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dedo em gatilho cid
CID-10

Dedo em gatilho (tenossinovite estenosante)

dedo em gatilho

Identificação

Código Principal
M65.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Tenossinovite estenosante do flexor do dedo
Nome em Inglês
Trigger finger (stenosing tenosynovitis)
Outros Nomes
Tenossinovite estenosante do dedo • Dedo preso • Dedo enroscado • Gatilho digital • Gatilho do flexor
Siglas Comuns
TENEST GATILHO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do sistema osteomuscular
Categoria Principal
Doenças musculoesqueléticas
Subcategoria
Tenossinovites estenosantes dos dedos
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; comum em adultos, especialmente mulheres acima de 50 anos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência menor que 2% na população adulta.
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 40 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Idade >= 40 Uso repetitivo da mão Diabetes Doenças reumatológicas Trabalho manual repetitivo
Tendência Temporal
Pouco varia com o tempo; relação com idade e diagnóstico

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso repetitivo da mão com microtrauma, inflamação da bainha do tendão
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da bainha sinovial do tendão flexor, levando à estenose e travamento
Fatores de Risco
Uso repetitivo de mãos Idade avancada Sexo feminino Diabetes Condições reumatológicas Lesão prévia
Fatores de Proteção
Ergonomia adequada Pausas durante atividades Fortalecimento suave Tratamento precoce
Componente Genético
Possível predisposição; relação genética fraca

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dedo trava ao dobrar ou estender, com sensação de puxar na palma
Sintomas Frequentes
Rigidez matinal curta
Nódulo na base do dedo
Dor local
Dificuldade ao pegar objetos
Estalido ao mover o dedo
Piora com esforço
Sinais de Alerta
  • Dor aguda com febre
  • Inchaço grande
  • Vermelhidão progressiva
  • Perda de sensibilidade
  • Fraqueza repentina
Evolução Natural
Sem tratamento, travamento piora, com dor e limitação
Complicações Possíveis
Dor crônica Rigidez persistente Perda de força Necessidade de cirurgia Recidiva

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de travamento com estalido; exame de flexão/extensão; sem sinais infecciosos
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Fator reumatoide Anti-CCP
Exames de Imagem
Ultrassom do tendão RM simples Radiografia mão Ultrassom da bainha
Diagnóstico Diferencial
  • Dupuytren
  • Artrite reumatoide
  • Artrite séptica
  • Síndrome do túnel do carpo
  • Tendinopatia de De Quervain
Tempo Médio para Diagnóstico
3–6 meses desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, mobilidade e retorno à função com medidas conservadoras
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia de alongamento
2 Infiltração de corticoide
3 Cirurgia de descompressão
4 Terapia ocupacional
5 Observação quando leve
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Reumatologia Cirurgia da mão Medicina ocupacional
Tempo de Tratamento
Sem tempo fixo; depende da gravidade
Acompanhamento
Retornos mensais até resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento adequado; cirurgia costuma ter excelentes resultados
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida
  • Gravidade leve
  • Boa adesão
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor persistente
  • Recidiva frequente
  • Mobilidade limitada
  • Necessidade de nova intervenção
Qualidade de Vida
Moderada atenuação temporária; boa recuperação com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Ergonomia, pausas, exercícios e evitar sobrecarga
Medidas Preventivas
Ergonomia
Pausas
Exercícios diários
Treinamento ocupacional
controle de diabetes

Dados no Brasil

Varia com a gravidade; não é rotina.
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais relatos no Sul e Sudeste; desigualdades regionais

Perguntas Frequentes

1 Posso evitar dedo gatilho?
Ergonomia, pausas e alongamento ajudam a reduzir o risco.
2 Infiltração funciona para todos?
Varia; alguns melhoram, outros precisam de cirurgia.
3 Qual é o tratamento definitivo?
Caso grave pode exigir descompressão cirúrgica.
4 Dói mais que lesões comuns?
Dor de intensidade leve a moderada; travamento é característico.
5 Quanto tempo leva para recuperar?
Depende da gravidade; pode levar meses.

Mitos e Verdades

Mito

sempre precisa de cirurgia.

Verdade

infiltração ou fisioterapia ajudam em muitos casos.

Mito

contagia-se.

Verdade

Não é contagioso.

Mito

apenas idosos ficam com gatilho.

Verdade

adultos de várias idades podem ser afetados.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou ortopedista com foco na mão
Especialista Indicado
Ortopedista especializado em cirurgia da mão
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se dor intensa, inchaço ou febre
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Central de atendimento de saúde

CIDs Relacionados

M65.3 M65.30 M65.89 M65.9 M66.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.