cid seletividade alimentar
CID-10
Transtorno alimentar evitativo/restritivo
Seletividade alimentar
Resumo
Seletividade alimentar é evitaçao de muitos alimentos por textura ou sabor, afetando nutrição.
Identificação
- Código Principal
- F98.8
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno alimentar evitativo ou restritivo
- Nome em Inglês
- Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder
- Outros Nomes
- Transtorno alimentar seletivo • ARFID • Transtorno de alimentação evitativa • Evitativo/Restritivo Transtorno Alimentar • Seletiva alimentar infantil
- Siglas Comuns
- ARFID ARFI TRF
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos de alimentação
- Subcategoria
- Transtorno alimentar evitativo ou restritivo
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais sugerem 1-5% em crianças, dados limitados em adultos.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais escassos; pesquisas emergentes em cidades grandes.
- Faixa Etária Principal
- Infância e início da adolescência
- Distribuição por Sexo
- Predominância variável; variações regionais e idade afetam
- Grupos de Risco
- crianças com atraso no desenvolvimento crianças com ansiedade/psicopatologia autismo ou TEA história familiar de transtornos alimentares sensibilidade sensorial elevada
- Tendência Temporal
- Aumento informado em várias regiões com maior conscientização e detecção precoce
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Interação entre fatores neurológicos, psíquicos e ambientais que levam à restrição alimentar
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações na percepção gustativa e resposta de recompensa cerebral, levando à restrição alimentar
- Fatores de Risco
- sensibilidade sensorial elevada história familiar de transtornos comorbidades psiquiátricas ambiente familiar rígido doenças crônicas padrões alimentares pouco variados
- Fatores de Proteção
- ambiente estável abordagem gradual de introdução de alimentos apoio multiprofissional rotinas alimentares regulares
- Componente Genético
- Herança pode aumentar risco, com contribuição de múltiplos genes
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Rejeição persistente de muitos alimentos por textura, cheiro ou sabor
- Sintomas Frequentes
-
evita alimentos com texturas específicasdificuldade em aceitar novidadesdesequilíbrio nutricionalperda ou atraso no ganho de pesopreocupação excessiva com alimentaçãodieta extremamente restrita
- Sinais de Alerta
-
- queda acentuada de peso
- baixa estatura persistente
- desidratação
- fraqueza marcada
- sinais de comprometimento psicossocial
- Evolução Natural
- Sem intervenção tende a persistir com déficits nutricionais
- Complicações Possíveis
- déficit de crescimento anemia osteopenia/osteoporose alterações dentárias desnutrição
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- restrição persistente de ingestão com variedade limitada, levando a deficiências nutricionais
- Exames Laboratoriais
- hemograma perfil vitamínico ferro e ferritina calcio/vitamina D perfil lipídico
- Exames de Imagem
- sem indicação rotineira ecografia abdominal densitometria óssea quando déficits radiografia conforme necessidade
- Diagnóstico Diferencial
-
- ansiedade alimentar
- autismo sem ARFID
- distúrbios da alimentação associados
- fobias alimentares
- efeitos de doenças crônicas
- Tempo Médio para Diagnóstico
- 2-6 meses desde primeiras queixas até diagnóstico
Tratamento
- Abordagem Geral
- Intervenção multiprofissional com foco em nutrição, psicologia e família
- Modalidades de Tratamento
-
1 terapia nutricional2 terapia comportamental3 exposição gradual a novos alimentos4 treinamento de habilidades alimentares5 apoio familiar
- Especialidades Envolvidas
- Nutrição Pediatria Psicologia Fonoaudiologia
- Tempo de Tratamento
- 6-12 meses em média, depende de adesão
- Acompanhamento
- consultas de acompanhamento a cada 4-8 semanas
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Variável; com intervenção adequada pode melhorar significativamente
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- início precoce
- engajamento da família
- atenção multiprofissional
- adaptação gradual
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- comorbidades psiquiátricas
- grave deficiência nutricional
- isolamento social
- adaptação inconsistentes
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode melhorar com suporte adequado
Prevenção
- Prevenção Primária
- Educação parental e exposição gradual na infância
- Medidas Preventivas
-
ambiente estávelrotinasintrodução gradual de novos alimentosevitar pressõesmonitoramento do crescimento
Dados no Brasil
Internações por ARFID são pouco reportadas no SUS
Internações/Ano
Óbitos são raros com manejo adequado
Óbitos/Ano
Perguntas Frequentes
1
ARFID é o mesmo que anorexia nervosa?
Não. ARFID foca em restrição alimentar por aversões, não por busca de peso.
2
Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, histórico alimentar, exames básicos e acompanhamento.
3
Tratamento cura?
Não há cura rápida; objetivo é melhoria nutricional e funcionamento.
4
Prevenção funciona?
Exposição gradual e ambiente estável ajudam a reduzir persistência.
5
Posso manejar em casa?
Pode iniciar com orientação, mas acompanhamento é essencial.
Mitos e Verdades
Mito
seletividade é fase passageira.
Verdade
com tratamento adequado, melhora é comum.
Mito
ARFID é apenas capricho alimentar.
Verdade
envolve fatores sensoriais, emocionais e nutricionais.
Mito
afeta apenas crianças.
Verdade
pode persistir na adolescência e vida adulta.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Comece pelo pediatra, depois nutrição e psicologia.
- Especialista Indicado