Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade
TDAH—Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade
Resumo
TDAH é um jeito de cérebro; pode dificultar foco e controle, mas com apoio melhora
Identificação
- Código Principal
- F90.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Attention-Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD)
- Nome em Inglês
- Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD)
- Outros Nomes
- ADD • TDA sem hiperatividade • TDHA • Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade • Hiperatividade com déficit de atenção
- Siglas Comuns
- TDAH ADHD TDHA
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais, comportamentais e neuroses
- Categoria Principal
- Transtornos neuropsiquiátricos da infância
- Subcategoria
- Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais na infância chegam a cerca de 5% dos jovens.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais indicam 3-6% em escolares, similar à média mundial.
- Faixa Etária Principal
- Crianças em idade escolar, 6-12 anos
- Distribuição por Sexo
- Predomínio masculino na infância, ~2:1
- Grupos de Risco
- História familiar Ambiente escolar com suporte limitado Sono inadequado Exposição a toxinas pré-natal Condições de vida estáveis
- Tendência Temporal
- Prevalência estável; melhora com diagnóstico precoce e tratamento.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Herança genética e alterações no neurodesenvolvimento
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção em circuits fronto-estriatais envolvendo dopamina e norepinefrina
- Fatores de Risco
- História familiar Baixa qualidade do sono Ambiente escolar com pouco apoio Estresse familiar Exposição a tóxicos
- Fatores de Proteção
- Rotina estruturada Apoio escolar Participação familiar Sono regular
- Componente Genético
- Hereditário multifatorial; variantes genéticas contribuem
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldade persistente de manter atenção, impulsividade e hiperatividade
- Sintomas Frequentes
-
DesatençãoDificuldade de seguir instruçõesEsquecimentos constantesImpulsividadeInquietaçãoInterrupção de conversas
- Sinais de Alerta
-
- Desempenho escolar muito abaixo do esperado
- Riscos de acidentes por impulsividade
- Conflitos familiares graves
- Comorbidades psiquiátricas
- Ideação autolesiva (contexto)
- Evolução Natural
- Sem tratamento, impacto escolar social; com intervenção, melhora significativa em várias áreas
- Complicações Possíveis
- Baixo desempenho escolar Conflitos familiares Problemas de autoestima Uso de substâncias na adolescência Baixa qualidade de vida
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica com sintomas em múltiplos contextos e início antes dos 12 anos
- Exames Laboratoriais
- Não há exames de sangue definitivos Avaliação de sono e sono Triagem de comorbidades Avaliação neuropsicológica Entrevistas com pais/escola
- Exames de Imagem
- Não diagnóstica sozinha RM/cerebral para comorbidades TC se indicado Não rotineiro
- Diagnóstico Diferencial
-
- Ansiedade
- Depressão
- Transtorno de conduta
- Transtorno do sono
- Autismo
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia; avaliação multidisciplinar pode levar semanas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multimodal com suporte psicopedagógico, familiar e médico.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia comportamental2 Intervenções pedagógicas3 Medicação quando indicado4 Treinamento de habilidades5 Acompanhamento familiar
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Pediatria Neuropsicologia Psicologia Pedagogia
- Tempo de Tratamento
- Pode ser de longo prazo; revisões periódicas
- Acompanhamento
- Consultas a cada 3-6 meses com ajuste de plano
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Gestão adequada permite boa qualidade de vida; não há cura definitiva
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão terapêutica
- Apoio familiar
- Escola inclusiva
- Rotina estável
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Baixa adesão
- Comorbidades
- Ambiente escolar sem apoio
- Conflitos familiares
- Qualidade de Vida
- Pode ser alta com tratamento, ajustes e suporte
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não existe prevenção única; manter sono, rotina estável e estímulos positivos
- Medidas Preventivas
-
Sono regularRotina previsívelApoio escolarRedução de estressoresEducação em saúde mental
- Rastreamento
- Triagens escolares para identificar dificuldades de atenção
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
TDAH é preguiça
é neurobiológico e genético
remédios resolvem tudo
são parte do tratamento, não cura sozinha
afeta apenas meninos
afeta meninas e meninos; estilos diferentes
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Fale com pediatra ou médico da família para avaliação inicial
- Especialista Indicado
- Pediatra, psiquiatra infantil ou psicólogo
- Quando Procurar Emergência
- Agressão grave, ideação suicida, autoagressão ou convulsões requer atendimento
- Linhas de Apoio
- CVV 188 24h SUS 136 Centro de saúde local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.