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cirrose cid
CID-10

Cirrose Hepática

Cirrose do fígado

Resumo

Cirrhose é cicatriz no figado; causa cansaço, barriga inchada e pode exigir tratamento.

Identificação

Código Principal
K74
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cirrose Hepática Crônica conforme OMS, fibrose avançada com redução da função hepática
Nome em Inglês
Cirrhosis of the Liver
Outros Nomes
Cirrose hepática crônica • Fibrose hepática avançada • Cirrose alcoólica • Cirrose biliar primária • Doença hepática crônica
Siglas Comuns
CHP CH Cirr

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças hepáticas
Subcategoria
Cirrose hepática
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam dezenas de milhões com doença hepática crônica, com variações regionais por fatores de risco.
Prevalência no Brasil
Prevalência no Brasil associada a álcool, hepatites e obesidade; variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 40 e 60 anos
Distribuição por Sexo
Proporção variável; em muitos estudos, mais comum no sexo masculino
Grupos de Risco
Alcoolismo Hepatites B/C crônicas Obesidade/diabetes Cirrose biliar primária Doenças autoimunes hepáticas
Tendência Temporal
Tendência global estável a levemente crescente em regiões com obesidade e infecções crônicas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Dano hepático crônico com fibrose progressiva por álcool, hepatites B/C, e doença metabólica
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica com fibrose progressiva, nodular, reduzindo função e capacitância hepática
Fatores de Risco
Alcoolismo Hepatites B/C crônicas Obesidade/diabetes Uso de hepatotóxicos Predisposição familiar Desnutrição
Fatores de Proteção
Abstinência de álcool Vacinação anti-HBV Controle de peso Tratamento de hepatites
Componente Genético
Predisposição genética presente em síndromes específicas; não herança única

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fraqueza constante e fadiga são queixas comuns
Sintomas Frequentes
Fadiga persistente
Icterícia
Ascite
Hipertensão portal
Edema de membros
Prurido
Sinais de Alerta
  • Hemorragia GI
  • Ascite grave com dor
  • Encefalopatia
  • Dor súbita no abdômen
  • Febre alta
Evolução Natural
Sem tratamento, progressão para falência hepática; com manejo, pode estabilizar
Complicações Possíveis
Hemorragia variceal Ascite refratária Encefalopatia Hepatocarcinoma Infecções recorrentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, exame e critérios bioquímicos; confirmação com imagem e, se necessário, biópsia
Exames Laboratoriais
ALT/AST elevadas Bilirrubina alta Albumina baixa Tempo de protrombina alto Hemograma
Exames de Imagem
Ultrassom abdômen Elastografia hepática Tomografia abdominal RM hepática
Diagnóstico Diferencial
  • Esteatohepatite não alcoólica
  • Hepatite aguda
  • Insuficiência hepática aguda
  • Doença hepato-biliar obstructiva
  • Cirrose cardíaca
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de diagnóstico varia de meses a anos conforme sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar: tratar etiologia, alívio de sintomas, e vigilância de complicações
Modalidades de Tratamento
1 Tratamento da etiologia (abstinência de álcool, antivirais)
2 Gerenciamento de complicações (ascite, varizes)
3 Transplante hepático quando indicado
4 Terapias farmacológicas sintomáticas
5 Monitoramento periódico
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Hepatologia Nefrologia Nutrição Cirurgia
Tempo de Tratamento
Duração crônica, com reavaliação periódica
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses com exames de função hepática

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico altamente variável; melhora com controle da etiologia e manejo de complicações
Fatores de Bom Prognóstico
  • Abstinência de álcool
  • Adequado controle de hepatites
  • Baixa gravidade inicial
  • Boa adesão ao seguimento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade avançada
  • Insuficiência hepática
  • Infecções recorrentes
  • Desnutrição
Qualidade de Vida
Impacto significativo, com sintomas que afetam atividades diárias

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar álcool, manter peso saudável, vacinação, e tratamento precoce de infecções virais
Medidas Preventivas
Vacinação anti-Hepatite B
Controle de peso
Abstinência de álcool
Tratamento de hepatites
Vacinação anti-Hepatite A se indicado
Rastreamento
Rastreamento de fibrose em grupos de risco com elastografia e marcadores

Dados no Brasil

Hospitalizações anuais variáveis conforme acesso a tratamento
Internações/Ano
Óbitos relacionados variam com gravidade e comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto no Norte/Nordeste; acesso varia por região

Perguntas Frequentes

1 Cirrose é curável?
Não há cura definitiva; evitar causas e tratar complicações são objetivos; transplante é opção em casos graves.
2 Quais sinais de alerta?
Sangramento, ascite, confusão, dor severa, febre alta; procure atendimento.
3 É possível evitar cirurgia?
Em alguns casos, controle da etiologia evita cirurgia; alguns precisam de transplante.
4 Como prevenir piora?
Trato etiológico, dieta, abstinência de álcool, vacinação e seguimento médico regular.
5 Posso viajar/mudar dieta?
Viajar é possível com planejamento; siga dieta, evite álcool e mantenha acompanhamento.

Mitos e Verdades

Mito

Cirrose ocorre apenas por álcool

Verdade

Falso; há várias causas, incluindo hepatites e obesidade

Mito

Cirrose é doença aguda

Verdade

é crônica e progressiva; requer manejo contínuo

Mito

Cura rápida existe

Verdade

não há cura rápida; tratamento foca em controlar fatores

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo no consultório da família, encaminhamento e diagnóstico
Especialista Indicado
Hepatologista ou gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Sangramento, confusão, dor abdominal intensa, febre alta
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Centros de referência em hepatologia

CIDs Relacionados

K74.0 K74.6 K76.9 K70.3 K73.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.