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cid resfriado comum
CID-10

Resfriado comum

resfriado comum

Resumo

Resfriado comum: nariz entupido, tosse leve, bem-estar geral preservado.

Identificação

Código Principal
J00
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infecção viral aguda das vias respiratórias superiores
Nome em Inglês
Common cold, acute viral upper respiratory infection
Outros Nomes
rinite viral • resfriado comum • infecção viral respiratória superior • nariz entupido viral • corrimento nasal agudo
Siglas Comuns
VRS IVRS RSU

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do aparelho respiratório
Categoria Principal
Doenças do trato respiratório superior
Subcategoria
Infecções virais de vias respiratórias superiores
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta prevalência, com pico no outono-inverno em muitos países.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam por região; pico sazonal no frio, vigilância limitada.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas (<5 anos) têm maior incidência
Distribuição por Sexo
Frequência similar entre homens e mulheres
Grupos de Risco
crianças pequenas idosos imunocomprometidos fumantes trabalhadores de linha de frente
Tendência Temporal
Tendência sazonal estável com picos anuais nos meses frios.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus respiratórios com rinovírus predominante; etiologia varia e autolimitada.
Mecanismo Fisiopatológico
Vírus invade mucosa nasal/faríngea, causa inflamação, edema e secreção autolimitada.
Fatores de Risco
exposição a crianças ambiente frio fatores alérgicos tabagismo falta de sono estresse
Fatores de Proteção
higiene das mãos ventilação adequada vacinação de gripe quando disponível boa hidratação
Componente Genético
Suscetibilidade pode ter componente hereditário menor.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Corrimento nasal com espirros predominam na apresentação.
Sintomas Frequentes
tosse leve
dor de garganta
febre baixa (às vezes)
mal-estar
dor de cabeça
congestão nasal
Sinais de Alerta
  • febre alta persistente
  • dor no peito
  • dificuldade respiratória
  • confusão ou sonolência extrema
  • piora após 10 dias
Evolução Natural
Curso autolimitado de 7 a 10 dias; piora em crianças e idosos.
Complicações Possíveis
otite média sinusite aguda bronquite leve otite média recorrente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico clínico pela apresentação típica; confirmação laboratorial não é necessária na maioria.
Exames Laboratoriais
não requeridos na maioria teste rápido para gripe apenas se indicado PCR viral multiplex se disponível cultura viral não rotineira hemograma não específico
Exames de Imagem
não indicada habitualmente avaliar complicação se sinusite suspeita radiografia se dor facial persistente TC não necessária
Diagnóstico Diferencial
  • influenza
  • COVID-19
  • rinite alérgica
  • sinusite bacteriana
  • bronquite viral
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico rápido na clínica; exames apenas se suspeita de outra doença.

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo sintomático com repouso, hidratação e alívio de sintomas; antibióticos não ajudam resfriado.
Modalidades de Tratamento
1 analgésicos/antitérmicos
2 descongestionantes de uso curto
3 soro nasal
4 inalação com vapor
5 descanso e alimentação leve
Especialidades Envolvidas
clínico geral pediatra otorrinolaringologista enfermeiro farmacologista
Tempo de Tratamento
7 a 10 dias típico; melhora gradual.
Acompanhamento
retorno se piora, febre alta persistente ou sintomas por >7-10 dias.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico favorável, recuperação comum em poucos dias a 2 semanas.
Fatores de Bom Prognóstico
  • início precoce de manejo
  • bom estado de saúde
  • hidratacao
  • descanso
Fatores de Mau Prognóstico
  • idade avançada
  • comorbidades respiratórias
  • desidratação
  • piora de sintomas
Qualidade de Vida
Impacto leve a moderado durante sintomas; volta rápida à rotina.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, etiqueta respiratória, ventilação boa de ambientes.
Medidas Preventivas
lave mãos com água/sabão
higienize superfícies
evite aglomerações em surtos
boa ventilação
higiene diária
Rastreamento
Rastreamento não é rotina para diagnóstico; monitoramento de sintomas.

Dados no Brasil

Hospitalizações por resfriado são raras; números variam por surtos.
Internações/Ano
Óbitos por resfriado comum são incomuns; ligados a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição global; maior carga em regiões frias, variação regional.

Perguntas Frequentes

1 Resfriado comum tem cura?
Não há cura específica; melhora sozinha em dias a semanas com manejo sintomático.
2 Posso pegar resfriado várias vezes no ano?
Sim; ocorre por vírus diferentes; higiene reduz recorrência.
3 Uso de antibióticos é necessário?
Não; antibióticos não ajudam resfriado comum, só se houver infecção bacteriana.
4 Existe vacina para resfriado?
Não há vacina específica; gripe vacinal pode reduzir complicações.
5 Quando buscar atendimento se piora?
Procure atendimento se febre alta, respiração alterada ou piora após 7–10 dias.

Mitos e Verdades

Mito

vitamina C cura resfriado.

Verdade

vitamina C pode ajudar pouco, não cura; efeito é modesto.

Mito

frio causa resfriado.

Verdade

vírus causam; frio facilita transmissão pela convivência em locais fechados.

Mito

antibiótico evita resfriado.

Verdade

antibióticos não combatem vírus; uso indevido gera resistência.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ou clínica de família; procure se piorar.
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra.
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, dor no peito, confusão, febre alta persistente.
Linhas de Apoio
SUS 136 0800-saude 0800 111 136

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.