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cistocele cid
CID-10

Cistocele (Prolapso da parede anterior da vagina)

Cistocele

Resumo

Cistocele é protusão da parede anterior da vagina, tratável com exercícios, pessário ou cirurgia.

Identificação

Código Principal
N82.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Prolapso da parede anterior da vagina (cistocele) - nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Anterior vaginal wall prolapse
Outros Nomes
Cistocele anterior • Prolapso da parede anterior • Prolapso vaginal anterior • Prolapso da bexiga • Prolapso uretral anterior
Siglas Comuns
N82.0 CID-10

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIV - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Prolapso do assoalho pélvico
Subcategoria
Cistocele
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam, porém cistocele é comum em mulheres idosas ou com parto vaginal.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; maior frequência em mulheres com múltiplos partos.
Faixa Etária Principal
Mulheres a partir de 40 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres
Grupos de Risco
Partos vaginais repetidos Idade avançada Obesidade Constipação crônica História de cirurgias pélvicas
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional e parto vaginal frequente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fraqueza do suporte pélvico por músculos e ligamentos, levando deslocamento da parede anterior.
Mecanismo Fisiopatológico
Deslocamento da bexiga para frente por falha de suporte dos tecidos
Fatores de Risco
Partos vaginais repetidos Idade avançada Obesidade Constipação crônica História de cirurgias pélvicas Tabagismo
Fatores de Proteção
Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico Controle de peso Tratamento precoce de constipação Evitar levantamento de peso extremo
Componente Genético
Influência genética moderada; histórico familiar aumenta risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Peso pélvico e sensação de protusão pela vagina ao esforço
Sintomas Frequentes
Protusão visível ou palpável
Incontinência urinária
Dor pélvica leve
Sensação de bexiga incompleta
Dificuldade para evacuar
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com febre e mal-estar
  • Perda de urina com febre
  • Deterioração rápida da função urinária
  • Dor pélvica intensa com febre
  • Incapacidade urinária aguda
Evolução Natural
Progresso gradual sem tratamento, com piora de sintomas e qualidade de vida
Complicações Possíveis
Dor pélvica crônica Disfunção sexual Incontinência urinária agravada Infecção urinária recorrente Problemas defecatórios

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exame clínico com manobra de esforço; confirmação com imagem se necessário
Exames Laboratoriais
Hemograma Urinálise Função renal Teste de infecção urinária Análises metabólicas
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal RM pélvica Urodinâmica
Diagnóstico Diferencial
  • Prolapso apical
  • Hérnia inguinal
  • Tumor pélvico
  • Prolapso de bexiga por outra etiologia
  • Diástase de assoalho
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses a anos desde surgimento dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento visa alívio de sintomas, melhoria do apoio pélvico e qualidade de vida
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia do assoalho pélvico
2 Exercícios de Kegel
3 Dispositivo pessário
4 Cirurgia de correção (cistocele)
5 Controle de fatores de risco
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Uroginecologia Fisioterapia do assoalho pélvico Coloproctologia Medicina da mulher
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade; meses até reabilitação
Acompanhamento
Retornos semestrais/anuais para avaliar prolapse e função urinária

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento adequado; piora sem manejo
Fatores de Bom Prognóstico
  • Gravidade leve
  • Adesão ao plano
  • Ausência de comorbidades
  • Cirurgia bem indicada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade alta
  • Recidivas
  • Pouca adesão
  • Obesidade extrema
Qualidade de Vida
Melhora com abordagem multidisciplinar; impacto positivo na funcionalidade

Prevenção

Prevenção Primária
Fortalecer o assoalho pélvico com exercícios regulares
Medidas Preventivas
Exercícios de Kegel
Manter peso estável
Tratamento de constipação
Evitar esforço excessivo
Vida ativa regular
Rastreamento
Exame pélvico periódico para mulheres com fatores de risco

Dados no Brasil

Varia com gravidade; internação mais comum em cirurgia.
Internações/Ano
Mortalidade direta rara; complicações associadas elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com serviços de saúde reprodutiva mais acessíveis apresentam maior registro.

Perguntas Frequentes

1 A cistocele pode voltar após cirurgia?
Possível, depende da técnica e adesão ao tratamento e aos controles.
2 É necessário cirurgia para todos?
Não; estratégias conservadoras funcionam em muitos casos.
3 Como saber se preciso de cirurgia?
Avaliação clínica e imagem definem necessidade cirúrgica.
4 Posso evitar recidiva com exercícios?
Fisioterapia fortalece, reduz risco, complementa tratamento.
5 Qual a relação com a atividade física?
Exercícios regulares ajudam o suporte pélvico e a qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

Mito_1: Prolapso é apenas questão estética.

Verdade

pode causar desconforto, dor e impacto na função urinária.

Mito

mito_2: Cirurgia é a unica solução.

Verdade

opções conservadoras existem e funcionam para muitos.

Mito

mito_3: Progessão sempre piora com idade.

Verdade

tratamento adequado estabiliza e melhora sintomas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica de ginecologia ou uroginecologia; começo com avaliação clínica
Especialista Indicado
Ginecologista/urologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto socorro se dor aguda com febre, sangramento ou retenção urinária
Linhas de Apoio
0800-000-0000 0800-111-2222 Disque Saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.