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cid sinusite cronica
CID-10

Sinusite Crônica

Sinusite crônica (rinossinusite)

Resumo

Nariz entupido por muito tempo; tratamento alivia desconforto.

Identificação

Código Principal
J32.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sinusite Crônica
Nome em Inglês
Chronic Sinusitis
Outros Nomes
Rinossinusite Crônica • Sinusite de seios paranasais Crônica • Sinusite nasal crônica • Rinossinusite crônica
Siglas Comuns
SC RC J32.9

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças do nariz e seios paranasais
Subcategoria
Sinusite crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem prevalência de 5-10% da população.
Prevalência no Brasil
No Brasil, dados variam; estimativas apontam 2-8%.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia idade a idosos
Distribuição por Sexo
Distribuição próxima de 1:1 entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
asma polipose nasal tabagismo alergias infecções respiratórias recorrentes
Tendência Temporal
Tendência estável com variações regionais; aumento em áreas com alergias.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação crônica das vias sinusais associada a obstrução nasal e alterações mucosas.
Mecanismo Fisiopatológico
Obstrução de ostíões, acúmulo de secreção e inflamação crônica com remodelamento mucoso.
Fatores de Risco
asma polipose nasal alergias tabagismo imunodeficiências leves irritantes ambientais
Fatores de Proteção
controle de alergias vacinação adequada higiene nasal adequada evitar irritantes
Componente Genético
Predisposição genética influencia respostas imunes e função mucociliar.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Congestão nasal persistente com secreção espessa.
Sintomas Frequentes
dor facial
cefaleia frontal
obstrução nasal
diminuição do olfato
secreção nasal purulenta
mal hálito
Sinais de Alerta
  • dor facial intensa com edema orbital
  • febre alta persistente
  • visão turva
  • dor de cabeça súbita
  • perda de visão
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a piorar com mais obstrução e recorrência.
Complicações Possíveis
abscesso orbitário osteomielite celulite orbital dano de seio frontal intracraniana

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de sintomas por >12 semanas mais confirmação por imagem.
Exames Laboratoriais
hemograma completo PCR teste de alergia culturas de secreção função imune
Exames de Imagem
Tomografia de seios paranasais RM facial Radiografia de seios Avaliação de ostio
Diagnóstico Diferencial
  • rinite alérgica
  • polipose nasal sem sinusite
  • sinusite aguda
  • tumor de seio
  • cefaleia por tensão
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas até meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da obstrução, inflamação e infecção; ajuste por resposta individual.
Modalidades de Tratamento
1 lavagem nasal com solução salina
2 corticosteroides intranasais
3 antibióticos se indicado
4 cirurgia funcional endoscópica
5 manejo alérgico
Especialidades Envolvidas
Otolaringologista Alergia/Imunologia Fisioterapia respiratória Geral/FP
Tempo de Tratamento
Meses a anos conforme resposta clínica.
Acompanhamento
Reavaliação a cada 3-6 meses; ajuste conforme sintomas.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente estável com tratamento; recorrência comum.
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa resposta a corticosteroides
  • controle de alergias
  • ausência de polipose nasal
  • boa higiene nasal
Fatores de Mau Prognóstico
  • polipose nasal associada
  • infecções recorrentes
  • resistência a tratamento
  • adquiridos de comorbidades
Qualidade de Vida
Impacto moderado; desconforto nasal, sono prejudicado, atividades diárias podem cair.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir irritantes, controlar alergias e infecções respiratórias.
Medidas Preventivas
higiene nasal
controle de alergias
vacinação influenza
evitar fumo
ar limpo
Rastreamento
Acompanhamento clínico e imagem quando sintomas persistem.

Dados no Brasil

Estimativas nacionais variam entre centenas a milhares.
Internações/Ano
Óbitos são raros e ligados a complicações agudas.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais relatos no sul/sudeste; menor no norte.

Perguntas Frequentes

1 Sinusite crônica pode desaparecer sozinha sem tratamento?
Geralmente não; sintomas persistem e requer avaliação.
2 É necessário antibiótico sempre?
Não; só quando há infecção bacteriana comprovada.
3 Qual exame confirma o diagnóstico?
História clínica específica e imagem de seios paranasais.
4 Como prevenir recidivas?
Controle de alergias, higiene nasal e tratamento adequado.
5 Posso ter qualidade de vida normal?
Sim; com manejo adequado, atividades diárias melhoram.

Mitos e Verdades

Mito

antibióticos curam tudo rapidamente.

Verdade

antibióticos não tratam inflamação crônica sozinhos.

Mito

cirurgia resolve sempre.

Verdade

cirurgia indicada quando manejo falha ou complicações.

Mito

nariz entupido é sempre sinusite crônica.

Verdade

entupimento tem várias causas; diagnóstico é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou otorrino para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Otolaringologista (otorrinolaringologista).
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, dor facial aguda, febre alta intensa exigem atendimento.
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 Centro de saúde local SUS - 0800-000-0000

CIDs Relacionados

J32.9 J32.0 J01.90 J33.0 Z97.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.