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criptorquidia cid
CID-10

Criptorquidia

Testículo não descendido; escroto vazio

Resumo

Criptorquidia é quando o testículo não desce; tratamento geralmente envolve cirurgia

Identificação

Código Principal
Q53.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cryptorchidism (Criptorquidia) — OMS
Nome em Inglês
Cryptorchidism
Outros Nomes
criptorquidia • testículo não descendido • descida ausente • teste não descendente • criptorquídio congênito
Siglas Comuns
CQ CRP CTD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVI - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Condição congênita geniturinária
Subcategoria
Tipo de Condição
doenca
Natureza
congenita
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1 em 250 homens ao nascer; bilateral risco maior em neonatos.
Prevalência no Brasil
Dados limitados; detecção neonatal em desenvolvimento.
Faixa Etária Principal
0-1 ano, neonatos
Distribuição por Sexo
Predomina em homens; casos bilaterais existem
Grupos de Risco
Prematuros Baixo peso ao nascer Historia familiar Anomalias genitais Condição associada
Tendência Temporal
Detecção precoce reduz necessidades cirúrgicas futuras; tende a estável

Etiologia e Causas

Causa Principal
Falha do descenso testicular durante o desenvolvimento fetal
Mecanismo Fisiopatológico
Descida incompleta do testículo com posição inguinal ou intraabdominal
Fatores de Risco
Nascimento prematuro Baixo peso ao nascer História familiar de criptorquidia Anomalias gonadais Comprometimento hormonal
Fatores de Proteção
Gestão neonatal eficaz Detecção precoce Acesso a cirurgia segura Aconselhamento genético
Componente Genético
Contribui em alguns casos; associa-se a síndromes cromossômicas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ausência de testículo no escroto ao nascimento
Sintomas Frequentes
Escroto vazio
Teste não descido ao exame
Palpação inguinal ausente
Diagnóstico precoce
Influência na fertilidade
Sinais de Alerta
  • Testículo não palpável com infeção
  • Dor súbita no abdômen sugere torsão
  • Inchaço inguinal persistente
  • Falha na descida até 1 ano
Evolução Natural
Sem tratamento, pode permanecer e aumentar risco de infertilidade
Complicações Possíveis
Infertilidade Torsão testicular Risco aumentado de tumor Hidrocele crônica Dor persistente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação física, confirmação por ultrassom, manejo precoce com endocrinologia
Exames Laboratoriais
FSH/LH Testosterona basal Perfil hormonal neonatal Hemograma
Exames de Imagem
Ultrassom escrotal RM pélvica quando necessário Doppler para torção
Diagnóstico Diferencial
  • Retenção transitória
  • Hipotrofia testicular
  • Hidrocele não descendente
  • Atraso fisiológico
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente nos primeiros meses de vida

Tratamento

Abordagem Geral
Correção precoce da posição testicular para preservar função e fertilidade
Modalidades de Tratamento
1 Cirurgia (orquidopexia)
2 Observação seletiva
3 Acompanhamento endocrinológico
4 Tratamento de torção se ocorrer
Especialidades Envolvidas
Pediatria Urologia pediátrica Cirurgia infantil Endocrinologia infantil
Tempo de Tratamento
Cirurgia geralmente entre 6 e 18 meses
Acompanhamento
Consultas semestrais até adolescência, depois anuais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo precoce, bom prognóstico reprodutivo e estético
Fatores de Bom Prognóstico
  • Correção precoce
  • Testículos descendidos
  • Sem complicações
  • Acesso a cuidado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Torção
  • Infertilidade persistente
  • Tumor associado
  • Necessidade de reoperação
Qualidade de Vida
Qualidade de vida boa com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Rastreamos neonatos para detecção precoce e encaminhamento rápido
Medidas Preventivas
Triagem neonatal adequada
Informação aos pais
Acesso rápido a urologia
Acompanhamento médico
Rastreamento
Exame clínico regular até 12 meses; ultrassom se suspeita

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Maior acesso em capitais e centros pediátricos

Perguntas Frequentes

1 Criptorquidia pode desaparecer sozinha?
Não é comum; avaliação médica orienta cirurgia para evitar complicações
2 Idade ideal para correção?
Geralmente entre 6 e 18 meses; precoce é preferível
3 Pode afetar a fertilidade?
Cirurgia precoce aumenta chances de fertilidade futura
4 Existe tratamento sem cirurgia?
Observação apenas em casos selecionados; cirurgia é padrão para correção
5 Quais sinais de alerta?
Testículo não descendido persistente; dor aguda sugere torção

Mitos e Verdades

Mito

cirurgia impede fertilidade

Verdade

cirurgia precoce ajuda a fertilidade futura

Mito

todos descem sozinhos

Verdade

muitos descendem com o tempo, mas não todos

Mito

cirurgia remove o testículo

Verdade

cirurgia reposiciona o testículo, preservando função

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ao notar testículo ausente; encaminha para urologia
Especialista Indicado
Urologista pediátrico
Quando Procurar Emergência
Dor abdominal súbita ou escrotal, torção suspeita, necessário atendimento
Linhas de Apoio
SUS 136 Ligue 188

CIDs Relacionados

Q53.1 Q53.0 Q53.9 N47.1 Z40.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.