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cid transtorno de ansiedade generalizada
CID-10

Transtorno de Ansiedade Generalizada

Ansiedade Generalizada

Resumo

Ansiedade generalizada: preocupação constante, sem motivo único, afeta qualidade de vida.

Identificação

Código Principal
F41.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de Ansiedade Generalizada (GAD) - OMS
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
GAD • Transtorno de ansiedade persistente • Ansiedade patológica
Siglas Comuns
GAD TAG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 3% e 5% da população adulta.
Prevalência no Brasil
Prevalência nacional semelhante, com variações regionais e subnotificação.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 20 e 40 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres; relação ~2:1
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil Histórico familiar Estressores crônicos Comorbidades depressivas Baixa rede de apoio
Tendência Temporal
Prevalência estável globalmente, variações locais existem.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, ambiente e neurobiologia.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperatividade da amígdala, disfunção de circuito medo, desequilíbrios de serotonina/GABA.
Fatores de Risco
História familiar Estresse ocupacional Traumas Pouca rede de apoio Comorbidades psiquiátricas Baixa escolaridade
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Estratégias de enfrentamento Acesso à saúde mental Estilo de vida saudável
Componente Genético
Herança moderada; risco maior com histórico familiar.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação constante e desproporcional por vários temas.
Sintomas Frequentes
Preocupação diária excessiva
Irritabilidade
Fadiga
Dificuldade de concentração
Insônia ou sono alterado
Tensão muscular
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comorbidade severa
  • Alerta de uso de substâncias
  • Declínio funcional acentuado
  • Hiperfoco em sintomas graves
Evolução Natural
Sem tratamento, persistência prolongada com piora em estresse.
Complicações Possíveis
Baixa qualidade de vida Produtividade reduzida Conflitos relacionais Uso de álcool/drogas Ansiedade residual

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ansiedade excessiva por >6 meses, dificuldade de controle, 3+ sintomas autônomos, comprometimento.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo TSH Glicose Perfil metabólico Urina
Exames de Imagem
Não há alterações específicas Avaliação por comorbidades RM/crânio se sintomático Não indicado rotineiramente
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Transtorno de pânico
  • Transtorno de estresse pós-traumático
  • TDAH
  • Hipertimiacuídeas
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnóstico normalmente ocorre após avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com psicoterapia, manejo de sintomas, foco em estratégias de enfrentamento.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Técnicas de relaxamento
3 Psicoterapia interpersonal
4 Terapias digitais
5 Medicamentos quando necessário
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Enfermagem Assistência social
Tempo de Tratamento
Varia; resposta pode levar meses
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-8 semanas, ajuste conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento, melhora significativa em meses; recaídas possíveis sem acompanhamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso rápido a tratamento
  • Engajamento em psicoterapia
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidade depressiva grave
  • Uso de substâncias
  • Ausência de suporte
  • Acesso limitado a cuidado
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento consistente; função diária restaura-se

Prevenção

Prevenção Primária
Promover bem-estar mental, reduzir estressores e fortalecer resiliência
Medidas Preventivas
Promoção do bem-estar
Redução de estressores no trabalho
Acesso precoce a suporte
Educação em saúde mental
Sono saudável
Rastreamento
Triagem periódica em serviços de saúde mental e escolas

Dados no Brasil

Internações variam; muitas associadas a comorbidades psiquiátricas.
Internações/Ano
Óbitos diretos são baixos; a mortalidade ligada a comorbidades é relevante.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões grandes registram mais casos por maior acesso

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais do GAD?
Preocupação por meses, controle prejudicado, sintomas físicos
2 É possível curar o GAD?
Resposta varia; tratamento contínuo melhora significativamente a qualidade
3 Como é feito o diagnóstico?
Entrevista clínica, critérios de ansiedade e exclusão de outras causas
4 É preciso medicação?
Pode haver fármacos; psicoterapia é o pilar, com/sem medicação
5 Como prevenir recaídas?
Tratamento contínuo, apoio social e hábitos saudáveis ajudam

Mitos e Verdades

Mito

ansiedade é fraqueza pessoal

Verdade

envolve genética, cérebro e ambiente

Mito

só adultos ficam ansiosos

Verdade

ocorre em jovens, adultos e idosos

Mito

medicação sempre vicia

Verdade

riscos e benefícios avaliados pelo médico

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica, CAPS ou serviços de psicologia/psiquiatria
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, comportamento intenso ou incapacidade
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Caps próximo

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.