Lesão não especificada da coxa
Lesão inespecífica da coxa
Resumo
Dor na coxa por trauma com variações de gravidade e manejo.
Identificação
- Código Principal
- S99.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Outras lesões musculares, fáscia e tendão da coxa, não especificadas
- Nome em Inglês
- Other injury of thigh muscles
- Outros Nomes
- Lesão de coxa não especificada • Trauma de coxa não especificado • Lesão de tecido mole da coxa • Contusão da coxa não especificada
- Siglas Comuns
- S99.9 S99 CID-S99
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XIX - Lesões do sistema musculoesquelético
- Categoria Principal
- Lesões musculoesqueléticas
- Subcategoria
- Lesões de coxa não especificadas
- Tipo de Condição
- lesao
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas variam; lesões de coxa são comuns entre atletas.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais não são consistentes; variam conforme esportes.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens a meia-idade
- Distribuição por Sexo
- Leve predomínio masculino; depende da prática esportiva
- Grupos de Risco
- Atletas Trabalhadores com esforço repetido Pessoas com pouca flexibilidade Idade avançada Riscos de recidiva
- Tendência Temporal
- Incidência estável em muitos contextos esportivos.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Trauma mecânico na coxa durante atividade física
- Mecanismo Fisiopatológico
- Dano mecânico das fibras ou fáscia por força de alongamento ou impacto
- Fatores de Risco
- Esportes de alta intensidade Falta de aquecimento Carga súbita Fraqueza muscular Idade avançada Recidivas com reinício precoce
- Fatores de Proteção
- Alongamento diário Fortalecimento muscular Treinamento progressivo Calçados adequados
- Componente Genético
- Influência genética não é uma característica primária desta condição.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor súbita na coxa durante esforço
- Sintomas Frequentes
-
Dor ao toqueHematoma localInchaçoRigidezDificuldade de mover a pernaSensibilidade ao alongar
- Sinais de Alerta
-
- Dor intensa com edema rápido
- Deformidade visível
- Incapacidade de suportar peso
- Dormência ou formigamento
- Sinais de choque
- Evolução Natural
- Sem tratamento, dor persistente e déficit de função podem ocorrer
- Complicações Possíveis
- Dor crônica Rigidez residual Redução de força Formação de fibrose
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História de trauma, exame físico e imagens conforme necessidade
- Exames Laboratoriais
- CK elevadas PCR moderada Hemograma completo Coagulograma Eletroneuromiografia
- Exames de Imagem
- Ultrassom musculoesquelético Ressonância magnética Radiografia simples (para fratura)
- Diagnóstico Diferencial
-
- Distensão de outros grupos musculares
- Tendinopatia da coxa
- Fratura de fêmur proximal
- Contusão profunda com ruptura
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Horas a dias até confirmação, depende de suspeita clínica
Tratamento
- Abordagem Geral
- Avaliação inicial, controle da dor, gelo, repouso relativo
- Modalidades de Tratamento
-
1 Fisioterapia de reabilitação2 Gestão conservadora3 Cirurgia apenas em rupturas graves4 Controle da dor5 Retorno gradual às atividades
- Especialidades Envolvidas
- Ortopedia Fisioterapia Radiologia Medicinas de urgência Reabilitação
- Tempo de Tratamento
- Duração varia de semanas a meses, conforme gravidade
- Acompanhamento
- Reavaliação em 1–2 semanas, monitorar evolução
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Geralmente favorável com tratamento adequado
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Lesões leves
- Início precoce da reabilitação
- Boa adesão ao plano
- Ausência de complicações médicas
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Ruptura extensa
- Retardo no diagnóstico
- Falta de reabilitação
- Idade avançada
- Qualidade de Vida
- Impacto temporário na rotina, com recuperação gradual
Prevenção
- Prevenção Primária
- Aquecimento, alongamento, treino progressivo e ambiente seguro
- Medidas Preventivas
-
Aquecimento adequadoAlongamento diárioTreinamento progressivoCalçados apropriadosProteções esportivas
Dados no Brasil
Mitos e Verdades
Diga que dor leve é sinal de gravidade às vezes.
Dor pode ocorrer sem ruptura; diagnóstico requer avaliação.
Calor rápido cura tudo sem tratamento.
Calor pode piorar edema; gelo nas primeiras 48h é comum.
Qualquer dor na coxa pede cirurgia.
Muitos casos melhoram com fisioterapia sem cirurgia.
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.