contato@nztbr.com
desnutrição cid
CID-10

Desnutrição proteico-energética

Desnutrição grave por aporte calórico inadequado

Resumo

Falta de comida suficiente leva a fraqueza, atraso no crescimento e risco de infecções.

Identificação

Código Principal
E46
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Desnutrição proteico-energética segundo OMS
Nome em Inglês
Protein-Energy Malnutrition
Outros Nomes
Desnutrição proteico-energética • malnutrição • desnutrição grave • baixo aporte calórico • inanição leve
Siglas Comuns
DPE DESN MNP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XXI - Doenças do metabolismo
Categoria Principal
Estado nutricional
Subcategoria
Gravidade variável
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam dezenas de milhões com desnutrição proteico-energética.
Prevalência no Brasil
Brasil: variação por região e grupo; maior impacto em populações vulneráveis.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas e adolescentes
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre sexos; variações regionais
Grupos de Risco
bebês crianças pequenas gestantes idosos pobres
Tendência Temporal
Tendência global estável; quedas em algumas regiões, crises elevam casos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Deficiência calórica com aporte proteico insuficiente
Mecanismo Fisiopatológico
Deficiência calórica crônica resulta em depleção de reservas, atrofia muscular e menor imunidade.
Fatores de Risco
pobreza insegurança alimentar prematuridade gestação inadequada baixos recursos fatores socioeconômicos
Fatores de Proteção
amamentação exclusiva acesso a alimentação segura intervenção nutricional precoce educação alimentar
Componente Genético
Fatores genéticos modulam resposta energética, mas não causam isoladamente.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda de peso com fraqueza progressiva
Sintomas Frequentes
perda de peso
fraqueza geral
retardo de crescimento
edema em formas graves
pele seca
cabelo quebradiço
Sinais de Alerta
  • queda repentina de peso
  • edema generalizado
  • febre prolongada
  • dor abdominal aguda
  • sinais de infecção
Evolução Natural
Sem intervenção, peso cai e função diminui; risco de infecções cresce
Complicações Possíveis
infecções graves retardo de crescimento anemia deficiências de micronutrientes osteopenia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
queda de peso, baixo peso para idade, sinais de déficit proteico
Exames Laboratoriais
hemoglobina albumina proteínas totais ferro hemograma
Exames de Imagem
ultrassom abdominal antropometria bioimpedância DEXA opcional
Diagnóstico Diferencial
  • infecção crônica
  • doenças inflamatórias
  • distúrbios de absorção
  • hipotireoidismo
  • desordens metabólicas
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio varia: semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Corrigir déficit energético e proteico, monitorar peso e prevenir infecções
Modalidades de Tratamento
1 suporte nutricional oral
2 suporte enteral
3 suporte parenteral quando necessário
4 controle de infecções
5 reposição de micronutrientes
Especialidades Envolvidas
nutrição pediatria clínico geral enfermagem nutricional gastropediatria
Tempo de Tratamento
Duração varia por gravidade; semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multiprofissional e ajuste nutricional

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; intervenção oportuna melhora desfecho
Fatores de Bom Prognóstico
  • amamentação exclusiva
  • intervenção precoce
  • controle de infecções
  • acesso a alimentação segura
Fatores de Mau Prognóstico
  • gravidade alta na apresentação
  • infecções recorrentes
  • falta de adesão ao tratamento
  • insegurança alimentar persistente
Qualidade de Vida
Impacto na energia, autonomia e participação; melhora com apoio nutricional

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de alimentação segura, saúde materno-infantil e segurança alimentar
Medidas Preventivas
amamentação exclusiva
fortificação de alimentos
educação nutricional
suplementação de micronutrientes
higiene alimentar
Rastreamento
Monitoramento de peso e altura; avaliação nutricional periódica

Dados no Brasil

Internações anuais no SUS em descrito; cifras variam
Internações/Ano
Mortalidade associada varia por região; dados atualizados com cautela
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto no Norte e Nordeste em contextos de pobreza

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais de alerta para procurar ajuda?
Perda de peso rápida, fraqueza, edema; procure serviço de saúde.
2 Desnutrição afeta apenas crianças?
Adultos também podem ter; avaliação nutricional necessária.
3 Como é confirmado o diagnóstico?
Peso, medidas e exames ajudam a confirmar; avaliação clínica orienta manejo.
4 É possível prevenir desnutrição?
Sim, com alimentação variada, amamentação adequada e higiene.
5 O que fazer hoje?
Comece com refeições pequenas e frequentes; procure nutricionista.

Mitos e Verdades

Mito

basta comer mais para resolver

Verdade

Qualidade importa tanto quanto quantidade; micronutrientes são cruciais

Mito

desnutrição só em crianças

Verdade

Adultos e idosos também sofrem; quadro é multifatorial

Mito

suplementos resolvem tudo sem médico

Verdade

Orientação profissional evita falhas e deficiências

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde para avaliação nutricional
Especialista Indicado
nutrólogo ou nutricionista
Quando Procurar Emergência
Frequentes sinais críticos como respiração dificuldade ou desmaio
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 SUS Central 61 CVV 188

CIDs Relacionados

E46 E43 Z59.4 R62.7 Z59.5

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.