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cid tentativa de autoextermínio medicamento
CID-10

Tentativa de autoextermínio por medicamento

Tentativa de suicídio por ingestão de fármacos

Resumo

Tentativas com medicamentos são graves; envolvem saúde mental, acesso a remédios e apoio.

Identificação

Código Principal
X60
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Autolesão intencional por ingestão de medicamento
Nome em Inglês
Intentional self-harm by ingestion of medication
Outros Nomes
Suicídio por medicamento • Ingestão intencional de fármacos • Overdose voluntária de remédios • Tentativa de overdose medicamentosa • Autoextermínio por medicamentos
Siglas Comuns
X60 X60.0 X60.9

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Eventos externos e lesões autoprovocadas
Categoria Principal
Lesões autoprovocadas e suicídio
Subcategoria
Tipo de Condição
causa_externa
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam taxas de tentativas por ingestão de medicamentos variando por país.
Prevalência no Brasil
Dados brasileiros mostram variações regionais, com surtos em grupos de risco.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e jovens adultos (15-29 anos)
Distribuição por Sexo
Predominância feminina moderada
Grupos de Risco
transtornos depressivos ansiedade grave uso de álcool acesso fácil a fármacos rede de apoio limitada
Tendência Temporal
Tendência geral estável, com aumentos locais ligados a crises sociais e acesso.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Acesso facilitado a fármacos combinado com transtornos mentais
Mecanismo Fisiopatológico
Ingestão de medicamentos pode levar à depressão do SNC, arritmias e overdose
Fatores de Risco
depressão histórico de tentativas álcool/drogas desemprego violência familiar baixa rede de apoio
Fatores de Proteção
apoio social acesso a atendimento monitoramento de prescrições educação sobre crise
Componente Genético
Influência genética moderada em transtornos mentais e impulsividade

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor emocional aguda com ideação suicida após ingestão de medicamento
Sintomas Frequentes
ideação suicida
tristeza extrema
desesperança
alteração de sono
agitação
náusea/vômito
Sinais de Alerta
  • ideação persistente
  • plano de agir
  • intoxicação evidente
  • mudanças bruscas de humor
  • dificuldade respiratória
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir para piora clínica, coma ou óbito
Complicações Possíveis
coma insuficiência orgânica lesões gástricas danos ao SNC trauma emocional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, histórico de ingestão, toxicologia e acompanhamento psiquiátrico
Exames Laboratoriais
gasometria toxicológico função hepática função renal eletr cardiograma
Exames de Imagem
radiografia abdominal ecografia TC se indicado RM conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • intoxicação acidental
  • transtorno depressivo
  • transtorno bipolar
  • intoxicação por álcool
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico rápido se ingestão é evidente; atraso em dúvidas

Tratamento

Abordagem Geral
Estabilização, monitoramento, desintoxicação e planejamento de cuidado psiquiátrico
Modalidades de Tratamento
1 suporte vital
2 antídotos quando disponíveis
3 monitoramento toxico
4 terapia psiquiátrica
5 planejamento de alta
Especialidades Envolvidas
Emergência Psiquiatria Psicologia Toxicologia Farmacologia clínica
Tempo de Tratamento
Varia; hospitalização pode ir de dias a semanas
Acompanhamento
Monitoramento diário no hospital, com seguimento psiquiátrico ao alta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia conforme suporte, comorbidades e adesão ao tratamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • rede de apoio estável
  • convênio com cuidado psiquiátrico
  • intervenção precoce
  • conformidade
Fatores de Mau Prognóstico
  • ausência de suporte
  • transtornos mentais graves
  • recaídas frequentes
  • risco de violência
Qualidade de Vida
Impacto significativo nos aspectos diários, com potencial de melhoria com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir acesso indevido a fármacos e promover saúde mental
Medidas Preventivas
controle de remédios
informação pública
apoio a crise
tratamento de transtornos
monitoramento de prescrições
Rastreamento
Avaliar risco psicossocial em atendimentos de urgência e psiquiatria

Dados no Brasil

milhares de internações/ano
Internações/Ano
óbitos atribuídos a tentativas por medicamento
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Predominância em áreas urbanas; desigualdades regionais

Perguntas Frequentes

1 Como identificar risco de tentativas por medicamentos?
Sinais incluem crises emocionais, fases de desespero, acesso recente a remédios.
2 Quais exames ajudam?
Avaliação clínica, toxicologia, funções orgânicas, acompanhamento psiquiátrico.
3 Qual o tratamento imediato?
Estabilização, monitoramento, suporte emocional e encaminhamento a cuidado psiquiátrico.
4 Como evitar recaídas?
Tratamento contínuo, apoio familiar e planos de crise.
5 Posso falar com alguém se estiver em risco?
Sim, procure ajuda imediata de serviços de emergência ou linha de apoio.

Mitos e Verdades

Mito

não há sinais prévios.

Verdade

sinais como desesperança podem preceder.

Mito

apenas adolescentes tentam.

Verdade

adultos também entram nessa estatística.

Mito

medicamento não leva à overdose.

Verdade

ingestão excessiva pode levar a overdose.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Urgência, CAPS ou serviço de saúde mental; procure apoio familiar
Especialista Indicado
psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Vá a pronto-socorro se houver risco imediato ou intoxicação
Linhas de Apoio
188 - CVV Brasil 192 SAMU 190 Polícia

CIDs Relacionados

X60 X60.0 X60.9 X61 X69

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.