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cid queimadura ocular
CID-11

Queimadura ocular aguda de superfície

Olho queimado

Resumo

Queimadura ocular é lesão superficial por calor ou químico; irrigação, proteção e acompanhamento ajudam a sarar.

Identificação

Código Principal
N/A
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Queimadura ocular aguda por agente químico ou térmico na superfície ocular
Nome em Inglês
eye burn
Outros Nomes
queimadura ocular térmica • queimadura ocular química • lesão ocular por calor • queimadura da superfície ocular
Siglas Comuns
QO OQ Q ocular

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VII - Doenças do olho e anexos
Categoria Principal
Lesões oculares
Subcategoria
Queimadura de superfície ocular
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta incidência entre queimaduras oculares externas.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; emergências oftalmológicas registram casos.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e crianças expostas.
Distribuição por Sexo
Leve predomínio em homens, conforme exposição.
Grupos de Risco
Exposição química ocupacional Exposição térmica no ambiente Uso inadequado de solventes Lentes de contato inadequadas Proteção insuficiente
Tendência Temporal
Casos persistem sem tendência clara; campanhas de prevenção ajudam.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contato externo com substâncias químicas ou calor intenso.
Mecanismo Fisiopatológico
Dano da superfície ocular com erosões, edema, inflamação e dor intensa.
Fatores de Risco
Exposição química ocupacional Uso inadequado de cosméticos/solventes Lentes de contato mal higienizadas Ambientes sem proteção ocular Idade infantil
Fatores de Proteção
Proteção ocular adequada Óculos de proteção durante atividades Irrigação imediata após exposição Educação sobre manuseio de químicos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor intensa com sensação de corpo estranho e fotofobia.
Sintomas Frequentes
dor ocular
lacrimejamento abundante
sensação de corpo estranho
olho vermelho
fotofobia
visão turva
Sinais de Alerta
  • redução visual súbita
  • dor que persiste mesmo com cuidado
  • dor associada a secreção purulenta
  • dor que piora com luz
  • dor acompanhada de febre
Evolução Natural
Sem tratamento pode evoluir com erosões, úlceras e cicatrizes.
Complicações Possíveis
úlcera de córnea cicatrizes corneais queda visual temporária síndrome do olho seco crônica infecção ocular secundária

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de exposição e exame da superfície ocular com fluoresceína.
Exames Laboratoriais
hemograma PCR se infecção cultura ocular teste de fluoresceína teste de tear film
Exames de Imagem
lâmpada de fenda fotografia ocular
Diagnóstico Diferencial
  • conjuntivite
  • abrasão de córnea
  • iritis
  • síndrome do olho seco
Tempo Médio para Diagnóstico
Avaliação emergencial, diagnóstico rápido.

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação rápida, irrigação abundante, proteção ocular, alívio da dor e monitoramento.
Modalidades de Tratamento
1 irrigação ocular abundante
2 curativos oculares
3 antibióticos tópicos
4 analgesia
5 adaptações de tratamento conforme gravidade
Especialidades Envolvidas
oftalmologia emergência enfermagem farmácia hospitalar
Tempo de Tratamento
Início imediato; duração conforme gravidade.
Acompanhamento
Retornos frequentes nas primeiras 24-72h para ajuste.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da gravidade; a maioria melhora com tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Gravidade leve
  • Tratamento rápido
  • Ausência de infecção
  • Visão preservada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade alta
  • Atraso no atendimento
  • Infecção secundária
  • Cicatriz significativa
Qualidade de Vida
Impacto temporário na visão; recuperação costuma ser boa com tratamento.

Prevenção

Prevenção Primária
Proteja olhos ao manusear químicos e calor; siga procedimentos seguros.
Medidas Preventivas
Proteção ocular adequada
Manter químicos fora do alcance
Não tocar olho com mãos sujas
Não esfregar olhos
Higiene ocular constante
Rastreamento
Acompanhamento oftalmológico periódico se houver histórico.

Dados no Brasil

Varia por região; não há cifra única.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada a queimaduras oculares.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas com acesso a serviços.

Mitos e Verdades

Mito

saliva cura queimadura ocular.

Verdade

água limpa e irrigação são recomendadas.

Mito

qualquer dor ocular indica infecção.

Verdade

dor pode ter várias causas; avalie rapidamente.

Mito

queimaduras oculares são sempre graves.

Verdade

muitas são superficiais com bom prognóstico.

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.