Transtorno da compulsão alimentar
Alimentação compulsiva
Resumo
Caso de transtorno alimentar com episódios de muita comida, requer acompanhamento multiprofissional.
Identificação
- Código Principal
- F50.8
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno da compulsão alimentar segundo OMS
- Nome em Inglês
- Binge Eating Disorder
- Outros Nomes
- Transtorno da compulsão alimentar • Binge Eating Disorder • Compulsão alimentar episódica • Hiperfagia não específica • Transtorno alimentar
- Siglas Comuns
- BED TCA TEA
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos do comportamento alimentar
- Subcategoria
- Transtorno da compulsão alimentar
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais entre 1% e 3% da população, com variações regionais e métodos diagnósticos.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: estimativas 0,8% a 2,0%, com maior detecção em centros urbanos.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens, 18–40 anos
- Distribuição por Sexo
- Predomina em mulheres; relação 1,2–2,0:1
- Grupos de Risco
- Obesidade História familiar de transtornos alimentares Déficit de controle alimentar Trauma psicológico Transtornos depressivos
- Tendência Temporal
- Aumento gradual, com maior reconhecimento clínico.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Falhas na regulação fome-saciedade, base neurobiológica e predisposição genética.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Circuitos de recompensa dopaminérgicos alterados, disfunção fome-saciedade, hiperfagia por impulsos.
- Fatores de Risco
- Predisposição genética Baixa auto-estima Estresse persistente Ambiente familiar com padrões alimentares Obesidade prévia Distúrbios do humor
- Fatores de Proteção
- Apoio social Terapia cognitivo-comportamental Hábito alimentar regular Regulação emocional
- Componente Genético
- Hereditariedade moderada; familiares podem apresentar risco aumentado.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Episódios de ingestão rápida e excessiva em curto tempo
- Sintomas Frequentes
-
Ingestão rápida de grandes quantidadesFome intensa entre episódiosSenso de falta de controle durante episódiosVergonha ou culpa após comerAusência de purgação frequentePeso corporal acima do ideal com obesidade
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida
- Comportamento alimentar compensatório extremo
- Uso de laxantes/diuréticos
- Perda de peso rápida
- Sinais de desnutrição
- Evolução Natural
- Sem tratamento, oscila entre episódios e peso; comorbidades aumentam o risco.
- Complicações Possíveis
- Diabetes tipo 2 Hipertensão Dislipidemia Osteoartropatia? Não; ajuste Comprometimento da saúde mental
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Episódios recorrentes de ingestão exagerada com falta de controle, sofrimento e impacto funcional.
- Exames Laboratoriais
- Glicemia de jejum Perfil lipídico Função hepática Vitamina D HbA1c
- Exames de Imagem
- Ultrassom abdominal Ecocardiograma se indicado RM/TC conforme necessidade Avaliação cardiovascular se comorbidades
- Diagnóstico Diferencial
-
- Bulimia nervosa
- Transtorno alimentar não especificado
- Obesidade por causas metabólicas
- Transtornos do humor com compulsão alimentar
- Distúrbios neurológicos/medicações
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Meses a anos, depende de acesso ao serviços e vigilância clínica.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multidisciplinar: educação, psicoterapia, alimentação estruturada e apoio social.
- Modalidades de Tratamento
-
1 TCC2 mindfulness3 psicoterapia familiar4 nutrição clínica5 exercício supervisionado
- Especialidades Envolvidas
- psicologia psiquiatria nutrição medicina de família endocrinologia
- Tempo de Tratamento
- Flexível; geralmente de 6–12 meses com reavaliações.
- Acompanhamento
- Consultas a cada 4–8 semanas; ajuste conforme progresso.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com tratamento adequado, melhora na qualidade de vida e controle dos episódios.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- bom suporte familiar
- engajamento ativo no tratamento
- adaptação de hábitos
- bom acesso a serviços
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- comorbidades psiquiátricas
- resistência à adesão
- baixo suporte social
- fatores socioeconômicos baixos
- Qualidade de Vida
- Impacto significativo na autoestima, sono e relações; melhora com apoio terapêutico.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promoção de alimentação equilibrada, educação emocional e evitar dietas restritivas.
- Medidas Preventivas
-
educação nutricionalapoio psicológicorotina alimentar estávelredução de dietas restritivasambiente familiar saudável
- Rastreamento
- Avaliação periódica por equipe multiprofissional para detecção precoce de sinais.
Dados no Brasil
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.