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cid puerperio
CID-10

Puerpério

Febre puerperal

Resumo

Puerpério é o tempo após parto; infecção grave pode ocorrer e precisa de cuidado médico rápido.

Identificação

Código Principal
O85
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sepse puerperal
Nome em Inglês
Puerperal Sepsis
Outros Nomes
sepse puerperal • febre do puerpério • infecção puerperal • sepse pós-parto • sepse puerperal aguda
Siglas Comuns
SPP SEP PPSe

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XV - Gravidez, parto e puerpério
Categoria Principal
Obstetrícia infecciosa
Subcategoria
Sepse puerperal
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam; menos de 1% dos partos sofrem sepse puerperal em muitos países.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam por região; tende a cair com melhorias na assistência.
Faixa Etária Principal
20-40 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres, maioria no puerpério
Grupos de Risco
cesariana parto prolongado anemia infecção prévia higiene inadequada
Tendência Temporal
Queda gradual com melhoria da higiene e antibióticos profiláticos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana adquirida no parto ou puerpério, via mucosas ou feridas
Mecanismo Fisiopatológico
Infecção ascendente leva a sepse com disfunção de órgãos se não tratado
Fatores de Risco
cesariana parto prolongado hemorragia pos-parto anemia infecção prévia
Fatores de Proteção
higiene adequada profilaxia antibiótica quando indicada monitoramento precoce boa assistência ao parto
Componente Genético
Suscetibilidade genética ainda estudada; não há gene único definido

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Febre com mal-estar no puerpério
Sintomas Frequentes
febre persistente
dor abdominal ou pélvica
secreção uterina fétida
taquicardia
hipotensão em casos graves
astenia marcada
Sinais de Alerta
  • dor abdominal intensa com piora
  • choque ou hipotensão
  • alteração mental
  • dificuldade respiratória
  • oligúria/seminúria baixa
Evolução Natural
sem tratamento, progressão rápida com falência de órgãos
Complicações Possíveis
falência orgânica choque séptico hematúria coagulopatia mortalidade materna

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
febre mais sinais de infecção, leucocitose ou neutrofilia, e culturas positivas quando disponíveis
Exames Laboratoriais
hemograma função renal função hepática creatinina procalcitonina
Exames de Imagem
ultrassom abdominal ultrassom transvaginal TC se necessário RM em casos específicos
Diagnóstico Diferencial
  • Endometrite não infecciosa
  • Infecção urinária simples
  • Hemorragia com infecção
  • Tétano neonatal?
Tempo Médio para Diagnóstico
tipicamente 1-4 dias após sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
controle da infecção com antibióticos e suporte; monitoramento de falência de órgãos
Modalidades de Tratamento
1 antibióticos IV
2 reposição volêmica
3 suporte ventilatório
4 drenagem de abscesso
5 cirurgia se necessário
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Infectologia Emergência Intensivista Enfermagem
Tempo de Tratamento
duração típica de 7-14 dias; depende da resposta
Acompanhamento
retornos de acompanhamento nas primeiras semanas

Prognóstico

Prognóstico Geral
com tratamento adequado, recuperação possível; sem intervenção, risco alto
Fatores de Bom Prognóstico
  • resposta rápida aos antibióticos
  • função renal preservada
  • pressão estável
  • intervenção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • sepse refratária
  • falência de múltiplos órgãos
  • hipotensão refratária
  • demora no diagnóstico
Qualidade de Vida
impacto moderado a significativo; suporte social ajuda

Prevenção

Prevenção Primária
cuidado pré-natal adequado; higiene no parto; antibióticos profiláticos quando indicado
Medidas Preventivas
higiene cirúrgica
profilaxia antibiótica obstétrica
controle de infecção hospitalar
aleitamento materno
informação para pacientes
Rastreamento
rastreamento de infecções puerperais em acompanhamento pós-parto quando indicado

Dados no Brasil

Centenas a milhares de internações anuais no SUS, variando regionalmente
Internações/Ano
Mortalidade materna associada a sepse puerperal baixa com manejo moderno
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência onde acesso à assistência é menor

Perguntas Frequentes

1 O que causa a sepse puerperal?
Infecção bacteriana no útero e tecidos adjacentes, com febre e resposta sistêmica.
2 Como prevenir?
Cuidados pré e pós-parto, higiene, e antibióticos profiláticos quando indicado.
3 Quais exames são usados?
Hemograma, culturas, marcadores inflamatórios, imagem se necessário.
4 Qual o prognóstico?
Melhor com tratamento rápido; gravidade varia conforme resposta clínica.
5 É contagiosa?
Não transmite como doença contagiosa; depende de infecção adquirida no parto.

Mitos e Verdades

Mito

febre no pós-parto é normal.

Verdade

febre pode indicar infecção; avaliação é essencial.

Mito

antibiótico cura sem avaliação.

Verdade

uso inadequado pode mascarar doença; diagnóstico importa.

Mito

sepse puerperal ocorre só em cesárea.

Verdade

pode ocorrer em parto normal; higiene influencia.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure obstetrícia ou pronto atendimento se febre após parto
Especialista Indicado
Ginecologista obstetra
Quando Procurar Emergência
febre alta, dor forte, confusão, dificuldade respiratória
Linhas de Apoio
188 136 129

CIDs Relacionados

O85 A41.9 R65.20 B95.9 R57.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.