Dengue viral aguda
Dengue
Resumo
Doença viral transmitida pelo Aedes; febre, dor e mal-estar, com foco em sinais de alarme.
Identificação
- Código Principal
- A90
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Dengue, infecção viral aguda transmitida por mosquitos Aedes
- Nome em Inglês
- Dengue fever
- Outros Nomes
- Dengue clássica • Dengue não hemorrágica • Febre de Aedes • Dengue hemorrágica (A91)
- Siglas Comuns
- DF Dengue
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
- Categoria Principal
- Doenças infecciosas virais
- Subcategoria
- Dengue
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Altamente comum em regiões tropicais e subtropicais, com surtos sazonais.
- Prevalência no Brasil
- Persistente no Brasil, com variações regionais e sazonalidade.
- Faixa Etária Principal
- Crianças e adultos jovens
- Distribuição por Sexo
- Proporção quase igual entre homens e mulheres
- Grupos de Risco
- Crianças pequenas Gestantes População urbana Não imunes a sorotipos Viagens a áreas endêmicas
- Tendência Temporal
- Surtos sazonais com tendência de expansão pela urbanização e clima.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Vírus dengue transmitido por mosquitos Aedes
- Mecanismo Fisiopatológico
- Infecção sistêmica pela picada, multiplicação viral, inflamação e queda de plaquetas.
- Fatores de Risco
- Exposição a mosquitos Aedes Vivência em áreas com criadouros Baixa proteção contra mosquitos Viagens a regiões endêmicas Falha em controle ambiental Clima quente e chuvoso
- Fatores de Proteção
- Controle de criadouros Uso de repelentes Uso de mosquiteiro Rastreamento de surtos
- Componente Genético
- Não há fator genético claro; variações entre sorotipos ocorrem.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Febre súbita com mal-estar intenso
- Sintomas Frequentes
-
Dor de cabeça intensaDores articulares e muscularesDor atrás dos olhosErupção cutâneaNáusea e vômitosFadiga extrema
- Sinais de Alerta
-
- Vômitos repetidos
- Dor abdominal progressiva
- Sangramento nasal/gengival
- Confusão ou pele fria
- Diminuição da diurese
- Evolução Natural
- Com manejo adequado, recuperação gradual; sem tratamento pode evoluir para gravidade.
- Complicações Possíveis
- Desidratação grave Hemorragias Choque Insuficiência de órgão Dano renal transitório
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Febre de início súbito mais teste confirmatório NS1/PCR/IgM; excluir outras causas.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma com plaquetas baixas ALT/AST elevadas Função renal normal a levemente alterada Sorologia NS1/IgM/IgG PCR dengue
- Exames de Imagem
- Ultrassom abdominal para hemoconcentração Radiografia se choque RM/Tomografia não rotina Eco quando indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Chikungunya
- Zika
- Leptospirose
- Febre amarela
- Infecções virais
- Tempo Médio para Diagnóstico
- 1 a 3 dias desde início dos sinais
Tratamento
- Abordagem Geral
- Hidratação adequada, monitoramento e orientação de retorno.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Hidratação oral/IV2 Analgesia com paracetamol3 Monitoramento de sinais de alarme4 Tratamento hospitalar se necessário5 Educação em saúde
- Especialidades Envolvidas
- Clínico geral Infectologista Pediatria Enfermagem Saúde pública
- Tempo de Tratamento
- Varia com gravidade; tipicamente dias a semanas.
- Acompanhamento
- Visitas frequentes nos primeiros 3-5 dias para hidratação e evolução.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Bom com manejo adequado; variabilidade conforme sorotipos.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Hidratação adequada
- Ausência de alarme
- Ágil monitoramento
- Acompanhamento médico
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Alarme presente
- Desidratação grave
- Hemorragias
- Insuficiência orgânica
- Qualidade de Vida
- Melhora com o retorno à hidratação e repouso; recuperação total em dias a semanas.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Eliminar criadouros de Aedes; use repelentes e telas.
- Medidas Preventivas
-
Eliminação de criadourosUso de repelentesProteção com roupasTelas em portas/janelasSaneamento básico
- Rastreamento
- Monitoramento de surtos e vigilância de vetores
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dengue não é grave.
pode evoluir para formas graves sem manejo.
água parada não transmite.
criadouros aumentam mosquitos.
apenas quem está doente pega dengue.
qualquer pessoa exposta pode contrair.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure rede de saúde mais próxima nos primeiros sinais.
- Especialista Indicado
- Clínico geral ou Infectologista
- Quando Procurar Emergência
- Sangramento intenso, confusão, piora rápida, dor severa
- Linhas de Apoio
- 0800 000 0000 136 (SUS) 0800 123 4567
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.