contato@nztbr.com
cid senilidade
CID-10

Demência senil

Demência não especificada

Resumo

Demência não especificada é declínio progressivo da memória e da função diária.

Identificação

Código Principal
F03.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Demência, não especificada
Nome em Inglês
Dementia, unspecified
Outros Nomes
Demência não especificada • Demência senil • Demência inespecífica • Demência sem etiologia conhecida • Demência não definida
Siglas Comuns
F03.9 DEM DMT

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos neurocognitivos
Subcategoria
Demência, não especificada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Global: 5-7% entre 60+, aumenta com idade.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência elevada entre 60+, variações por estudo.
Faixa Etária Principal
60 anos ou mais, pico 85+
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Idosos 65+ História familiar Diabetes Hipertensão Baixo nível educacional
Tendência Temporal
Aumento global com envelhecimento; variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Neurodegeneração multifatorial com alterações proteicas e atrofia cerebral
Mecanismo Fisiopatológico
Acúmulo de proteínas anormais, danos neuronais e inflamação que reduzem conexões cerebrais
Fatores de Risco
Idade avançada História familiar Multimorbidade Baixo nível educacional Sedentarismo Tabagismo
Fatores de Proteção
Estimulação cognitiva Atividade física regular Dieta balanceada Controle de comorbidades
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herança observada em formas familiares

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda gradual de memória recente com dificuldades de lembrança
Sintomas Frequentes
Perda de memória de curto prazo
Dificuldade de comunicação
Confusão temporal
Alterações de humor
Desorientação espacial
Redução de autocuidado
Sinais de Alerta
  • Perda de linguagem progressiva
  • Confusão aguda repentina
  • Queda acentuada de função diária
  • Desorientação extrema
  • Delírios persistentes
Evolução Natural
Progressão lenta sem tratamento, com piora cognitiva e funcional
Complicações Possíveis
Perda de autonomia permanente Dependência de cuidadores Complicações de imobilidade Depressão Infeccões recorrentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos de comprometimento cognitivo progressivo com déficits funcionais e exclusão de causas reversíveis
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Vitamina B12 Perfil metabólico Função renal
Exames de Imagem
RM cerebral TC de crânio PET-amyloid RM funcional
Diagnóstico Diferencial
  • Delirium
  • Depressão
  • Deficiências vitamínicas
  • Lesões traumáticas
  • Doenças neurológicas
Tempo Médio para Diagnóstico
1-3 anos entre suspeita e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar para manter independência, tratar sintomas e apoiar cuidadores
Modalidades de Tratamento
1 Farmacológico sintomático
2 Estimulação cognitiva
3 Reabilitação física
4 Apoio psicossocial
5 Controle de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Geriatria Neurologia Psiquiatria Fisioterapia Terapeuta ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração indefinida com acompanhamento contínuo
Acompanhamento
Consultas semestrais a anualmente; monitorar função cognitiva

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva gradual com variabilidade individual; dependência aumenta com o tempo
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início tardio
  • Nível educacional alto
  • Engajamento cognitivo
  • Suporte familiar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Multimorbidade
  • Fraqueza física
  • Diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Autonomia reduzida; cuidados apropriados melhoram bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Estimular educação, atividade física, controle vascular e estimulação mental
Medidas Preventivas
Exercício regular
Alimentação balanceada
Estimulação mental
Controle de pressão arterial
Tratamento de diabetes
Rastreamento
Avaliação cognitiva periódica em idosos e indivíduos de risco

Dados no Brasil

Internações anuais variam por região
Internações/Ano
Óbitos anuais com variação regional
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em regiões com envelhecimento acelerado

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais devem levar a buscar avaliação?
Perda de memória recente, confusão, desorientação e alterações de comportamento justificam avaliação.
2 Demência tem cura ou reversão?
Não há cura conhecida; tratamento visa reduzir sintomas e manter autonomia.
3 Como diferenciar depressão de demência?
Depressão pode imitar demência; avalie humor, sono, apetite e interesse.
4 Qual a principal prevenção?
Exercício, alimentação saudável, estimulação mental e controle vascular.
5 Como lidar com cuidadores no dia a dia?
Rotina estável, pausas, apoio social e orientação de profissionais.

Mitos e Verdades

Mito

demência é apenas envelhecimento.

Verdade

é doença neurodegenerativa reconhecida com tratamento.

Mito

apenas idosos adoecem.

Verdade

pode aparecer em faixas etárias diferentes.

Mito

demência sempre piora rapidamente.

Verdade

progressão varia; algumas pessoas mantêm função por anos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de atenção primária, geriatria ou neurologia
Especialista Indicado
Geriatra ou neurologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro com piora súbita ou confusão
Linhas de Apoio
0800-000-0000 Secretarias de saúde CAPS mais próximo

CIDs Relacionados

F03.9 F01.9 G30.0 G31.09 F02.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.