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cid tentativa autoextermínio
CID-10

Tentativa de suicídio

Tentativa de suicídio

Resumo

Resumo: tentativas de suicídio são eventos de risco que exigem avaliação médica e apoio.

Identificação

Código Principal
X60
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Autolesão intencional por meios não especificados
Nome em Inglês
Intentional self-harm attempt
Outros Nomes
suicídio tentado • autoagressão intencional • tentativa de autolesão • autoagressão • tentativa de morte
Siglas Comuns
AIS AIT AI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Causas externas
Categoria Principal
Causas externas e autolesão
Subcategoria
Tipo de Condição
causa_externa
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 0,5% a 2% da população adulta já tentou suicídio.
Prevalência no Brasil
Brasil: altas taxas entre jovens; variação por região.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e adolescentes
Distribuição por Sexo
Diferença regional; tendência variando por local
Grupos de Risco
adolescentes mulheres pessoas com transtornos mentais uso de substâncias violência social
Tendência Temporal
Tendência global estável a levemente crescente em alguns países

Etiologia e Causas

Causa Principal
Conflitos psicológicos, transtornos mentais e estressores sociais se combinam para risco.
Mecanismo Fisiopatológico
Desequilíbrios neuroquímicos, impulsividade e desamparo elevam o risco de tentativa.
Fatores de Risco
Depressão/transtorno bipolar Abuso de substâncias Histórico de suicídio na família Doenças crônicas Isolamento social Crise recente
Fatores de Proteção
Apoio social estável Tratamento de saúde mental Redes de apoio comunitário Plano de crise
Componente Genético
Vulnerabilidade hereditária para transtornos mentais aumenta o risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ideação suicida com planos ou intenção de morrer.
Sintomas Frequentes
Tristeza persistente
Fadiga extrema
Ânsia de isolamento
Mudanças no apetite
Alterações de sono
Comportamentos autolesivos
Sinais de Alerta
  • Plano claro de suicídio
  • Acesso a meios
  • Declínio funcional rápido
  • Desespero súbito
  • Higiene e alimentação negligenciadas
Evolução Natural
Risco de episódio agudo aumenta sem apoio; com tratamento, queda do risco.
Complicações Possíveis
Lesões graves Piora de doenças mentais Abandono de tratamento Impacto familiar Risco de recorrência

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica da ideação, plano e histórico, excluindo causas médicas agudas.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo TSH e T4 Etanol e drogas Função hepática Avaliação metabólica
Exames de Imagem
Avaliação neuroimagem se indicado RM/TC conforme suspeita clínica Nenhum exame obrigatório
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos de ansiedade
  • Dependência química
  • Transtornos de adaptação
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso aos serviços; diagnóstico pode ocorrer em dias a semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Apoio emocional, manejo de risco, encaminhamento para serviços de saúde mental.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia psicológica
2 Tratamento farmacológico para comorbidos
3 Apoio psicossocial
4 Intervenção de crise
5 Prevenção de recaída
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Assistência social Medicina de família
Tempo de Tratamento
Duração variável, de meses a longo prazo
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de risco, apoio familiar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da presença de transtornos; tratamento reduz risco de recorrência
Fatores de Bom Prognóstico
  • Apoio social estável
  • Tratamento eficaz
  • Baixo acesso a meios letais
  • Engajamento no tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Transtornos psiquiátricos graves
  • Abuso de substâncias
  • Isolamento social
  • Recorrência prévia
Qualidade de Vida
Impacto duradouro na vida pessoal e profissional; suporte pode melhorar

Prevenção

Prevenção Primária
Educação em saúde mental, redução de gatilhos e acesso a apoio.
Medidas Preventivas
Acesso a serviços de saúde mental
Campanhas de conscientização
Planos de crise comunitários
Treinamento de profissionais
Redução de estressores sociais
Rastreamento
Avaliação de risco em atendimentos de saúde mental; triagem periódica

Dados no Brasil

Internações variam por região e gravidade; dados nacionais são limitados
Internações/Ano
Óbitos relatados dependem de notificação;sub-registros podem ocorrer
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; regiões com menos acesso costumam pior

Perguntas Frequentes

1 Como funciona a codificação de tentativas de suicídio?
CID usa X60-X69 para causas externas; variações conforme método.
2 Quais fatores elevam o risco?
Transtornos mentais, uso de substâncias, gatilhos sociais aumentam risco.
3 Como é feito o diagnóstico?
Entrevistas clínicas, escalas, triagem de risco e exclusão de causas médicas.
4 Qual o papel da prevenção?
Educação, triagem, acesso a apoio; reduzir gatilhos e estigmas.
5 Como buscar ajuda rapidamente?
Ligue 188, procure CAPS ou pronto-socorro em crise.

Mitos e Verdades

Mito

suicídio é impulsivo; verdade: sinais de risco costumam aparecer

Verdade

buscar ajuda precoce muda desfecho e reduz perigos

Mito

não há tratamento eficaz; verdade: terapias ajudam muito

Verdade

tratamento de transtornos mentais reduz risco de nova tentativa

Mito

falar sobre suicídio incentiva; verdade: diálogo ajuda a pedir ajuda

Verdade

comunicação aberta é essencial para proteção

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: buscar CAPS, médico de família ou teleatendimento
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro se houver risco imediato
Linhas de Apoio
188 CVV (Brasil) SUS central Capacidade de suporte local

CIDs Relacionados

X60 X61 X69 Z64 Z65

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.