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doença pulmonar obstrutiva crônica cid
CID-10

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

DPOC

Resumo

DPOC é obstrução crônica dos pulmões; parar de fumar ajuda muito; tratamento alivia sintomas.

Identificação

Código Principal
J44.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) segundo OMS, obstrução crônica do fluxo aéreo.
Nome em Inglês
Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD)
Outros Nomes
DPOC • EPOC • Bronquite obstrutiva crônica • COPD • Obstrução crônica das vias aéreas
Siglas Comuns
DPOC EPOC COPD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do aparelho respiratório
Categoria Principal
Doenças do sistema respiratório
Subcategoria
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: dezenas de milhões; aumenta com tabagismo e envelhecimento.
Prevalência no Brasil
Brasil tem alta prevalência em adultos mais velhos; relação com tabagismo e poluição.
Faixa Etária Principal
Idade média acima de 40 anos; maior impacto em idosos
Distribuição por Sexo
Prevalência maior em homens, tendência a se aproximar com mudança de hábitos
Grupos de Risco
Tabagismo atual ou passado Exposição ocupacional Poluição ambiental Infecções respiratórias Idade avançada
Tendência Temporal
Aumento gradual nas últimas décadas; fatores: tabagismo, envelhecimento, poluição

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fator multifatorial principal; tabagismo prolongado com inflamação crônica das vias aéreas.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica, remodelação das vias aéreas e obstrução do fluxo, com alterações no parênima.
Fatores de Risco
Tabagismo Exposição a poeira/química Poluição do ar Infecções respiratórias Idade avançada História familiar de DPOC
Fatores de Proteção
Cessação tabágica Ambiente livre de fumaça Vacinação regular Exercício físico
Componente Genético
Contribuição genética moderada; alguns genes aumentam risco, não determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dispneia de esforço é o sintoma principal, progredindo com o tempo.
Sintomas Frequentes
Tosse crônica com expectoração
Dispneia de esforço
Chiado ou sibilos
Fadiga
Infecções respiratórias frequentes
Redução da tolerância a atividades
Sinais de Alerta
  • Dificuldade respiratória súbita
  • Cianose
  • Confusão mental
  • Sinais de falência respiratória
  • Uso intenso de músculos acessórios
Evolução Natural
Sem tratamento ocorre progressão lenta, com piora da função pulmonar; tratamento melhora controle.
Complicações Possíveis
Exacerbações graves Falência respiratória Hipertensão pulmonar Infecções graves

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de risco mais espirometria com obstrução persistente.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Gasometria arterial Perfil metabólico Oxímetro de pulso PCR/Inflamatório
Exames de Imagem
Radiografia de tórax Tomografia de tórax quando indicado Ecocardiograma para avaliar coração
Diagnóstico Diferencial
  • Asma
  • Fibrose pulmonar
  • Bronquite não obstrutiva
  • Bronquiectasia
  • Insuficiência cardíaca
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses entre sintomas e confirmação.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de sintomas, reduzir exacerbações e reabilitação, com apoio multidisciplinar.
Modalidades de Tratamento
1 Broncodilatadores de curta e longa ação
2 Corticosteroides inalados conforme indicação
3 Oxigenoterapia em casos necessários
4 Reabilitação pulmonar
5 Vacinações e manejo de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Pneumologia Medicina de família Fisioterapia respiratória Enfermagem Reabilitação
Tempo de Tratamento
Duração contínua, com ajustes conforme sintomas.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de função pulmonar e adesão ao tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; depende de gravidade e controle de exacerbações.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Cessação do tabaco
  • Boa adesão ao tratamento
  • Reabilitação pulmonar
  • Vacinações adequadas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Exacerbações frequentes
  • Tabagismo ativo
  • Gravidade alta
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Impacto significativo; reabilitação pode melhorar muito a qualidade de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Não fumar e evitar fumaça alheia; reduzir poluição.
Medidas Preventivas
Cessação do tabagismo
Vacinação regular
Ambiente livre de fumaça
Gestão de comorbidades
Exercício regular
Rastreamento
Avaliação de sintomas e espirometria em grupos de risco.

Dados no Brasil

Varia por região; centenas a milhares de casos.
Internações/Ano
Mortalidade associada à DPOC; depende de gravidade.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior impacto; Norte e Nordeste variável.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais devem levar à avaliação médica?
Tosse longa com dificuldade respiratória, especialmente em fumantes.
2 Como é feito o diagnóstico?
Espirometria com obstrução persistente é essencial.
3 DPOC tem cura?
Não há cura; tratamento controla sintomas e reduz exacerbações.
4 Posso prevenir?
Não fumar, evitar fumaça, vacinação e atividade física ajudam.
5 O que fazer em uma exacerbação?
Buscar atendimento médico; usar inaladores segundo orientação.

Mitos e Verdades

Mito

DPOC é apenas doença de homens idosos

Verdade

mulheres também são afetadas; tabagismo e exposição contam.

Mito

inaladores são perigosos

Verdade

uso correto é seguro e essencial

Mito

DPOC não causa falta de ar

Verdade

falta de ar é comum, especialmente com esforço.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade de saúde para avaliação inicial e encaminhamento.
Especialista Indicado
Pneumologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se respiração ficar muito difícil, cianose ou confusão.
Linhas de Apoio
Disque Saude 136 Centros de reabilitação Grupos de apoio locais

CIDs Relacionados

J44.0 J44.1 J44.9 J43 J45

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.