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cid psiquiatria
CID-10

Transtorno depressivo maior

Depressão recorrente moderada

Resumo

Depressão é doença do humor com sintomas por semanas; tratamento melhora muito.

Identificação

Código Principal
F33.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo recorrente, moderado
Nome em Inglês
Major depressive disorder, recurrent, moderate
Outros Nomes
Depressão maior • Transtorno depressivo • Depressão recorrente • Depressão moderada
Siglas Comuns
MDD TDM DPM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de humor
Subcategoria
Transtorno depressivo maior, recorrente
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 3-7% da população adulta em 12 meses
Prevalência no Brasil
Brasil: ~5% da população adulta
Faixa Etária Principal
Adultos 18-65 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
História familiar de depressão Eventos estressores Isolamento social Doenças crônicas Uso de substâncias
Tendência Temporal
Episódios podem tornar-se mais frequentes com idade

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores multifatoriais com base genética, neurobiologia e ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Desbalanço de neurotransmissores, eixo HPA disfuncional, alterações neuroplásticas
Fatores de Risco
História familiar Eventos traumáticos Isolamento social Baixa escolaridade Questões econômicas Baixo suporte social
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Hábitos saudáveis Atividade física regular
Componente Genético
Contribuição hereditária moderada; familiar apresenta maior risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com perda de prazer
Sintomas Frequentes
Tristeza quase todo dia
Perda de interesse
Alterações de sono
Alterações de apetite
Fadiga
Autocrítica excessiva
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Plano de autolesão
  • Descontrole grave de humor
  • Negligência de higiene
  • Perda de peso abrupta
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios podem tornar-se recorrentes e mais graves
Complicações Possíveis
Insônia crônica Déficits cognitivos Comorbidade com ansiedade Abuso de substâncias Risco suicídio

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
4+ sintomas por ≥2 semanas, sofrimento ou prejuízo clínico
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH T4 livre B12 Glicose
Exames de Imagem
Não rotineiro Indicações específicas RM/CT apenas se necessário Avaliação neurológica quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos de ansiedade
  • Distimia
  • Hipotireoidismo
  • Doenças médicas descompressoras
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses até confirmação clínica em muitos casos

Tratamento

Abordagem Geral
Combina psicoterapia, manejo de fatores de risco e intervenção farmacológica quando apropriado
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Antidepressivos
4 Terapias eletroconvulsivas
5 Mudanças no estilo de vida
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Médicina de família Enfermagem psiquiátrica Nutrição
Tempo de Tratamento
Varia; tratamento contínuo por meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas, ajustes terapêuticos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode responder bem ao tratamento; recaídas são comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Rede de apoio
  • Baixo estresse
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Histórico de recaídas
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Abuso de substâncias
  • Risco suicida ativo
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; impactos no sono, humor e atividade

Prevenção

Prevenção Primária
Estilo de vida saudável, apoio social e busca precoce de tratamento
Medidas Preventivas
Rede de apoio
Atividade física
Sono regular
Reduzir álcool
Tratamento de ansiedade
Rastreamento
Uso de ferramentas de humor em consultas periódicas

Dados no Brasil

Varia por região; não padronizado
Internações/Ano
Risco indireto maior; mortalidade por suicídio
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior registro; variação conforme acesso

Perguntas Frequentes

1 Depressão precisa de tratamento médico?
Quase sempre; orientação profissional ajuda com apoio psicoterapêutico e, quando necessário, fármacos.
2 É normal ficar triste após perda?
Sentimentos difíceis são normais, mas persistência por semanas merece avaliação profissional.
3 Como sei se é depressão ou apenas tristeza?
Tristeza intensa que dura semanas, com prejuízo funcional, demanda avaliação clínica.
4 A depressão é contagiosa?
Não; é condição interna, com fatores biológicos, psicológicos e sociais.
5 Existe cura definitiva?
Tratamento adequado reduz sintomas e recaídas; acompanhamento ajuda manter bem-estar.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza.

Verdade

doença médica, com causas biológicas e ambientais.

Mito

depressão some sozinha.

Verdade

sem tratamento pode persistir; buscar ajuda é essencial.

Mito

antidepressivos mudam a personalidade.

Verdade

reduzem sintomas; não mudam traços de personalidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou psiquiatra; apoio psicológico
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato: fala de suicídio, planos ou tentativas
Linhas de Apoio
CVV 188 (24h) SAMU 192 (urgência) Redes de apoio locais

CIDs Relacionados

F33.1 F32.9 F41.1 F43.22 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.