C.
3 DM1 é curável?
Não há cura; tratamento contínuo com insulina controla glicose.
4 Como prevenir complicações?
Acesso a insulina, monitorização, alimentação equilibrada e atividade física.
5 Dicas práticas do dia a dia?
Checagens regulares, contagem de carboidratos, reagir rápido à hipoglicemia.

Mitos e Verdades

Mito

DM1 não é causado por açúcar na dieta

Verdade

DM1 envolve autoimunidade, não culpa alimentar.

Mito

Diabetes é igual em todas as idades

Verdade

DM1 pode surgir em crianças e adultos com apresentações distintas.

Mito

Insulina cura DM1

Verdade

Insulina controla glicose; não cura a doença.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou endocrinologista para avaliação e educação inicial
Especialista Indicado
Endocrinologista (pediátrico ou adulto)
Quando Procurar Emergência
Sinais de cetoacidose: respiração ofegante, náusea, confusão, sonolência
Linhas de Apoio
SUS 136 Centro de Diabetes local Linha de apoio da unidade de saúde

CIDs Relacionados

E10.0 E10.1 E10.2 E10.9 E11.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.