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cid s60.2
CID-10

Laceração do dedo

Corte ou laceração de dedo

Resumo

Ferimento no dedo geralmente curto; limpeza, curativo e avaliação médica são passos-chave.

Identificação

Código Principal
S60.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Laceração de dedo segundo OMS, código S60.2 (CID-10), trauma de mão
Nome em Inglês
Finger Laceration
Outros Nomes
Laceração dedo • Laceração digital • Corte de dedo • Ferida de dedo • Laceração de falange
Siglas Comuns
S60.2 Lac dedo LaceraçãoDedo

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIX - Traumatismos
Categoria Principal
Lesões de membros
Subcategoria
Lacerações de dedos
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global difícil de estimar; lacerações de dedo são parte dos traumas de mão.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; comum em emergências com exposição ocupacional.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em homens por exposição ocupacional
Grupos de Risco
Trabalho manual com ferramentas Esportes de contato Trabalho de construção Manuseio de vidro/metal Jovens em atividades recreativas
Tendência Temporal
Estável nos últimos anos; não há claro aumento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma com objetos cortantes ou impactos na mão exposta
Mecanismo Fisiopatológico
Ruptura de pele e tecidos subjacentes, com possível dano a nervos, tendões e estruturas digitais
Fatores de Risco
Atividade manual repetitiva Trabalho com ferramentas Esportes de contato Baixa proteção Fatores de idade (adultos) Ambiente de trabalho deficiente
Fatores de Proteção
Uso de luvas de proteção Treinamento de segurança no trabalho Proteção de ferramentas Iluminação adequada
Componente Genético
Pouca relevância gênica na maioria

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor aguda com sangramento variável no dedo
Sintomas Frequentes
Dor ao toque
Edema local
Hematoma
Redução de mobilidade
Sangramento moderado
Sensibilidade ao frio
Sinais de Alerta
  • Sangramento intenso que não cede
  • Formigamento persistente
  • Perda de sensibilidade distal
  • Deformidade evidente do dedo
  • Febre local com piora
Evolução Natural
Sem tratamento, ferida pode infeccionar e cicatrizar com limitação de movimento
Complicações Possíveis
Infecção Hemorragia persistente Lesão nervosa Dano tendinoso Cicatriz permanente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com inspeção, sensibilidade e função; pele íntegra, sangramento controlado
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR Coagulograma Glicemia Teste de tetano
Exames de Imagem
Radiografia da mão/dedo Ultrassom RM quando indicado TC se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Fratura distal do falange
  • Luxação de dedo
  • Infecção da ferida
  • Lesão de tendão
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias; diagnóstico rápido na urgência

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de sangramento, limpeza da ferida, avaliação de estruturas digitais e planejamento de fechamento
Modalidades de Tratamento
1 Limpeza e desbridamento
2 Sutura quando necessário
3 Analgesia e anti-inflamatórios
4 Vacinação tetânica
5 Curativos adequados
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Cirurgia Plástica Clínica Geral Enfermagem Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração varia com gravidade; acompanhamento depende de evolução
Acompanhamento
Curativos regulares e reavaliação de função até cicatrização

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado; depende de danos estruturais
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ferimento superficial
  • Ausência de infecção
  • Sem lesão nervosa
  • Intervenção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Lesão nervosa
  • Fratura associada
  • Infecção extensa
  • Retardo no atendimento
Qualidade de Vida
Impacto leve; recuperação costuma ser boa com reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Uso de luvas, ferramentas seguras e ambiente de trabalho protegido
Medidas Preventivas
Luvas de proteção
Ferramentas com ponta segura
Iluminação adequada
Treinamento de manuseio seguro
Sinalização de risco
Rastreamento
Exames preventivos não específicos; monitorar infecção

Dados no Brasil

Internações associadas são raras em lesões simples.
Internações/Ano
Óbitos são extremamente raros com tratamento adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior ocorrência em áreas com atividade ocupacional de mão.

Perguntas Frequentes

1 Definição da laceração de dedo?
Ferimento cortante ou rasgado da pele do dedo com sangramento; avaliação clínica básica.
2 Sinais de atendimento imediato?
Sangramento intenso, dor extrema, formigamento, pulso distal ausente.
3 Como é feito o diagnóstico definitivo?
Exame físico, avaliação neurovascular; radiografia se suspeita de fratura.
4 Posso evitar infecção?
Higienize, ajuste curativo, siga orientação médica; procure cuidado se piorar.
5 Quando retornar às atividades?
Siga a orientação; retorno gradual conforme evolução da cicatrização.

Mitos e Verdades

Mito

ferimento pequeno dispensa vacina tetânica.

Verdade

imunização contra tetano é relevante conforme calendário.

Mito

curativo caseiro é sempre melhor.

Verdade

curativos inadequados aumentam infecção.

Mito

laceração sempre exige cirurgia.

Verdade

muitos casos curam com sutura simples e cuidados.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro atendimento em pronto-socorro ou clínica da família
Especialista Indicado
Ortopedista ou Cirurgião da Mão
Quando Procurar Emergência
Sangramento intenso, dor forte, dormência persistente, dedo deformado
Linhas de Apoio
Disque Saude 136 SAMU 192 Centros de Referência de Trauma

CIDs Relacionados

S60.0 S60.1 S60.3 S60.9 T31.5

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.