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cid trauma cranioencefálico grave
CID-10

Trauma cranioencefálico grave

Lesão cerebral grave

Resumo

Lesão cerebral grave após trauma exige atendimento imediato e reabilitação.

Identificação

Código Principal
S06.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Lesão traumática encefálica grave segundo OMS
Nome em Inglês
Severe Traumatic Brain Injury
Outros Nomes
Trauma craniano grave • Lesão encefálica grave • TEC grave • Traumatismo craniano grave
Siglas Comuns
TBI LTE LTC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Lesões traumáticas
Categoria Principal
Lesões traumáticas encefálicas
Subcategoria
Traumatismo cranioencefálico grave
Tipo de Condição
lesao
Natureza
traumatica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente TBIs graves representam parcela menor; depende da definição.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; vêm de redes hospitalares e ministério.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e idosos
Distribuição por Sexo
Predominância masculina
Grupos de Risco
Condução de veículos Quedas em idosos Esportes de impacto Uso de álcool Fatores de trânsito
Tendência Temporal
Melhoria com prevenção e tratamento crítico; mortalidade tende a diminuir.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Quedas, colisões de trânsito e agressões são causas principais.
Mecanismo Fisiopatológico
Impacto mecânico resulta em lise axonal, hemorragia e edema, elevando pressão intracraniana e comprometendo circulação cerebral.
Fatores de Risco
Álcool ou uso de substâncias Condução de veículos Quedas em idosos Esportes de contato Uso de drogas Fatores de risco de acidente de trânsito
Fatores de Proteção
Uso de cinto de segurança Casco em esportes Proteção de cabeça Resposta rápida de atendimento
Componente Genético
Fatores genéticos modulam recuperação; não há gene único responsável.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda de consciência ou confusão prolongada.
Sintomas Frequentes
Alteração do nível de consciência
Dor de cabeça intensa
Vômitos persistentes
Alteração da fala
Fraqueza ou dormência
Pupilas desiguais
Sinais de Alerta
  • Sinais de hipertensão intracraniana: vômitos repetidos
  • Pupilas diferentes que não respondem
  • Assimetria facial relevante
  • Respiração irregular
  • Mudança rápida de consciência
Evolução Natural
Sem tratamento pode progredir para coma; recuperação depende de lesões.
Complicações Possíveis
Hipertensão intracraniana Convulsões Infecção (pós-operatória) Estado de coma prolongado Problemas neurológicos persistentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Anamnese, exame neurológico com baixo nível de consciência, imagens TC/RM.
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicose Eletrólitos Coagulação Gasometria
Exames de Imagem
Tomografia de crânio RM de encéfalo Angio-TC cerebral Radiografia de crânio
Diagnóstico Diferencial
  • AVC
  • Hematoma subdural sem trauma
  • Infarto encefálico
  • Isquemia hipóxica
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas desde o trauma

Tratamento

Abordagem Geral
Estabilização ABC, monitoramento neurológico, neurocirurgia conforme imagem.
Modalidades de Tratamento
1 Cuidados intensivos
2 Cirurgia se indicado
3 Controle de PA
4 Ventilação se necessário
5 Reabilitação precoce
Especialidades Envolvidas
Emergência Neurocirurgia Intensivista Neurologia Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração variável conforme lesões
Acompanhamento
Reavaliações frequentes na fase aguda e acompanhamento neurológico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Depende da gravidade; recuperação pode ser lenta e incompleta.
Fatores de Bom Prognóstico
  • GCS inicial moderado
  • Ausência de lesões extensas
  • Resumo neurológico rápido
  • Acesso a reabilitação precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • GCS muito baixo
  • Lesões difusas graves
  • Idade avançada
  • Multipla lesão intracraniana
Qualidade de Vida
Impacto duradouro na independência, comunicação e retorno social

Prevenção

Prevenção Primária
Uso de capacete, cinto de segurança, reduzir álcool, prevenir quedas
Medidas Preventivas
Cinto de segurança
Proteção para cabeça em esportes
Ambiente doméstico seguro
Treinamento de primeiros socorros
Prevenção de quedas em idosos
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais.
Internações/Ano
Milhares de óbitos anuais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência no Sudeste; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Quais os sinais de alerta imediatos?
Sinais: piora repentina da consciência, pupilas diferentes, convulsões, respiração irregular.
2 Agravamento pode ocorrer mesmo sem cirurgia?
Sim, evolui com edema, isquemia e complicações; monitorização essencial.
3 Existe cura completa?
Depende da gravidade; algumas pessoas recuperam bem, outras ficam com sequelas.
4 Como prevenir?
Uso de cinto, capacete, evitar álcool ao dirigir, ambiente seguro.
5 Quando retornar ao trabalho?
Depende da recuperação; avaliado pelo médico e reabilitação.

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura rapidamente.

Verdade

recuperação depende de lesões; bioquímica e função neurológica influenciam.

Mito

idade é único determinante.

Verdade

gravidade, lesões específicas e reabilitação importam.

Mito

cirurgia é sempre necessária.

Verdade

cirurgia só indicada por imagem e pressão intracraniana.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ou SAMU se piora.
Especialista Indicado
Neurocirurgião
Quando Procurar Emergência
Sinais de piora neurológica: diminuição da consciência, convulsões, respiração irregular.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS 136 Linha de apoio local

CIDs Relacionados

S06.0 S06.2 S06.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.