Dor inespecífica não especificada
Dor sem etiologia aparente
Resumo
Resumo simples: dor sem causa óbvia; avaliação médica exclui emergências e orienta manejo.
Identificação
- Código Principal
- cid r 520
- Versão CID
- CID-11
- Nome Oficial
- Dor não especificada
- Nome em Inglês
- Pain, unspecified
- Outros Nomes
- Dor inespecífica • Dor não especificada • Dor de etiologia desconhecida • Dor sem causa aparente • Dor difusa
- Siglas Comuns
- DNE DOR-NS R52
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVIII - Sinais, sintomas e achados anormais
- Categoria Principal
- Sinais e sintomas
- Subcategoria
- Dor como sintoma inespecífico
- Tipo de Condição
- sintoma
- Natureza
- outra
- Gravidade Geral
- variável
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Dor inespecífica é sintoma comum; prevalência depende da etiologia.
- Faixa Etária Principal
- adultos e idosos predominantes
- Distribuição por Sexo
- varia conforme etiologia
- Grupos de Risco
- dor crônica idosos pacientes com lesões condições onerosas fatores psicológicos
- Tendência Temporal
- tendência estável com variações regionais e causas subjacentes
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Ausência de etiologia única; dor resulta de múltiplos componentes.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Transdução de dor pela nocicepção, modulação central, amplificação neural e inflamação.
- Fatores de Risco
- dor crônica preexistente estresse distúrbios do sono qualidade de vida baixa idade avançada condições médicas
- Fatores de Proteção
- atividade física regular sono adequado hidratação educação em autogestão
- Componente Genético
- Padrões genéticos podem influenciar sensibilidade à dor em alguns casos.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- dor variável, muitas vezes descrita como latejante ou queimada
- Sintomas Frequentes
-
dor em local específicosensibilidade ao toquefadigaalterações do sonorigidez matinalsensação de fraqueza
- Sinais de Alerta
-
- dor súbita intensa com fraqueza
- dor associada a febre alta
- perda de peso inexplicada
- paralisia de membros
- alterações neurológicas
- Evolução Natural
- Sem tratamento, dor pode persistir, tornar-se crônica, com perdas funcionais
- Complicações Possíveis
- dependência de analgésicos distúrbios do sono limitação de atividades depressão isolamento social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica, exclusão de causas graves, abordagem por dor como sintoma; critérios variam por contexto
- Exames Laboratoriais
- hemograma PCR bioquímica geral creatinina urina
- Exames de Imagem
- ultrassom RM ou TC quando indicado radiografia
- Diagnóstico Diferencial
-
- dor neuropática
- fibromialgia
- artrite inflamatória
- dor psicogênica
- cefaleias crônicas
- Tempo Médio para Diagnóstico
- variável; pode levar semanas a meses conforme etiologia
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multimodal com educação, exercício, fisioterapia e farmacologia sob orientação médica
- Modalidades de Tratamento
-
1 reabilitação2 analgesia gradual3 terapia cognitivo-comportamental4 terapias físicas5 educação sobre autogerenciamento
- Especialidades Envolvidas
- clínico geral ortopedista neurólogo fisioterapeuta psicólogo
- Tempo de Tratamento
- varia de semanas a meses conforme resposta
- Acompanhamento
- consultas regulares a cada 1–3 meses, com ajuste conforme evolução
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Geralmente estável com manejo adequado; melhoria depende de adesão ao plano
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- boa adesão ao tratamento
- dor sob controle com fisioterapia
- apoio social forte
- resposta rápida a terapias não farmacológicas
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- dor refratária
- dependência de analgésicos
- comorbidades graves
- carência de apoio social
- Qualidade de Vida
- Pode melhorar com tratamento adequado, apesar da dor persistente
Prevenção
- Prevenção Primária
- habitos saudáveis reduzem risco de episódios dolorosos
- Medidas Preventivas
-
postura corretaatividade física regularcontrole de estressebom sonohidratação
- Rastreamento
- null
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dor sempre indica lesão grave
dor pode ocorrer sem lesão visível; sistema nervoso pode estar alterado.
analgésicos fortes não causam dependência
dependência depende do fármaco, dose e tempo; acompanhamento necessário.
dor crônica é apenas psicológica
dor crônica envolve biologia, psicologia e fatores sociais.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: dirija-se à unidade de saúde mais próxima para triagem
- Especialista Indicado
- clínico geral ou médico de família
- Quando Procurar Emergência
- dor com fraqueza, confusão ou fala prejudicada requer atendimento imediato
- Linhas de Apoio
- CVV 188 Disque-SUS 136 Samu 192
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.