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cid tromboflebite
CID-10

Tromboflebite superficial

Tromboflebite superficial

Resumo

Tromboflebite superficial é inflamação de veia com coágulo próximo à pele, causando dor e vermelhidão.

Identificação

Código Principal
I80.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Tromboflebite superficial de veias
Nome em Inglês
Superficial thrombophlebitis
Outros Nomes
tromboflebite • tromboflebite venosa superficial • flebite com trombose superficial • inflamação venosa superficial com coágulo • trombose superficial de veia
Siglas Comuns
TF TFS TSF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do sistema circulatório
Categoria Principal
Doenças do sistema circulatório
Subcategoria
Doenças venosas superficiais
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Ocorrência global moderada; variações conforme presença de varizes e imobilização.
Prevalência no Brasil
Casos observados na prática clínica; dados nacionais limitados.
Faixa Etária Principal
Adultos 40–70 anos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino
Grupos de Risco
varizes Imobilização prolongada Cirurgia recente Tabagismo Obesidade
Tendência Temporal
Estável na maioria dos cenários, sem tendência clara.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação de veia com trombo, associada a traumas, varizes ou imobilização.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação venosa com trombo, irritação da parede venosa e ativação de cascatas de coagulação.
Fatores de Risco
Varizes crônicas Imobilização prolongada Cirurgia recente Enfraquecimento de coagulação Tabagismo Obesidade
Fatores de Proteção
Mobilidade regular Compressão adequada Controle de fatores de coagulação Hidratação
Componente Genético
Contribuição genética rara em coagulopatias hereditárias; geralmente não é fator dominante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor local intensa na veia afetada, calor e veia visível
Sintomas Frequentes
Dor ao toque
Vermelhidão na pele sobre a veia
Veia inchada ou serpenteante
Sensação de peso na perna
Edema leve
Calor local
Sinais de Alerta
  • Dor súbita na panturrilha com edema intenso
  • Febre alta
  • Vermelhidão que se espalha rápido
  • Dificuldade para caminhar
  • Sinais de DVT
Evolução Natural
Sem tratamento pode persistir dor e edema; complicações são raras.
Complicações Possíveis
Infecção local Trombose profunda associada Ulceras na pele Dor crônica persistente Recidivas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, exame físico e Doppler venoso confirmam trombo na veia superficial.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Tempo de protrombina Trombofilia (quando indicado)
Exames de Imagem
Ultrassom Doppler venoso Doppler de veia superficial RM venosa apenas se dúvida crítica Angiotomografia se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Celulite
  • DVT (trombose profunda)
  • Linfangite
  • Infecção local
  • Lesão venosa crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente minutos a dias com Doppler confirmatório.

Tratamento

Abordagem Geral
Medidas locais, alívio da dor e vigilância; foco na recuperação sem cirurgia.
Modalidades de Tratamento
1 Compressão elástica
2 Elevação do membro
3 Analgesia conforme necessidade médica
4 Observação clínica
5 Cirurgia apenas em complicações
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Cirurgia vascular Enfermagem Fisioterapia Terapia da dor
Tempo de Tratamento
Varia conforme evolução; tipicamente dias a semanas
Acompanhamento
Retorno regular até resolução; monitorar sinais de DVT

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom; a maioria se resolve com manejo conservador.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ausência de DVT
  • Resolução rápida com manejo
  • Bom estado de saúde
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • DVT concomitante
  • Infecção extensa
  • Imunossupressão
  • Diabetes descontrolado
Qualidade de Vida
Geralmente preservada com manejo adequado; dor temporária ao retomar atividades

Prevenção

Prevenção Primária
Manter mobilidade, tratar varizes e evitar imobilização prolongada.
Medidas Preventivas
Atividade física regular
Meia de compressão adequada
Hidratação
Controle de peso
Evitar ficar parado por horas
Rastreamento
Não há rastreamento de rotina; avaliação de risco individual.

Dados no Brasil

Poucas: número depende de complicações.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada; óbitos incomuns.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição relacionada a varizes e acesso a serviços; urbana.

Perguntas Frequentes

1 Tromboflebite superficial é grave?
Geralmente leve e tratável; complicações são raras com acompanhamento.
2 É contagiosa?
Não é contagiosa entre pessoas.
3 Precisa de exames especiais?
Ultrassom Doppler é exame-chave para confirmar.
4 Quando procurar médico?
Dor aguda, pele quente, vermelhidão ou edema intenso.
5 Como é feito o tratamento?
Medidas não invasivas na maioria; compressão e acompanhamento.

Mitos e Verdades

Mito

tromboflebite sempre exige cirurgia.

Verdade

manejo conservador é comum.

Mito

veia inchada significa tromboflebite.

Verdade

várias condições imitam; avaliação é essencial.

Mito

anticoagulantes sempre usados.

Verdade

anticoagulação não é rotina para tromboflebite superficial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico ao primeiro sinal de dor, calor e veia inchada.
Especialista Indicado
Clínico geral ou Cirurgia vascular
Quando Procurar Emergência
Sinais de DVT: dor súbita, edema intenso, pele quente; procure pronto-socorro.
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de Atendimento de Saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.