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cid sifilis congenita
CID-10

Sífilis congênita

Sífilis congênita

Resumo

Sífilis congênita: infecção do bebê na gestação; tratamento salva vidas.

Identificação

Código Principal
A50.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sífilis congênita, infecção por Treponema pallidum no recém-nascido, conforme OMS.
Nome em Inglês
Congenital syphilis
Outros Nomes
Sífilis congênita • Sífilide congênita • Sífilis do recém-nascido • Sífilide neonatal • Sífilis neonatal
Siglas Comuns
SC SCong SCongênita

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVI - Doenças infecciosas
Categoria Principal
Doenças infecciosas
Subcategoria
Sífilis congênita
Tipo de Condição
doenca
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente variável; prevenção reduziu a carga em décadas recentes.
Prevalência no Brasil
Varia por região; rastreamento materno é essencial.
Faixa Etária Principal
Recém-nascidos e lactentes
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre sexos
Grupos de Risco
Gravidez sem rastreamento Baixo acesso à saúde Altas taxas de sífilis materna Coinfecção HIV Populações vulneráveis
Tendência Temporal
Melhorias com rastreamento e tratamento; tendência estável.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção por Treponema pallidum transmitida de mãe para bebê durante gestação ou parto
Mecanismo Fisiopatológico
Transmissão placentária com disseminação hematogênica, comprometendo tecidos fetais
Fatores de Risco
Gestação sem rastreamento Baixo acesso à saúde Mãe com sífilis não tratada Coinfecção HIV Dependência de serviços públicos Desinformação sobre prevenção
Fatores de Proteção
Tratamento adequado da gestante Rastreamento pré-natal universal Educação em saúde Acesso ampliado aos serviços de saúde

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lesões na pele do recém-nascido
Sintomas Frequentes
Lesões cutâneas descamativas
Conjuntivite
Febre leve
Linfonodomegalia
Hepatoesplenomegalia
Anemia
Sinais de Alerta
  • Convulsões
  • Letargia persistente
  • Dificuldade respiratória
  • Choro intenso com irritação
  • Sinais de sepse
Evolução Natural
Sem tratamento, há risco de danos neurológicos, ósseos e oftalmológicos
Complicações Possíveis
Danos neurológicos permanentes Defeitos dentários Perda auditiva Problemas oculares Infecções recorrentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sorologia materna positiva com confirmação neonatal e evidência clínica
Exames Laboratoriais
VDRL/RPR neonatal positivo Sorologia treponêmica Hemograma com alterações CSF quando indicado PCR treponêmica
Exames de Imagem
Radiografias ósseas Ultrassom de órgãos RM craniana se indicado Ultrassom fetal se ainda necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatoses neonatais
  • Infecção congênita por outras causas
  • Hepatite neonatal
  • TORCH
  • Septicemia neonatal
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente nos primeiros meses, com rastreio materno.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento antibiótico conforme protocolo, com monitoramento clínico e sorológico.
Modalidades de Tratamento
1 Abordagem antibiótica conforme protocolo
2 Suporte clínico
3 Monitoramento seriado de sorologias
4 Tratamento de complicações
5 Educação da família
Especialidades Envolvidas
Pediatria Ginecologia obstetrícia Neonatologia Infectologia Oftalmologia
Tempo de Tratamento
Duração depende do estádio e conduta clínica.
Acompanhamento
Consultas regulares, sorologias seriadas e avaliação do desenvolvimento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com diagnóstico precoce, prognóstico costuma ser bom; atraso eleva riscos.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Tratamento completo
  • Ausência de complicações neurológicas
  • Rastreamento materno efetivo
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Neurosífilis neonatal
  • Gravidez não tratada
  • Complicações neurossensoriais
Qualidade de Vida
Vida diária pode ser boa com cuidado médico e educação familiar.

Prevenção

Prevenção Primária
Rastreamento pré-natal e tratamento rápido da gestante.
Medidas Preventivas
Rastreamento de sífilis no pré-natal
Tratamento da gestante
Teste neonatal universal
Uso de preservativos
Educação em saúde
Rastreamento
Rastreamento contínuo de sífilis em gestantes e neonatos.

Dados no Brasil

Null
Internações/Ano
Null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto no Norte e Nordeste, variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 A sífilis congênita pode nascer sem sinais?
Sim, sinais podem aparecer tarde; rastreamento é essencial.
2 Como é feito o diagnóstico?
Sorologias maternas e neonatas, exame físico e sinais clínicos.
3 É possível evitar danos no bebê?
Tratamento adequado na gestação reduz danos.
4 Pessoas públicas podem se beneficiar?
Sim, prevenção protege a saúde pública e famílias.
5 Quais hábitos ajudam na prevenção?
Rastreamento, uso de preservativo e tratamento oportuno.

Mitos e Verdades

Mito

só a mãe com sífilis transmite ao bebê.

Verdade

transmissão ocorre se não houver tratamento adequado.

Mito

não há tratamento seguro.

Verdade

tratamento eficaz evita danos graves.

Mito

sífilis congênita não apresenta sinais.

Verdade

sinais variam; pode haver atraso no desenvolvimento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço básico de saúde; médico de família orienta.
Especialista Indicado
Pediatra ou infectologista.
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se houver sinais de febre alta, convulsões ou piora rápida.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 Central de atendimento local Contato pediátrico

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.