contato@nztbr.com
crise de ansiedade cid
CID-10

Crise de Ansiedade

Crise de ansiedade; ataque de ansiedade

Resumo

Ansiedade é condição real; tratamento combina psicoterapia e, se necessário, medicação.

Identificação

Código Principal
F41.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de ansiedade não especificado segundo OMS
Nome em Inglês
Anxiety Disorder, Unspecified
Outros Nomes
Crise de ansiedade • Ataque de ansiedade • Surto ansioso • Ansiedade aguda • Crise de pânico?
Siglas Comuns
CA TA ANX

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade não especificado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam 7-15% da população adulta com transtornos de ansiedade.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas 8-14% da população com transtornos de ansiedade.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade
Distribuição por Sexo
Mulheres mais afetadas; razão aproximada 2:1
Grupos de Risco
Histórico familiar Estresse ocupacional Trauma na infância Depressão associada Baixa rede de apoio
Tendência Temporal
Aumento recente, especialmente entre jovens.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores biopsicossociais incluindo genética, traumas e estresse.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de circuitos de medo com hiperatividade da amígdala
Fatores de Risco
História familiar Estresse ocupacional Trauma na infância Depressão associada Acesso limitado a cuidados Isolamento social
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Sono regular Exercícios físicos
Componente Genético
Contribuição genética moderada a alta

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação excessiva quase diária com sintomas físicos de ansiedade.
Sintomas Frequentes
taquicardia
sudorese
tremores
falta de ar
insônia
dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • dor no peito súbita
  • respiração muito difícil
  • confusão mental
  • pensamentos suicidas
  • desmaio
Evolução Natural
Pode persistir meses a anos sem manejo.
Complicações Possíveis
Distúrbios do sono Isolamento social Depressão Uso de substâncias Problemas de aproveitamento escolar

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com critérios DSM-5/ICD-11; excluir doenças físicas.
Exames Laboratoriais
Hemograma T3/T4 e TSH Glicose Eletrolitos Cortisol opcional
Exames de Imagem
RM craniana TC de crânio RM para excluir lesões
Diagnóstico Diferencial
  • Hipertireoidismo
  • Transtornos de humor
  • Pânico
  • TDAH
  • distúrbios do sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a semanas desde a primeira consulta

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com psicoterapia, manejo de estressores e educação em saúde.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 TCC online
3 psicoterapia individual
4 mindfulness
5 medicação quando necessário
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de familia Enfermagem Terapeuta ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração varia; meses a anos conforme resposta.
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste de estratégias conforme evolução.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento; recaídas podem ocorrer sem adesão.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Boa rede de apoio
  • Início precoce
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Desistência do tratamento
  • Uso de substâncias
  • Comorbidades graves
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Pode reduzir qualidade de vida sem tratamento; melhora com manejo adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre estressores e hábitos saudáveis; busca de apoio precoce.
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício físico
Redução de cafeína e álcool
Gestão de estresse
Rede de apoio
Rastreamento
Avaliações periódicas de ansiedade em grupos de risco.

Dados no Brasil

Estimativas nacionais apontam centenas de internações anuais associadas a crises graves.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; suicídio é o principal risco em alguns casos.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em regiões urbanas com vulnerabilidade social.

Perguntas Frequentes

1 Posso ter ansiedade mesmo sem traços genéticos?
Sim; fatores ambientais e hábitos influenciam; genética é apenas parte.
2 Ansiedade atrapalha meu trabalho?
Pode atrapalhar, mas tratamento adequado melhora desempenho.
3 Quando procurar ajuda médica?
Se persistem preocupações por semanas e atrapalham vida.
4 Existe cura total?
Melhora significativa, controle e bem-estar, com manejo.
5 Posso prevenir crises futuras?
Adotar sono, exercícios e apoio social reduz risco.

Mitos e Verdades

Mito

ansiedade é só falta de relaxar.

Verdade

é condição real com causas biológicas, psicológicas.

Mito

só pessoas fracas ficam ansiosas.

Verdade

ocorre em qualquer pessoa; procurar tratamento é sinal de força.

Mito

medicação arruina a vida.

Verdade

quando bem indicada, ajuda muito e aumenta qualidade de vida.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde ou CAPS próximo de você.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínica.
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se houver risco imediato de dano.
Linhas de Apoio
188 CVV SESC 0800-140-311 Disque Ser 0800-707-2000

CIDs Relacionados

F41.0 F41.1 F41.2 F41.9 F40.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.