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cid r32
CID-10

Incontinência urinária não especificada

Perda de urina sem especificação

Resumo

Incontinência urinária não especificada é perda de urina sem causa definida; envolve treino e hábitos.

Identificação

Código Principal
R32
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Incontinência urinária não especificada segundo OMS
Nome em Inglês
Unspecified urinary incontinence
Outros Nomes
incontinência urinária • escape de urina • perda involuntária de urina • incontinência de urina • urina vazando
Siglas Comuns
IU IUR INI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças do sistema urinário
Categoria Principal
Sistema urinário
Subcategoria
Incontinência urinária, não especificada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam amplamente, 5-40% de adultos, maior em mulheres e idosos.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência estimada 15-40% em adultos, maior em mulheres.
Faixa Etária Principal
Adultos idosos, especialmente acima de 65 anos
Distribuição por Sexo
Predominância em mulheres, aumenta com idade
Grupos de Risco
Mulheres pós-menopausa Idosos Obesidade Diabetes História de parto
Tendência Temporal
Tendência estável a levemente crescente com envelhecimento populacional.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fraqueza do assoalho pélvico e alterações neuromusculares da bexiga.
Mecanismo Fisiopatológico
Perda de suporte do assoalho pélvico com reserva vesical prejudicada e coordenação urinária.
Fatores de Risco
Idade avançada Múltiplos partos Obesidade Constipação crônica Diabetes Uso de diuréticos
Fatores de Proteção
Treinamento da bexiga Exercícios do assoalho pélvico Controle de peso Hidratação adequada
Componente Genético
Contribuição genética moderada em alguns casos; não dominante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda involuntária de urina durante esforço, tosse ou espirro.
Sintomas Frequentes
Vazamento com esforço
Urgência urinária
Fugas ao tossir ou rir
Urina após bexiga cheia
Nuis de madrugada problematico
Vazamento durante atividades físicas
Sinais de Alerta
  • Dor súbita forte na bexiga
  • Sangue na urina
  • Febre alta com dor
  • Retenção urinária aguda
  • Infeção urinária frequente
Evolução Natural
Progride lentamente sem tratamento; melhora com treino e mudanças de hábitos.
Complicações Possíveis
Baixa qualidade de vida Infecções urinárias recorrentes Isolamento social Queda de sono Risco de quedas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de perdas urinárias, exame pélvico e testes de esforço.
Exames Laboratoriais
Urinálise Urina tipo 1 Função renal Teste de infecção Proteínas na urina
Exames de Imagem
Ultrassom vesical Ecografia pélvica RM pélvica opcional TC se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária
  • Constipação severa
  • Prolapso de órgãos
  • Obstrução prostática
  • Diurese excessiva
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas após sintomas iniciais

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, treino do assoalho pélvico e ajustes de hábitos de bexiga.
Modalidades de Tratamento
1 Exercícios pélvicos
2 Treinamento da bexiga
3 Medicações antimuscarínicas
4 Estimulação elétrica
5 Cirurgia de suporte uretral
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Urologia Fisioterapia pélvica Geriatria Clínica geral
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; pode exigir meses de manejo
Acompanhamento
Consultas regulares nos primeiros meses, depois conforme necessidade

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente estável com tratamento; melhora a qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Treino pélvico bem-sucedido
  • Suporte familiar
  • Acesso a profissionais
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Comorbidades neuromusculares
  • Obesidade grave
  • Inatividade física
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento adequado; permanece influenciada por fatores psicossociais

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso, treinar bexiga e assoalho pélvico, evacuar sem esforço, evitar constipação.
Medidas Preventivas
Exercícios de Kegel
Reduzir cafeína
Controle de peso
Prevenção de constipação
Hidratação adequada
Rastreamento
Avaliação periódica em idosos com questionários de bexiga

Dados no Brasil

Estimativas variam; público-alvo com complicações
Internações/Ano
Mortalidade direta baixa, assoc. a outras condições
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior gravidade em regiões com envelhecimento populacional

Perguntas Frequentes

1 Essa condição pode ser curada?
Nem sempre; muitas pessoas conseguem controle com treino e hábitos.
2 É normal com o envelhecimento?
É comum com a idade, mas tratável com medidas simples.
3 Qual diagnóstico?
Avaliação clínica, história, exame físico e exames específicos.
4 Posso prevenir?
Treino do assoalho pélvico, hidratação e peso estável ajudam.
5 Impactos no dia a dia?
Pode afetar sono e atividades; tratamento melhora qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

beber menos água evita vazamentos.

Verdade

hidratação adequada ajuda função vesical.

Mito

cirurgia é a única saída.

Verdade

treino pélvico e mudanças de hábitos muitas vezes bastam.

Mito

apenas mulheres têm incontinência.

Verdade

homens também podem apresentar com idade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou ginecologista; avaliação inicial simples.
Especialista Indicado
Ginecologista ou urologista
Quando Procurar Emergência
Dor aguda, sangue na urina, retenção ou febre alta.
Linhas de Apoio
Linha de apoio local SUS 136 Centro de saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.