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cid transtorno depressivo maior
CID-10

Transtorno depressivo maior

depressão maior

Resumo

Transtorno depressivo maior é doença tratável com cuidado médico e apoio.

Identificação

Código Principal
F32
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior
Nome em Inglês
Major Depressive Disorder
Outros Nomes
Depressão clínica • Episódio depressivo maior • Melancolia clínica • Depressão grave
Siglas Comuns
MDD TDMA TDM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais e comportamentais
Subcategoria
Transtorno depressivo maior
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente, ~5% da população adulta sofre de depressão maior a cada ano.
Prevalência no Brasil
Prevalência semelhante à global; variações regionais ocorrem.
Faixa Etária Principal
Adultos 18 a 65 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres; relação aproximada 2:1
Grupos de Risco
História familiar de depressão Eventos traumáticos Doenças crônicas Uso de substâncias Isolamento social
Tendência Temporal
Aumento em alguns grupos; melhora com tratamento adequado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: interação entre genética, biologia, ambiente e psicologia.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de neurotransmissores e eixo HPA hiperativo, com inflamação neurobiológica.
Fatores de Risco
História familiar Eventos de vida estressantes Doenças crônicas Pobreza/isolamento Drogas/álcool Traumas
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Rotina saudável Atividade física
Componente Genético
Contribuição genética moderada; familiaridade aumenta o risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido ou irritável na maior parte do dia, quase todos os dias.
Sintomas Frequentes
Perda de interesse
Fadiga
Distúrbios do sono
Alterações de apetite
Baixa autoestima
Ideação de morte
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autodestrutivo
  • Descuido extremo com higiene
  • Isolamento severo
  • Alteração marcada de humor
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios duram meses; recorrência comum.
Complicações Possíveis
Desempenho reduzido Conflitos familiares Problemas financeiros Abuso de substâncias Suicídio

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Depressão maior: humor deprimido, anedonia, ≥5 sintomas por ≥2 semanas, sofrimento clínico.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Vitamina B12 Função hepática Função renal
Exames de Imagem
Não rotineiros RM/CT apenas se sinais neurológicos Avaliação para excluir causas
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Distimia
  • Ansiedade generalizada
  • Depressão induzida por substâncias
  • Transtornos de sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Frente aos sintomas, diagnóstico pode levar semanas a meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento multimodal: psicoterapia, medicação e suporte social, com monitoramento.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia
2 Antidepressivos
3 Terapia de apoio
4 Terapia de casal/familiar
5 Tratar comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica geral Enfermagem Fisioterapia/ocupacional
Tempo de Tratamento
Resposta típica em semanas; ajuste pode levar meses.
Acompanhamento
Consultas periódicas, ajustes de medicação, suporte psicossocial.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora possível com tratamento adequado; recaídas são comuns sem cuidado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Início precoce
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade alta inicial
  • Comorbidades graves
  • Baixa adesão
  • Diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; foco na autonomia e bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Fortalecer bem-estar com sono regular, atividade física, rede de apoio e manejo de estressores.
Medidas Preventivas
Sono regular
Atividade física
Rede de apoio
Gestão de estresse
Tratamento precoce de sintomas
Rastreamento
PHQ-9 e triagens simples ajudam na detecção precoce.

Dados no Brasil

10-20 mil internações/ano em depressão e crises associadas.
Internações/Ano
Óbitos diretos por depressão são baixos; suicídio é indicador importante.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Nordeste e Sudeste com maiores números; subregistro em áreas remoto.

Perguntas Frequentes

1 A depressão passa sozinha sem tratamento?
Não; tratamento adequado melhora significativamente.
2 Medicação antidepressiva provoca dependência?
Não; pode ocorrer ajuste médico, sem dependência.
3 Como saber se preciso de psicoterapia?
Sintomas persistentes afetam vida diária; procure avaliação.
4 Posso prevenir recaídas?
Sim, adesão ao tratamento, sono, exercício e apoio social ajudam.
5 Posso trabalhar com depressão?
Mede-se com ajuste de atividades; muitos retomar com tratamento.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza pessoal.

Verdade

é condição clínica tratável com base biológica.

Mito

mito: depressão some sozinha com tempo.

Verdade

requer tratamento ativo para melhora completa.

Mito

mito: antidepressivos viciam.

Verdade

não viciam; podem exigir supervisão médica.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Comunique-se com médico de família ou clínica geral para encaminhamentos.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato ou autolesão procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
156 SUS 180 DISK Samu 192

CIDs Relacionados

F32.1 F32.9 F33.1 F33.9 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.