Incontinência urinária não especificada
Incontinência urinária
Resumo
Vazamento urinário não especificado. Manejo multifatorial e opções de treino.
Identificação
- Código Principal
- R32
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Incontinência urinária, não especificada (global OMS)
- Nome em Inglês
- Unspecified urinary incontinence
- Outros Nomes
- Incontinência urinária inespecífica • Vazamento urinário não especificado • Perda de urina sem causa definida • Incontinência de esforço sem descrição • Fuga urinária não especificada
- Siglas Comuns
- IU IUR Incont. urinária
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XIV - Doenças do sistema geniturinário
- Categoria Principal
- Transtornos urinários
- Subcategoria
- Incontinência urinária não especificada
- Tipo de Condição
- sintoma
- Natureza
- adquirida
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Globais indicam alta prevalência, especialmente em idosos.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; mais comum entre idosas.
- Faixa Etária Principal
- Adultos e idosos; maior em mulheres
- Distribuição por Sexo
- Maior em mulheres; relação ≈ 2:1
- Grupos de Risco
- Idade avançada Mulheres Obesidade Gravidez/parto Tosse crônica
- Tendência Temporal
- Aumento gradual com envelhecimento populacional
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Fraqueza do assoalho pélvico e disfunção do esfínter
- Mecanismo Fisiopatológico
- Déficit de suporte pélvico com fraqueza uretral
- Fatores de Risco
- Idade avançada Mulheres Obesidade Constipação crônica Gravidez
- Fatores de Proteção
- Exercícios do assoalho pélvico Gestão de peso Parar de fumar Hidratação adequada
- Componente Genético
- Contribuição genética reconhecida em alguns casos
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Vazamento de urina com esforço ou espirro
- Sintomas Frequentes
-
Vazamento com esforçoUrgência súbitaNoctúria leveFrequentemente assintomáticaImpacto na vida social?
- Sinais de Alerta
-
- Febre com urina dolorida
- Dor lombar intensa
- Sangue na urina
- Dor pélvica aguda
- Evolução Natural
- Progride com idade; melhora com treino pélvico e gestão de peso
- Complicações Possíveis
- Infecções urinárias recorrentes Dermatite perineal Queda da autoestima Isolamento social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História detalhada, exame físico e diário urinário
- Exames Laboratoriais
- Urina tipo I Hemograma Creatinina Diário miccional
- Exames de Imagem
- Ultrassom pélvico Urodinâmica Radiografia excretora RM quando indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Infecção urinária
- Prolapso de órgãos pélvicos
- Diabetes com poliúria
- Síndrome bexiga hiperativa
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia conforme acesso ao serviço; frequência de semanas a meses
Tratamento
- Abordagem Geral
- Foco em exercícios do assoalho pélvico e mudanças de estilo de vida
- Modalidades de Tratamento
-
1 Exercícios do assoalho pélvico2 Gestão de peso3 Tratamento conservador4 Medicamentos sintomáticos5 Cirurgia em casos graves
- Especialidades Envolvidas
- Urologia Ginecologia Fisiatria Geriatria Clínica Geral
- Tempo de Tratamento
- Curso variável; meses para reabilitação
- Acompanhamento
- Consultas periódicas a cada 6-12 meses conforme necessidade
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Geralmente favorável com manejo adequado
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão ao treino
- Controle de peso
- Ausência de comorbidades neurológicas
- Tratamento precoce
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Idade avançada
- Gravidez extensa
- Diabetes não controlada
- Neuropatia vesical
- Qualidade de Vida
- Melhora com manejo; impacto reduzido com adesão ao tratamento
Prevenção
- Prevenção Primária
- Manter peso saudável, exercícios, evitar tosse crônica
- Medidas Preventivas
-
Exercícios pélvicos regularesGestão de pesoParar de fumarTratar constipaçãoHidratação
- Rastreamento
- Avaliação por sintomas e sinais clínicos
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
envelhecimento sempre leva à incontinência
Não; manejo pode manter independência e qualidade de vida
cirurgia é a primeira opção
Poucos casos exigem cirurgia; opções conservadoras existem
é coisa de mulheres
Homens e mulheres podem ter; avaliação é individual
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou urologista/ginecologista
- Especialista Indicado
- Urologista ou ginecologista
- Quando Procurar Emergência
- Sangue na urina, dor intensa, febre, piora súbita
- Linhas de Apoio
- 136 - SUS 188 - CVV
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.