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colecistite cid
CID-10

Colecistite aguda e crônica

Colecistite aguda na prática clínica

Resumo

dor na barriga, diagnóstico por ultrassom, tratamento com antibiótico e cirurgia se necessário

Identificação

Código Principal
K81.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Colecistite aguda e crônica, nomenclatura OMS, código K81.x
Nome em Inglês
Acute Cholecystitis
Outros Nomes
colecistite aguda • colecistite crônica • inflamação vesicular • colelitíase com inflamação
Siglas Comuns
CC CVB K81

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do aparelho digestivo
Subcategoria
Colecistite aguda e crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Casos comuns em adultos com cálculos biliares
Prevalência no Brasil
Varia regionalmente; prática clínica varia por dieta
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres, relação ~1,5:1
Grupos de Risco
obesidade diabetes mulheres sedentarismo dieta rica em gordura
Tendência Temporal
Tendência estável com avanços diagnósticos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Obstrução por cálculos biliares levando à inflamação
Mecanismo Fisiopatológico
obstrução causa acúmulo de bile, edema e inflamação
Fatores de Risco
obesidade diabetes mulheres sedentarismo dieta rica em gordura idade avançada
Fatores de Proteção
dieta equilibrada atividade física hidratação adequada exames regulares
Componente Genético
hereditariedade sem grande peso; risco relativo modesto

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
dor RUQ intensa, piora após refeições
Sintomas Frequentes
dor RUQ
náusea/vômitos
febre
sensibilidade abdominal
icterícia leve
Sinais de Alerta
  • dor intensa com febre alta
  • dor progressiva
  • icterícia marcada
  • confusão em idosos
  • sinais de sepse
Evolução Natural
sem tratamento pode evoluir para complicações graves
Complicações Possíveis
colecistite gangrenosa perfuração vesicular abscesso hepático fístula biliodigestiva sepse

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
dor RUQ, febre, leucocitose; ultrassom com vesícula edemaciada e cálculos
Exames Laboratoriais
hemograma com leucocitose enzimas hepáticas elevadas bilirrubina aumentada PCR elevada função renal boa
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Tomografia se não conclusiva RM hepatobiliar
Diagnóstico Diferencial
  • apendicite aguda
  • pancreatite aguda
  • colangite
  • úlcera pérptica perfurada
  • dor biliar não inflamatória
Tempo Médio para Diagnóstico
horas a dias com ultrassom

Tratamento

Abordagem Geral
controle da dor, antibióticos quando indicado, remoção da vesícula
Modalidades de Tratamento
1 jejum e hidratação
2 antibióticos conforme protocolo
3 cirurgia laparoscópica
4 drenagem em casos graves
5 cirurgia aberta se necessário
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Cirurgia Geral Anestesiologia Radiologia Urgência
Tempo de Tratamento
1-5 dias, conforme gravidade
Acompanhamento
reavaliações em 48-72h; monitorar sinais de complicação

Prognóstico

Prognóstico Geral
bom com diagnóstico precoce e manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • cirurgia rápida
  • boa função renal
  • boa resposta a antibiótico
Fatores de Mau Prognóstico
  • idade avançada
  • diabetes descontrolado
  • sepse
  • falência orgânica
Qualidade de Vida
retorno às atividades normais com discreta recuperação

Prevenção

Prevenção Primária
dieta equilibrada, peso estável, evitar jejum
Medidas Preventivas
controle de peso
dieta saudável
atividade física
evitar jejum prolongado
hidratação
Rastreamento
não recomendado como screening de rotina

Dados no Brasil

milhares de internações no SUS
Internações/Ano
mortalidade baixa com manejo adequado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste com mais casos; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas comuns?
dor RUQ, náusea, vômitos, febre e sensibilidade abdominal
2 Como é feito o diagnóstico?
história clínica, exame físico, ultrassom e exames de sangue
3 Qual é o tratamento?
depende da gravidade; pode incluir antibióticos e cirurgia
4 Posso evitar?
dieta equilibrada e controle de peso reduzem risco, não garantem prevenção
5 Qual é o prognóstico?
geralmente bom com manejo adequado; recidiva depende da etiologia

Mitos e Verdades

Mito

mito: dieta pura cura; verdade: alimentação ajuda, não substitui tratamento

Verdade

verdade: diagnóstico precoce facilita bom desfecho

Mito

mito: toda dor RUQ é colecistite; verdade: várias causas existem

Verdade

verdade: diagnóstico requer avaliação médica e imagem

Mito

mito: cirurgia piora a vida; verdade: pode restaurar qualidade de vida

Verdade

verdade: cirurgia adequada alivia sintomas e previne complicações

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure atendimento imediato se dor severa RUQ, febre ou icterícia
Especialista Indicado
Gastroenterologista ou Cirurgião Geral
Quando Procurar Emergência
dor intensa com febre alta, pele pálida ou confusão
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de Atendimento SUS

CIDs Relacionados

K81.0 K81.1 K80.9 K85.9 K83.7

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.