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dislalia cid
CID-10

Dislalia de fala

Dislalia infantil

Resumo

Dislalia é dificuldade de articular sons; treino fonoaudiológico costuma melhorar

Identificação

Código Principal
F80.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Distúrbios da fala na infância
Nome em Inglês
Developmental speech disorder
Outros Nomes
articulação inadequada • fala imprecisa • distúrbio de fala • pronúncia incorreta • fala infantil
Siglas Comuns
F80.0 CID-F80 F80

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Distúrbios da fala e linguagem
Categoria Principal
Distúrbio de fala
Subcategoria
Articulação/fonética
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam ~5% de crianças com alterações de fala
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais semelhantes, em torno de 5%
Faixa Etária Principal
3 a 7 anos
Distribuição por Sexo
Aproximadamente igual entre meninos e meninas
Grupos de Risco
Exposição linguística baixa Dificuldades auditivas Autismo em estudo Atraso no desenvolvimento Fatores familiares
Tendência Temporal
Melhora com intervenção precoce, tendência estável com manejo adequado

Etiologia e Causas

Causa Principal
Atraso no desenvolvimento da fala com alterações de articulação
Mecanismo Fisiopatológico
Dissociação entre produção muscular e percepção sonora; fala menos precisa
Fatores de Risco
Exposição linguística reduzida Auditivo não tratado Histórico familiar de fala Baixa estimulacao em casa Condições de linguagem escolar
Fatores de Proteção
Estimulação diária de fala Acesso a fonoaudiologia Ambiente de leitura Intervenção precoce
Componente Genético
Influência genética moderada em alguns casos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Pronúncia imprecisa de fonemas
Sintomas Frequentes
Substituições fonêmicas
Omissões de fonemas
Distúrbio de ritmo da fala
Dificuldade com r e s
Fala dissílabica
Inconsistência na fala
Sinais de Alerta
  • Atraso linguístico acentuado
  • Fraseado difícil
  • Atrasos na leitura
  • Percepção auditiva alterada
  • Progresso muito lento
Evolução Natural
Sem tratamento, pode persistir com variações
Complicações Possíveis
Baixa autoestima Dificuldades escolares Isolamento social Erros persistentes de fala Dependência de leitura labial

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Observação de articulação inadequada; avaliação fonoaudiológica
Exames Laboratoriais
Audiometria Avaliação de linguagem Processamento auditivo Perfil fonêmico Exame neurológico simples
Exames de Imagem
RM se suspeita de anomalias estruturais Não rotineiro para dislalia
Diagnóstico Diferencial
  • TRE sintomático com atrasos
  • TEA com atraso de fala
  • Deficiência auditiva
  • Apraxia de fala infantil
  • Disartria leve
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses até confirmação com avaliação fonoaudiológica

Tratamento

Abordagem Geral
Estimular fala com intervenção fonoaudiológica centrada no estudante
Modalidades de Tratamento
1 Terapia de fala
2 Treino fonêmico
3 Estimulação linguística
4 Apoio educativo
5 Treinamento em casa
Especialidades Envolvidas
Fonoaudiologia Pediatria Otorrinolaringologia Neuropsicologia Educação
Tempo de Tratamento
Meses a ano(s) conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares com fonoaudiologia a cada 1-3 meses

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com intervenção precoce
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce da fonoaudiologia
  • Engajamento familiar
  • Audição normal
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso linguístico severo
  • Sem tratamento adequado
  • Comorbidades associadas
  • Baixo acesso a serviços
Qualidade de Vida
Comunicação clara melhora bem-estar e participação

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce da fala na infância
Medidas Preventivas
Brincadeiras faladas
Conversa diária
Audição regular
Acesso rápido à fonoaudiologia
Ambiente sem ruídos excessivos
Rastreamento
Acompanhamento do desenvolvimento da fala em consultas pediatricas

Dados no Brasil

null
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais serviços em capitais; menor acesso no interior

Perguntas Frequentes

1 Dislalia pode desaparecer sozinha com idade?
Pode melhorar com estímulo adequado; terapia acelera o ganho
2 Como sei se preciso de avaliação fonoaudiológica?
Atrasos na fala, dificuldade com sons, ou evolução lenta indicam avaliação
3 Qual o tempo até diagnóstico definitivo?
Depende; avaliação completa pode durar semanas a meses
4 Preciso de remédios para tratar a dislalia?
Remédios não costumam ser usados; fonoaudiologia é o caminho
5 Como apoiar em casa?
Converse bastante, leia, jogue com sons e elogie progressos

Mitos e Verdades

Mito

é culpa da família

Verdade

é transtorno de fala com bases neurobiológicas

Mito

passa sozinha na escola

Verdade

intervenção costuma melhorar, não depende apenas da escola

Mito

remédios aceleram a cura

Verdade

fonoaudiologia é o caminho, não farmacoterapia

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure fonoaudiologia infantil na rede pública ou privada
Especialista Indicado
Fonoaudiólogo pediátrico
Quando Procurar Emergência
Dificuldade grave com fala acompanhada de sinais neurológicos ou febre alta
Linhas de Apoio
136 - Ministério da Saúde Disque 100 Central de Apoio à Fala

CIDs Relacionados

F80.1 F80.2 F84.0 F80.8 F80.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.