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coledocolitiase cid
CID-10

Coledocolitiase

Cálculos no ducto biliar

Resumo

Pedras no ducto biliar bloqueiam a passagem de bile, gerando dor e amarelecimento da pele.

Identificação

Código Principal
K83.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Choledocholithiasis: cálculos no ducto biliar comum
Nome em Inglês
Choledocholithiasis
Outros Nomes
colédoco obstrução por cálculos • cálculos do ducto biliar • obstrução biliar por cálculos • litíase do colédoco • choledocolitíase
Siglas Comuns
CBD ERCP DCO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do colédoco e vias biliares
Subcategoria
Obstrução biliar por cálculos
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência moderada, associada a cálculos biliares, mais em adultos
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; mais comum em adultos obesos
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60 anos
Distribuição por Sexo
Mais frequente em mulheres
Grupos de Risco
Obesidade Cirurgia de vesícula Diabetes Dieta rica em gordura Idade avançada Historia familiar
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento e obesidade

Etiologia e Causas

Causa Principal
Cálculos formados no colédoco, frequentemente migração de vesícula
Mecanismo Fisiopatológico
Obstrução do colédoco eleva pressão biliar, dor, icterícia e inflamação
Fatores de Risco
Obesidade Cirurgia de vesícula Diabetes Dieta rica em gordura Idade avançada Historia familiar
Fatores de Proteção
Dieta equilibrada Atividade física Controle de peso Hidratação adequada
Componente Genético
Contribuição genética moderada em alguns indivíduos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor súbita no quadrante superior direito
Sintomas Frequentes
Icterícia obstrutiva
Urina escura
Fezes claras
Náusea
Vômitos
Prurido
Sinais de Alerta
  • Febre alta com calafrios
  • Dor intensa persistente
  • Alteração mental
  • Sinais de choque
  • Icterícia marcada
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir com infecção e falência hepática
Complicações Possíveis
Colangite ascendente Pancreatite biliar Icterícia prolongada Insuficiência hepática rara Sepse

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor + icterícia + imagens que mostram cálculo no ducto biliar
Exames Laboratoriais
Bilirrubina direta elevada GGT e ALP elevados Transaminases aumentadas Leucocitose quando inflamatório Função hepática alterada
Exames de Imagem
USG abdome com ducto dilatado MRCP/ERCP para visualização Tomografia se necessário CPRE terapêutica quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Cólica biliar simples
  • Pancreatite sem obstrução
  • Icterícia sem obstrução
  • Colangite sem cálculos
  • Leptospirose
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de dias a semanas conforme gravidade

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, desobstrução do ducto e tratamento de inflamação/infeção
Modalidades de Tratamento
1 ERCP terapêutica
2 Cirurgia de via biliar
3 Laparoscopia
4 Drenagem percutânea
5 Cuidados de suporte
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Cirurgia HPB Radiologia intervencionista Anestesiologia Enfermagem
Tempo de Tratamento
Duração depende da intervenção; aguda 1-7 dias, recuperação variada
Acompanhamento
Seguimento em 1-3 meses com função hepática e imagem

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado e manejo de complicações
Fatores de Bom Prognóstico
  • Detecção precoce
  • Ausência de infecção
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Função hepática boa
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Infecção grave
  • Falha hepática
  • Obstrução persistente
Qualidade de Vida
Geralmente boa após tratamento, com controle de sintomas

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável e dieta equilibrada para reduzir cálculos biliares
Medidas Preventivas
Controle de peso
Dieta rica em fibras
Hidratação
Atividade física
Evitar jejum prolongado
Rastreamento
Rastreamento de rotina não é comum; diagnostico por sintomas

Dados no Brasil

Estimativas regionais chegam a milhares de internações anuais
Internações/Ano
Mortalidade anual baixa quando tratada precocemente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual, com maior carga nas regiões Sudeste e Nordeste

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de coledocolitiase?
Dor no abdômen, icterícia, urina escura e fezes claras; procure avaliação médica.
2 Como é confirmado o diagnóstico?
Exames de sangue e imagem (US, MRCP/ERCP) ajudam a confirmar a obstrução.
3 O tratamento exige cirurgia?
Pode envolver endoscopia (ERCP) ou cirurgia, dependendo do caso e da evolução.
4 É possível prevenir recidiva?
Dieta equilibrada, peso estável e acompanhamento médico reduzem o risco de novas pedras.
5 Qual a relação com a qualidade de vida?
Tratamento eficaz geralmente restaura bem a qualidade de vida e funções hepáticas.

Mitos e Verdades

Mito

Dietas muito restritivas curam choledocolitíase

Verdade

Tratamento médico adequado remove pedras e resolve obstrução

Mito

Somente idosos ficam com choledocolitíase

Verdade

Adultos de meia-idade também são afetados, com fatores de risco

Mito

Antibióticos sozinhos resolvem o problema

Verdade

Infecção pode acompanhar obstrução, porém remoção do cálculo é fundamental

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure gastroenterologista ou centro de cirurgia HPB ao notar icterícia
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor abdominal intensa com febre alta ou confusão, vá ao pronto-socorro
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS 0800-055-5500 Centro de referência regional

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K83.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.