contato@nztbr.com
cid r 10.4
CID-10

Dor abdominal inespecífica

Dor de barriga inespecífica

Resumo

Dor abdominal inespecífica é dor de barriga sem diagnóstico definido, comum e tratável com manejo gradual.

Identificação

Código Principal
R10.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dor abdominal inespecífica
Nome em Inglês
Non-specific abdominal pain
Outros Nomes
Dor abdominal inespecífica • Dor de barriga sem diagnóstico • Dor abdominal sem causa definida
Siglas Comuns
DAI DOA CID10R10.4

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Sintomas e sinais clínicos gerais
Categoria Principal
Dor e desconforto abdominal
Subcategoria
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Dor abdominal inespecífica é comum, variando conforme população; presença frequente em atendimentos gerais.
Faixa Etária Principal
Adultos e adolescentes
Distribuição por Sexo
Sem predomínio claro entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Adolescentes Adultos Gestantes Idosos Pacientes com GI funcional
Tendência Temporal
Variável, pode aumentar com estresse ou infecções, geralmente estável com manejo

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa primária mais comum é funcional, sem lesão orgânica detectável
Mecanismo Fisiopatológico
Sensibilização visceral, distensão e processamento central da dor; sem lesão orgânica evidente
Fatores de Risco
Estresse crônico Má alimentação Uso de NSAIDs Gravidez Infecções gastrointestinais Tabagismo
Fatores de Proteção
Hidratação Dieta balanceada Exercício regular Sono adequado
Componente Genético
Contribuição genética leve em síndromes funcionais; geralmente não determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ou desconforto abdominal de localização variável
Sintomas Frequentes
Dor pós-prandial
Inchaço
Gás excessivo
Náusea leve
Alterações de hábito intestinal
Sensação de plenitude
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com rigidez
  • Febre alta
  • Vômitos com sangue
  • Dor que piora rapidamente
  • Desmaio
Evolução Natural
Pode permanecer estável sem tratamento ou melhorar com mudanças simples; complicações são raras
Complicações Possíveis
Dor crônica Redução da qualidade de vida Visitas frequentes ao pronto-socorro Anemia por sangramento não identificado Desnutrição em casos graves

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica detalhada + exame objetivo; exclusão de causas orgânicas; guia GI funcional
Exames Laboratoriais
Hemograma completo PCR Creatinina ALT/AST Exame de urina
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Tomografia se indicado Radiografia simples Endoscopia quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Doença inflamatória intestinal
  • Úlcera péptica
  • Apendicite em estágio inicial
  • Síndrome do intestino irritável
  • Gastrite crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas, dependendo da etiologia e acesso a exames

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação clínica, manejo de sintomas, hidratação, orientação alimentar e redução de gatilhos
Modalidades de Tratamento
1 Observação clínica
2 Dieta orientada
3 Medicamentos sintomáticos
4 Tratamento de disfunções GI funcionais
5 Terapia comportamental
Especialidades Envolvidas
Clínica Geral Gastroenterologia Nutrição Psicologia
Tempo de Tratamento
Variável; depende da etiologia e resposta ao tratamento
Acompanhamento
Retornos periódicos a cada 1-3 meses; reavaliação conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável quando etiologia funcional é bem manejada
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida a mudanças de dieta
  • Baixa gravidade inicial
  • Conformidade com tratamento
  • Ausência de doença orgânica
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Perda de peso não explicada
  • Sinais de doença orgânica
  • Exames anormais
Qualidade de Vida
Pode melhorar muito com manejo adequado; dor reduzida e bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Manter alimentação equilibrada, hidratação, sono e manejo de estresse
Medidas Preventivas
Hidratação
Fibra na dieta
Redução de álcool
Exercício
Rotina regular de refeições
Rastreamento
Não há rastreamento específico; orientação sobre sinais de alerta e avaliação se persistente

Dados no Brasil

Estimativa de internações por causas gastrointestinais diversas; não específico a R10.4
Internações/Ano
Distribuição Regional
Maior atendimento em centros urbanos; acesso varia por região

Perguntas Frequentes

1 Dor abdominal inespecífica é sinal de algo grave?
Nem sempre. Mostra dor sem lesão identificável; avaliação necessária para excluir causas orgânicas.
2 Quando buscar atendimento imediato?
Procure se dor súbita, intensa, febre alta, vômitos persistentes ou sangramento.
3 Como é feito diagnóstico?
História clínica, exame físico e exames direcionados; seguem diretrizes GI.
4 Tratamento envolve cirurgia?
Raramente; maioria trata-se de manejo conservador, quando necessário, cirurgia é indicada.
5 Posso prevenir com dieta?
Sim. Alimentação balanceada, hidratação e evitar gatilhos reduzem episódios.

Mitos e Verdades

Mito

dor abdominal inespecífica sempre é grave.

Verdade

grande parte é funcional e não envolve lesões graves.

Mito

apenas adultos têm dor abdominal.

Verdade

afeta todas as idades; causas variam.

Mito

exames nunca ajudam.

Verdade

exames bem usados excluem causas importantes.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Clínica geral ou pronto atendimento; primeiro passo local
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com febre, vômitos, sangramento; procure pronto-socorro
Linhas de Apoio
SUS Central de Atendimento Telefones locais de apoio

CIDs Relacionados

R10.0 R10.1 R10.2 R10.3 R10.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.