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cid prostatite
CID-10

Prostatite

Prostatite não específica, prostatite não especificada

Resumo

Prostatite é inflamação da próstata com dor e desconforto urinário; tratamento varia conforme forma.

Identificação

Código Principal
N41.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Prostatite não especificada, código CID-10 N41.9, nomenclatura OMS.
Nome em Inglês
Unspecified prostatitis
Outros Nomes
Prostatite aguda • Prostatite crônica • Prostatite não especificada • Infecção da próstata • Inflamação prostática
Siglas Comuns
N41.9 CID-10

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIV - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Doenças da próstata
Subcategoria
Prostatite (aguda/crônica)
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda/crônica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial moderada em homens, variando por faixa etária e definição.
Prevalência no Brasil
Brasil: dados dispersos; sem cifra única.
Faixa Etária Principal
Homens adultos, meia-idade
Distribuição por Sexo
Homens predominantes
Grupos de Risco
Idade acima de 40 anos Infecção urinária recorrente Uso de cateter urinário prolongado Imunossupressão Disfunção do assoalho pélvico
Tendência Temporal
Tendência estável com diagnóstico mais frequente em adultos; variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana da uretra ou da bexiga que ascende à próstata, provocando inflamação.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da próstata decorrente de infecção ou irritação, causando dor pélvica e desconforto urinário.
Fatores de Risco
Idade acima de 50 Diabetes mellitus Imunossupressão Uso de cateter urinário Trauma prostático
Fatores de Proteção
Higiene urinária Tratamento de ITU precoce Hidratação adequada Controle de diabetes
Componente Genético
Contribuição genética não definida; associações isoladas em alguns estudos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor na região pélvica ou perineal com desconforto ao urinar.
Sintomas Frequentes
Disúria
Dor perineal
Dor ao ejacular
Dor lombar baixa
Frequência urinária aumentada
Problemas de esvaziamento da bexiga
Sinais de Alerta
  • Febre alta persistente
  • Dor abdominal intensa
  • Dificuldade para urinar
  • Sangue na urina persistente
  • Sinais de sepse
Evolução Natural
Sem tratamento, pode piorar com dor crônica; com manejo adequado, melhora gradual.
Complicações Possíveis
Disfunção erétil Dor pélvica crônica Infecções urinárias recorrentes Abscesso prostático (raro) Infertilidade temporária

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História, exame físico, urina e função metabólica; confirmação com cultura de urina e achados clínicos.
Exames Laboratoriais
EAS com leucócitos Urocultura Hemograma PCR/Velocidade de reação PSA
Exames de Imagem
Ultrassonografia transretal Ultrassonografia de vias urinárias RM quando indicado TC em complicações
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária aguda
  • Epididimite
  • Hiperplasia prostática benigna com sintomas urinários
  • Dor pélvica crônica não infecciosa
  • Cistite
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia, geralmente semanas desde surgimento de sintomas até confirmação.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento dirigido à etiologia: antibióticos para prostatite bacteriana, alívio da dor e hidratação.
Modalidades de Tratamento
1 Antibióticos conforme etiologia
2 Analgesia/anti-inflamatórios
3 Fisioterapia pélvica
4 Hidratação
5 Manejo de ITU recorrentes
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Urologia Infectologista Fisioterapia pélvica Nutrição
Tempo de Tratamento
Varia com forma clínica; geralmente semanas para aguda, meses para crônica.
Acompanhamento
Acompanhamento médico regular com reavaliação de sintomas, função urinária e PSA se indicado.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Depende da etiologia; com tratamento adequado, boa recuperação para aguda; crônica pode ser sintomática.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Tratamento precoce
  • Adesão ao esquema
  • Ausência de comorbidades graves
  • Diagnóstico oportuno
Fatores de Mau Prognóstico
  • Infecção grave
  • Diabetes não controlado
  • Imunossupressão
  • Tempo de atraso no diagnóstico
Qualidade de Vida
Impacto variável: dor crônica pode afetar sono, atividade e relações; monitorado com apoio.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, tratamento precoce de ITU, evitar instrumentações desnecessárias.
Medidas Preventivas
Hidratação adequada
Urinar após relações sexuais
Tratamento de ITU precoce
Higiene genital
Controle de diabetes
Rastreamento
Não há rastreamento preventivo específico; avaliação por sintomas.

Dados no Brasil

Estimativas variam; centenas a milhares de hospitalizações anuais.
Internações/Ano
Mortalidade é baixa; ocorrência rara.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste com mais relatos; regiões com menor acesso apresentam menos dados.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas mais comuns?
Dor pélvica, disúria, frequência urinária, dor ao ejacular.
2 Prostatite pode curar sozinha?
Tratamento adequado com antibióticos ou manejo da dor ajuda na maioria.
3 É possível evitar prostatite?
Higiene urinária, tratamento precoce de ITU e evitar cateterização desnecessária.
4 Quais são sinais de emergência?
Febre alta, dor intensa, incapacidade de urinar ou confusão.
5 Como é feito o diagnóstico?
História, exame físico, urina, culturas e exames de imagem se necessários.

Mitos e Verdades

Mito

sexo causa prostatite.

Verdade

nem sempre a causa é sexual; infecção ou inflamação podem ocorrer sem relação sexual.

Mito

antibióticos curam rápido.

Verdade

forma crônica exige tratamento prolongado e acompanhamento.

Mito

prostatite leva ao câncer.

Verdade

não há relação direta com câncer de próstata.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure urologista ou clínico geral em caso de dor pélvica persistente.
Especialista Indicado
Urologista
Quando Procurar Emergência
Febre alta, dor intensa, dificuldade para urinar ou confusão exigem atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 DisqueSaúde 0800 0800-xxxxx

CIDs Relacionados

N41.0 N41.1 N41.9 N39.0 N42.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.