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dismenorreia cid
CID-10

Dismenorreia primária

Cólicas menstruais primárias

Resumo

Dismenorreia é dor menstrual comum; manejo envolve educação, hábitos saudáveis e tratamentos simples.

Identificação

Código Principal
N94.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dismenorreia primária segundo OMS
Nome em Inglês
Primary dysmenorrhea
Outros Nomes
dor menstrual • cólicas menstruais • dismenorreia primária • dor do periodo
Siglas Comuns
DM PMD Dismen

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema reprodutivo feminino
Categoria Principal
Condição ginecológica
Subcategoria
Dismenorreia primária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam dor menstrual comum em mulheres reprodutivas, variando com idade e contexto.
Prevalência no Brasil
No Brasil, impacto entre adolescentes e jovens é significativo, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e mulheres jovens
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres; raro em homens
Grupos de Risco
História familiar de dor intensa Menarca precoce Menstruação irregular Estresse Fadiga Dieta inflamatória
Tendência Temporal
Estável, com maior diagnóstico em serviços de saúde e conscientização

Etiologia e Causas

Causa Principal
Prostaglandinas elevadas no endométrio geram contrações dolorosas
Mecanismo Fisiopatológico
Concentrações elevadas de prostaglandina F2α provocam contrações musculares dolorosas
Fatores de Risco
Menarca precoce Menstruação intensa História familiar Estresse Fadiga Dieta inflamatória
Fatores de Proteção
atividade física regular dieta anti-inflamatória controle de peso sono adequado
Componente Genético
Contribuição hereditária aumenta sensibilidade à dor menstrual

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor pélvica com cólicas que surge no início do ciclo
Sintomas Frequentes
Cólicas intensas
Dor lombar
Náusea
Inchaço abdominal
Fadiga
Sensibilidade mamária
Sinais de Alerta
  • Dor muito forte súbita
  • Febre alta
  • Sangramento irregular intenso
  • Dor pélvica com piora súbita
  • Sinais neurológicos
Evolução Natural
Sem tratamento, ciclos dolorosos podem persistir, com melhora gradual ao longo do tempo
Complicações Possíveis
Dor crônica Baixa qualidade de vida Sono prejudicado Redução da produtividade Ansiedade relacionada

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor menstrual cíclica com início próximo ao fluxo e ausência de doença identificável
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Beta-hCG Urina Glicemia
Exames de Imagem
Ultrassom transabdominal Ultrassom transvaginal RM apenas se suspeita de patologia
Diagnóstico Diferencial
  • Endometriose
  • Mioma
  • Adenomiose
  • DOI pélvica
  • Síndrome do intestino irritável
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses; depende de avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem centrada no alívio da dor, educação sobre ciclo e escolhas de manejo
Modalidades de Tratamento
1 Analgésicos
2 AINEs
3 Contracepção hormonal
4 Técnicas de relaxamento
5 Fisioterapia pélvica
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Medicina de Família Nutrição Fisioterapia pélvica Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração variável; melhora com ajuste terapêutico
Acompanhamento
Retornos periódicos a cada 3 meses no início

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável com tratamento adequado e suporte
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa resposta ao tratamento
  • Rotina de exercícios
  • Acesso a atenção médica
  • Rede de apoio
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Comorbidades
  • Problemas psicossociais
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Geralmente boa com manejo; dor pode reduzir atividades

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre ciclo, hábitos saudáveis e manejo da dor
Medidas Preventivas
Atividade física regular
Dieta anti-inflamatória
Sono adequado
Reduzir cafeína
Controle de peso
Rastreamento
null

Dados no Brasil

≈ 15 mil; variação anual
Internações/Ano
0-<100; raro
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Variação regional moderada

Perguntas Frequentes

1 Dismenorreia pode atrapalhar a vida cotidiana?
Sim, pode impactar sono, estudo e trabalho mas melhora com tratamento.
2 Uso de pílulas afeta fertilidade?
Contracepção hormonal não atrapalha fertilidade futura; retoma após suspensão.
3 Como diferenciar dor comum de sinal de doença?
Dor com início fora do fluxo, febre, sangramento anormal requer avaliação.
4 É possível prevenir cólicas?
Há medidas como atividade física, dieta moderada e sono regular.
5 Quando buscar atendimento de emergência?
Dor súbita intensa com mal-estar precisa avaliação imediata.

Mitos e Verdades

Mito

toda dor menstrual indica doença grave

Verdade

na maioria, é fisiológica; exames ajudam confirmar.

Mito

cólicas desaparecem sozinhas com idade

Verdade

muitas evoluem com manejo apropriado.

Mito

analgésicos conservam apenas dor

Verdade

ajudam em inflamação e bem-estar geral

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro contato costuma ser médico da família ou ginecologista
Especialista Indicado
Ginecologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com febre alta ou desmaio
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 CVV 188 SUS 167

CIDs Relacionados

N94.0 N94.4 N95.0 N95.9 Z68.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.