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cid s61 0
CID-10

Laceração do dedo sem corpo estranho

Corte de dedo

Resumo

Ferimento simples no dedo, com ou sem corpo estranho; tratamento rápido mantém boa função.

Identificação

Código Principal
S61.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Laceration without foreign body of finger
Nome em Inglês
Finger laceration without foreign body
Outros Nomes
Laceração de dedo sem corpo estranho • Corte no dedo sem objeto • Ferida cortante de dedo sem corpo estranho
Siglas Comuns
SFD LacD FD-SF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIX - Lesões traumáticas de membros
Categoria Principal
Lesões de mãos e dedos
Subcategoria
Lacerações de dedos sem corpo estranho
Tipo de Condição
lesao
Natureza
traumatica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Incidência global variável; lesões de dedos comuns em ocupações manuais.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; subnotificação em serviços de atenção básica.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e trabalhadores manuais
Distribuição por Sexo
Levemente mais frequente em homens
Grupos de Risco
Trabalho manual Ofícios com ferramentas Esportes de contato Quedas domésticas Ambientes de construção
Tendência Temporal
Estável globalmente, com variações regionais e ocupacionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma mecânico durante atividades manuais com ferramentas cortantes
Mecanismo Fisiopatológico
Ruptura da pele por corte, injúria de tecidos, sangramento e potencial infecção, dependendo da profundidade.
Fatores de Risco
Trabalho manual intenso Queda de objetos Uso inadequado de ferramentas Pele seca ou fraca Proteção insuficiente no ambiente de trabalho
Fatores de Proteção
Uso de luvas de proteção Treinamento em segurança no trabalho Armazenamento adequado de objetos cortantes Iluminação adequada no local de trabalho

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor aguda no dedo com ferida exposta ou fechada
Sintomas Frequentes
dor súbita
sangramento
edema local
vermelhidão
sensibilidade ao toque
dificuldade de movimento
Sinais de Alerta
  • sangramento que não para
  • profunda laceração com exposição de tendões
  • dor intensa com parestesia
  • perda de sensibilidade digital
  • fechamento inadequado da ferida
Evolução Natural
sem tratamento pode evoluir para infecção, cicatrização lenta e limitação de movimento
Complicações Possíveis
infecção local necrose de pele dano nervoso dano tendíneo cicatriz irregular

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história de trauma, inspeção, profundidade da ferida, função do dedo e exclusão de corpos estranhos
Exames Laboratoriais
hemograma contagem de leucócitos coagulação se cirurgia PCR se infecção presente cultura se infecção suspeita
Exames de Imagem
Radiografia para excluir fratura Ultrassom para danos tendíneos RM se estruturas profundas comprometidas TC quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Laceração simples
  • Fratura de falange
  • Dano tendíneo parcial
  • Infecção cutânea
  • Corpo estranho oculto
Tempo Médio para Diagnóstico
geralmente identificado na primeira avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene, controle de sangramento, avaliação de profundidade e decisão de fechamento adequado
Modalidades de Tratamento
1 limpeza/desbridamento
2 sutura ou fechamento cirúrgico
3 antibioticoterapia conforme indicação
4 curativos avançados
5 imobilização/rehabilitação
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Cirurgião plástico Ortopedista Terapia ocupacional Enfermeiro
Tempo de Tratamento
depende da gravidade; fechamento rápido se indicado, reabilitação pode levar semanas
Acompanhamento
Consultas de retorno a cada 5-7 dias até cicatrização; monitorar infecção

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado; piora com dano nervoso ou tendíneo
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ferida superficial
  • Bom suprimento sanguíneo
  • Sem envolvimento de estruturas profundas
  • Tratamento precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dano nervoso
  • Lesão tendínea profunda
  • Infecção aberta
  • Retardo no tratamento
Qualidade de Vida
Recuperação funcional boa com reabilitação; impacto mínimo na vida diária

Prevenção

Prevenção Primária
Proteção de dedos com equipamentos adequados e cuidado ao manusear ferramentas
Medidas Preventivas
Uso de luvas
Treinamento em segurança
Iluminação adequada
Armazenar objetos cortantes com cuidado
Procedimentos de primeiros socorros
Rastreamento
Avaliação clínica conforme necessidade; não há rastreamento específico

Dados no Brasil

Números variam por região; operatórias mais comuns em hospitais
Internações/Ano
Baixos; morte associada a complicações graves
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior atuação em áreas urbanas com indústria e construção

Perguntas Frequentes

1 Posso voltar a usar a mão logo após ferimento leve?
Depende da lesão; feridas leves podem permitir retorno gradual com proteção.
2 É necessário antibiótico para todas as lacerações?
Não; antibiótico indicado quando há infecção ou alto risco.
3 Quando procurar atendimento de emergência?
Procure se houver sangramento intenso, dor extrema ou dormência.
4 Qual o papel da reabilitação?
Treino de movimento e força melhora preensão e função.
5 Posso prevenir lesões repetidas?
Uso de proteção, técnicas seguras e primeiros socorros ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

toda laceração precisa de cirurgia.

Verdade

muitas feridas fecham com sutura simples ou curativo adequado.

Mito

antibiótico evita infecção sem cirurgia.

Verdade

antibiótico só com infecção ou alto risco; higiene é essencial.

Mito

dedo ferido não compromete função.

Verdade

feridas profundas podem afetar nervos/tendões; avaliação é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico ao menor sinal de ferimento grave
Especialista Indicado
Cirurgião de mão ou ortopedista
Quando Procurar Emergência
Sangramento intenso, dor extrema, deformidade ou dormência
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS 135 Contato local de urgência

CIDs Relacionados

S61.0 S61.1 S60.219 S60.2 S60.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.