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cid s821
CID-10

Fratura proximal da tíbia

Fratura na parte superior da tíbia

Resumo

Fratura tibial proximal exige avaliação médica; tratamento varia entre imobilização e cirurgia, com reabilitação.

Identificação

Código Principal
S82.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fratura proximal da tíbia (CID-10 S82.1)
Nome em Inglês
Proximal tibia fracture
Outros Nomes
Fratura tibial proximal • Fratura da tíbia próxima ao joelho • Fratura na tíbia proximal • Fratura de tíbia alta • Fratura tibial proximal
Siglas Comuns
S82.1 FT Proximal Frt Tibial

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Fraturas de membros
Categoria Principal
Fraturas ósseas
Subcategoria
Fratura da tíbia proximal
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Fraturas da tíbia representam parcela das fraturas de membros; varia com idade e atividade
Prevalência no Brasil
Comuns entre adultos jovens; dados nacionais variam
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Leve predomínio masculino em acidentes
Grupos de Risco
Atletas de esportes de contato Motoristas de carro Quedas de altura Praticantes de corrida de longa distância Osteopenia em idosos
Tendência Temporal
Melhorias em tratamento reduzem tempo de convalescença

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma direto ou queda com compressão axial, levando fratura tibial proximal
Mecanismo Fisiopatológico
Força axial ou torsão transmite energia à tíbia, levando fratura
Fatores de Risco
Esportes de alto impacto Acidentes de trânsito Quedas em idade avançada Osteoporose/osteopenia Uso de corticosteroides crônicos
Fatores de Proteção
Proteção esportiva Calçados adequados Treinamento de equilíbrio Prevenção de quedas
Componente Genético
Predisposição genética à densidade óssea pode influenciar o risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor súbita na perna, inchaço e dor ao toque
Sintomas Frequentes
Dor aguda
Edema
Deformidade perceptível
Dificuldade para apoiar o membro
Crepitação ocasional
Sinais de Alerta
  • Perda de pulso distal
  • Parestesia crescente
  • Febre associada a ferimento
  • Dor intensa desproporcional
  • Ferida aberta
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir com deformidade e dor crônica
Complicações Possíveis
Infecção em fraturas abertas Retardo de consolidação Malunção Artrite pós-traumática Dor persistente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de trauma + exame + confirmação por imagem radiográfica
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/VHS Ionograma Perfil de cálcio Vitamina D
Exames de Imagem
Radiografias com duas vistas Tomografia se necessário RM para tecidos moles Angio se lesão vascular suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Lesão ligamentar grave
  • Fratura de fíbula
  • Contusão óssea
  • Lesão cartilaginosa
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente definido entre 0 e 48 h após trauma

Tratamento

Abordagem Geral
Imobilização inicial, avaliação neurovasculare e escolha entre cirurgia ou imobilização
Modalidades de Tratamento
1 Imobilização com tala/gesso
2 Cirurgia de osteossíntese
3 Tração temporária
4 Fisioterapia precoce
5 Cuidados com feridas (fratura aberta)
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Radiologia Anestesiologia Reabilitação
Tempo de Tratamento
Conservador por semanas; cirurgia conforme gravidade
Acompanhamento
Consultas seriadas, novas radiografias e programa de reabilitação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento adequado; recuperação completa em muitos casos
Fatores de Bom Prognóstico
  • Alinhamento adequado
  • Consolidação sem infecção
  • Ausência de lesões vasculares
  • Contato precoce com fisioterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Infecção
  • Retardo de consolidação
  • Malunção
  • Lesões associadas graves
Qualidade de Vida
Mobilidade reduzida temporariamente; reabilitação rápida com adesão ao protocolo

Prevenção

Prevenção Primária
Prática segura, proteção esportiva e treino de equilíbrio
Medidas Preventivas
Proteção adequada
Calçados estáveis
Treinamento de equilíbrio
Ambientes seguros
Gestão de quedas em idosos
Rastreamento
Avaliação de densidade óssea conforme idade e fatores de risco

Dados no Brasil

Varia por região; dados nacionais não padronizados
Internações/Ano
Mortalidade direta é rara; complicações aumentam risco
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas com maior expose a risco

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas comuns de fratura tibial proximal?
Dor aguda, inchaço, deformidade; dificuldade para andar
2 É possível tratar sem cirurgia?
Alguns casos permitem imobilização; decisão depende de raio-X e estabilidade
3 Qual o tempo de recuperação?
Consolidação em 6 a 12 semanas, com fisioterapia progresiva
4 Quais sinais exigem atendimento emergencial?
Perda de pulso distal, formigamento progressivo, ferida aberta
5 Como prevenir fraturas tibiais?
Proteção, treino de equilíbrio, manejo de quedas, densidade óssea

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura tudo

Verdade

tratamento envolve imobilização, cirurgia quando necessário, e reabilitação

Mito

fraturas sempre precisam de cirurgia

Verdade

muitos casos usam imobilização se estáveis

Mito

gesso resolve tudo de imediato

Verdade

tempo de imobilização varia com consolidação óssea

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ou ortopedista após trauma
Especialista Indicado
Ortopedista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com deformidade, ferida aberta, ou perda de pulso
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 0800-611-991

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.