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cid tdh
CID-10

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

TDAH

Resumo

TDAH é dificuldade de manter foco; tratamento ajuda muito

Identificação

Código Principal
F90.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Attention-deficit/hyperactivity disorder (ADHD)
Nome em Inglês
Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder
Outros Nomes
TDAH • Transtorno de Déficit de Atenção • TDH • Hiperatividade com desatenção • Hyperatividade infantil
Siglas Comuns
TDAH ADHD TDH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtorno do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais entre 5% e 7% em crianças.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta faixa similar, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar
Distribuição por Sexo
Maior prevalência em meninos, relação ~2-3:1
Grupos de Risco
História familiar Baixo peso ao nascer Prematuridade Condições de adversidade familiar Ambiente escolar de alta demanda
Tendência Temporal
Maior reconhecimento nos últimos anos aumenta a detecção.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores genéticos com participação significativa; ambiente modula expressão.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica/glutamatérgica em redes fronto-estriatais.
Fatores de Risco
História familiar Baixo peso ao nascer Prematuridade Transtornos do sono Uso de tabaco na gestação Ambiente escolar de alta pressão
Fatores de Proteção
Rotina estável Apoio escolar adequado Intervenção precoce Ambiente familiar positivo
Componente Genético
Herança moderada; variantes genéticas aumentam risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Distração dominante com dificuldade de manter tarefas
Sintomas Frequentes
Desatenção persistente
Hiperatividade motora
Impulsividade
Dificuldade de organização
Esquecimento frequente
Problemas de conclusão de tarefas
Sinais de Alerta
  • Início antes dos 12; alerta
  • Fracasso escolar persistente
  • Conflitos graves
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Comportamentos de risco
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a persistir e afetar várias áreas
Complicações Possíveis
Baixo rendimento escolar Conflitos familiares Autoestima baixa Risco de uso de substâncias Problemas de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos requerem padrões de desatenção/hiperatividade com impacto funcional
Exames Laboratoriais
Nenhum exame definitivo Avaliação neuropsicológica Triagem de sono Avaliação de comorbidades Entrevistas com pais
Exames de Imagem
RM não específica TC não diagnóstica Uso limitado na avaliação comum Investigação de comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade
  • Transtorno de humor
  • Transtorno de conduta
  • Transtornos do sono
  • Deficiência de aprendizado
Tempo Médio para Diagnóstico
Médio: meses a anos, depende de acesso à avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo multimodal: educação, organização, apoio escolar e treino comportamental; farmacoterapia quando indicado.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Treinamento de habilidades sociais
3 Psicoterapia
4 Farmacoterapia estimulante
5 Farmacoterapia não estimulante
Especialidades Envolvidas
Pediatria Psiquiatria infantil Neuropediatria Psicologia Educação especial
Tempo de Tratamento
Duração varia; reavaliação periódica é comum
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses com revisão escolar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável com intervenção precoce e adesão
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Acesso a apoio escolar
  • Engajamento familiar
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Desestabilização familiar
  • Baixa adesão
  • Risco de baixo rendimento
Qualidade de Vida
Pode melhorar muito com manejo; mantém capacidade produtiva

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; reduzir fatores de risco ambientais ajuda
Medidas Preventivas
Rotina estruturada
Apoio escolar
Sono regular
Estimulação precoce
Redução de estressores
Rastreamento
Acompanhamento de comorbidades, sono e humor

Dados no Brasil

Baixas internações; manejo geralmente ambulatorial
Internações/Ano
Mortalidade relacionada baixa
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior diagnóstico em capitais; acesso varia

Perguntas Frequentes

1 TDAH aparece apenas na infância?
Pode iniciar na infância, persistir na adolescência; avaliação clínica é essencial.
2 Quais sinais de alerta?
Desatenção, hiperatividade e impulsividade que atrapalham escola e casa.
3 É possível tratar sem medicação?
Sim; terapia comportamental, organização, apoio escolar e ajustes ajudam.
4 Como evitar recaídas?
Mantém rotina, adesão ao tratamento e monitoramento regular.
5 Prognóstico a longo prazo?
Com intervenção adequada, funcionamento melhora; muitos chegam a vida adulta estável.

Mitos e Verdades

Mito

TDAH resulta de má educação

Verdade

Fatores genéticos e neurodesenvolvimento influenciam; ambiente ajuda.

Mito

Crianças dormem bem não tem TDAH

Verdade

Sono afeta, mas não exclui TDAH; diagnóstico requer avaliação.

Mito

Medicação causa dependência

Verdade

Quando indicada, medicamentos são seguros; monitoramento é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico da família ou pediatra para início
Especialista Indicado
Pediatra ou psiquiatra infantil
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise neurológica, confusão extrema, ou risco imediato
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de incentivo à saúde mental Ligações de apoio familiar

CIDs Relacionados

F90.0 F90.1 F90.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.