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cid.10
CID-10

Hipertensão arterial

Pressão alta

Resumo

Pressão alta pode não dar dor; medir, tratar e adotar hábitos salva vidas

Identificação

Código Principal
cid.10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipertensão Arterial Crônica (HAS) - definição OMS, critérios atuais
Nome em Inglês
Chronic Hypertension
Outros Nomes
HAS • hipertensão essencial • pressão elevada • HTA primária • hipertensão arterial
Siglas Comuns
HAS HTA PA elevada

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças do sistema circulatório
Categoria Principal
Doenças do sistema circulatório
Subcategoria
Hipertensão arterial
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam ~1,4 bilhão de adultos com HAS, ≈25% da população adulta
Prevalência no Brasil
Brasil registra ~32% da pop adulta com HAS, com maior impacto entre 40-59 anos
Faixa Etária Principal
Adultos 40 a 60 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Obesidade Sedentarismo Idade avançada História familiar Dieta alta em sal
Tendência Temporal
Tendência estável, com aumentos em alguns países

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa principal: hipertensão essencial, multifatorial com fatores genéticos e ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Mecanismo: resistência vascular aumentada com disfunção endotelial e ativação hormonal
Fatores de Risco
Obesidade Sedentarismo Tabagismo Alto consumo de sódio Idade avançada História familiar
Fatores de Proteção
Dieta DASH Atividade física regular Redução de peso Limitar álcool
Componente Genético
Influência genética moderada a alta; muitos genes envolvidos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Quase sempre assintomática; diagnóstico por leitura de PA elevada
Sintomas Frequentes
Dor de cabeça matinal
Tontura ocasional
Fadiga
Visão turva
Zumbido no ouvido
Dor no pescoço
Sinais de Alerta
  • Dor no peito intensa
  • Fala afetada
  • Paralisia súbita de membros
  • Perda repentina da visão
  • Fraqueza extrema
Evolução Natural
Sem tratamento, danos a coração, rins e cérebro aparecem ao longo dos anos
Complicações Possíveis
Doença cardíaca Insuficiência renal Retinopatia AVC Aneurisma

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Leituras elevadas em várias visitas, ≥140/90 mmHg em ≥2 ocasiões
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum Creatinina Perfil lipídico Urina com albuminúria Hemograma
Exames de Imagem
ECG Ecocardiograma Ultrassom abdominal RM se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Hipertensão branca
  • Hipertensão secundária
  • Doença renal crônica com hipertensão
  • Pseudo-hipertensão
  • Hipertensão maligna
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio até confirmação: semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Redução de risco por mudanças de estilo de vida e uso seletivo de medicações
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças de estilo de vida
2 Medicação anti-hipertensiva
3 Dieta balanceada
4 Aferição regular de PA
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Cardiologia Nefrologia Endocrinologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração crônica; revisões periódicas
Acompanhamento
Acompanhamento mensal nos estágios iniciais, depois trimestral

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, vida normal; sem tratamento, risco elevado de danos
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Controle de peso
  • PA estável
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Má adesão
  • HAS mal controlada
  • Dano renal avançado
  • Infecções recorrentes
Qualidade de Vida
Qualidade de vida pode melhorar com controle adequado e hábitos saudáveis

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, dieta equilibrada, atividade física, evitar tabaco e excesso de sal
Medidas Preventivas
Redução de sal
Exercício regular
Controle de peso
Limitar álcool
Verificação periódica da PA
Rastreamento
Aferição regular de PA e avaliação de risco cardiovascular

Dados no Brasil

12 mil internações/ano
Internações/Ano
2 mil óbitos/ano
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Nordeste apresentam maior carga; variação regional

Perguntas Frequentes

1 Como a pressão alta é diagnosticada?
Medidas repetidas com PA alta confirmam o diagnóstico.
2 Qual é o tratamento?
Mudanças de hábitos e, se necessário, medicações anti-hipertensivas.
3 A hipertensão é curável?
Não; controle vitalício com adesão ao tratamento é o objetivo.
4 Posso evitar complicações?
Sim; controle adequado reduz risco de lesões em coração, rins e cérebro.
5 Como medir PA corretamente?
Use aparelho calibrado, sentado, braço apoiado, duas a três leituras.

Mitos e Verdades

Mito

hipertensão dói.

Verdade

costuma ser silenciosa; leituras elevadas confirmam.

Mito

apenas idosos ficam doentes.

Verdade

jovens com fatores de risco também podem ter.

Mito

dieta não importa.

Verdade

alimentação saudável reduz pressão e riscos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica para aferir PA e orientar próximos passos
Especialista Indicado
Clínico geral ou cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, fala afetada, fraqueza súbita, visão turva
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 0800-000-0000

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.