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cid s832
CID-10

Luxação do joelho

Luxação de joelho

Resumo

Luxação do joelho é deslocamento grave; requer atendimento médico, diagnóstico por imagem e reabilitação.

Identificação

Código Principal
S83.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Luxação traumática do joelho, deslocamento da articulação tibiofemoral
Nome em Inglês
Knee dislocation
Outros Nomes
Luxação tibiofemoral • Luxação femoro-tibial • Dislocação do joelho • Luxação traumática do joelho • Luxação de joelho grave
Siglas Comuns
LJ Lx Joelho Lux. Joelho

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Traumatismos músculo-esqueléticos
Categoria Principal
Trauma do joelho
Subcategoria
Luxação de joelho
Tipo de Condição
lesao
Natureza
traumatica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Rara, menos de 1 em 10 mil traumas de joelho.
Prevalência no Brasil
Dados limitados no Brasil; subdiagnóstico comum.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre sexos
Grupos de Risco
Atletas de alto impacto quedas graves instabilidade ligamentar prévia lesões associadas ao joelho trauma de alto impacto
Tendência Temporal
Tratamento adequado melhora a recuperação; tendência depende de acesso.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Lesão traumática com deslocamento tibiofemoral
Mecanismo Fisiopatológico
Deslocamento articular com ruptura parcial de ligamentos, instabilidade e dor aguda
Fatores de Risco
Instabilidade ligamentar prévia Luxações anteriores Lesões de ligamentos cruzados Joelho com lesões associadas Fraturas concomitantes Obesidade moderada
Fatores de Proteção
Reabilitação adequada Fortalecimento muscular Proteção esportiva Retorno gradual ao esporte
Componente Genético
Pouco ou nenhum fator hereditário significativo

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor intensa com deformidade visível e incapacidade de sustentar peso
Sintomas Frequentes
Dor aguda
Inchaço rápido
Impossibilidade de dobrar o joelho
Instabilidade ao apoiar
Limitação de movimento
Hematoma intenso
Sinais de Alerta
  • Dor severa com deformidade
  • Perda de pulso distal
  • Alteração de sensibilidade distal
  • Suspeita de lesão vascular
  • Incapacidade de mover o joelho
Evolução Natural
Sem tratamento, alto risco de sequelas, artrose e instabilidade persistente
Complicações Possíveis
Lesão neurovascular Lesões meniscais Osteonecrose de fêmur/tíbia Fraturas associadas Instabilidade crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com deformidade e dor; confirmação por imagem
Exames Laboratoriais
Hemograma Bioquímica Marcadores inflamatórios Teste de função renal Ureia/Creatinina
Exames de Imagem
Raio-X do joelho RM se houver complexidade TC para fraturas Angio RM se suspeita de lesão vascular
Diagnóstico Diferencial
  • Entorse grave de joelho
  • Fratura da patela
  • Lesão do ligamento cruzado
  • Lesão meniscal
  • Luxação falsa
Tempo Médio para Diagnóstico
Hora a dias, dependendo de acesso

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da dor, redução quando possível, imobilização e avaliação de lesões associadas
Modalidades de Tratamento
1 Redução fechada
2 Cirurgia reconstrutiva
3 Estabilização articular
4 Reabilitação intensiva
5 Analgesia/controle de edema
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Radiologia Anestesiologia Traumatologia
Tempo de Tratamento
Duração varia; reabilitação pode levar semanas a meses
Acompanhamento
Consultas de controle nas primeiras semanas e reabilitação progressiva

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende de lesões associadas e tratamento oportuno
Fatores de Bom Prognóstico
  • Redução rápida
  • Reabilitação precoce
  • Ausência de lesões vasculares
  • Sem instabilidade persistente
Fatores de Mau Prognóstico
  • Instabilidade crônica
  • Lesões vasculares
  • Derrame articular recorrente
  • Sequelas funcionais
Qualidade de Vida
Varía entre dor e limitação; recuperação com reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Proteção em esportes, fortalecimento e treino seguro
Medidas Preventivas
Treinamento proprioceptivo
Fortalecimento de quadril e joelho
Proteção esportiva
Retorno gradual ao esporte
Calçados adequados
Rastreamento
Não aplicado para luxação isolada; avaliação clínica conforme necessidade

Dados no Brasil

Baixas internações relatadas por trauma de joelho
Internações/Ano
Óbitos são baixos e ligados a trauma maior
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com maior trauma possuem mais registros

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais mostram luxação do joelho?
Dor intensa, joelho deformado, incapacidade de apoiar o peso
2 É possível tratar sem cirurgia?
Alguns casos com redução e reabilitação; muitos exigem cirurgia
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, radiografia e RM quando necessário
4 Qual é o tempo de recuperação?
Depende da lesão; pode levar semanas a meses com reabilitação
5 Quais hábitos ajudam na prevenção?
Fortalecimento, proteção esportiva e retorno gradual

Mitos e Verdades

Mito

luxação sempre exige cirurgia

Verdade

redução rápida evita complicações severas

Mito

apenas repouso cura

Verdade

exames e reabilitação são cruciais

Mito

lesões associadas nunca ocorrem

Verdade

lesões meniscais ou vasculares são comuns

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ou ortopedia de emergência
Especialista Indicado
Ortopedista especialista em trauma
Quando Procurar Emergência
Sinais de choque, pulso distal fraco ou dor intensa exigem cuidado imediato
Linhas de Apoio
Disque Saude 136 SAMU 192 Centros de Trauma

CIDs Relacionados

S83.2 S83.0 S83.9 S83.6 S83.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.