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cid prematuro
CID-10

Prematuridade Neonatal

Prematuridade Neonatal

Resumo

Prematuridade: nascimento antes de 37 semanas, com maior risco de respiratório e desenvolvimento.

Identificação

Código Principal
P07
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Disorders of newborn related to short gestation and low birth weight, neonatal
Nome em Inglês
Prematurity, Neonatal
Outros Nomes
Nascimento prematuro • Prematuro extremo • Baixo peso ao nascer • Nasc. antes de tempo • Parto prematuro no geral
Siglas Comuns
PTB PBNT NPT

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVI - Doenças do nascimento pré-termo e condições neonatais
Categoria Principal
Condições do nascimento
Subcategoria
Prematuridade
Tipo de Condição
doenca
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam cerca de 10% de nascidos vivos prematuros.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta taxa entre 9% e 12% conforme regional.
Faixa Etária Principal
Gestação inferior a 37 semanas (≤ 37 semanas).
Distribuição por Sexo
Predominância masculina entre prematuros.
Grupos de Risco
Baixo peso ao nascer Gestação múltipla Pré-natal irregular Fatores socioeconômicos baixos Tabagismo materno
Tendência Temporal
Taxa global estável nos últimos 15 anos, com quedas modestas em alguns países.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Parto prematuro espontâneo ou induzido por complicações obstétricas.
Mecanismo Fisiopatológico
Imaturidade de órgãos, reserva placentária reduzida, respiração turbulenta e multissistemica.
Fatores de Risco
Baixo peso materno Tabagismo Infecção materna Multíparidade Condições maternas crônicas Estresse obstétrico
Fatores de Proteção
Pré-natal adequado Controle de doenças maternas Nutrição materna adequada Acesso rápido ao atendimento
Componente Genético
Fatores genéticos modulam risco; efeito multifatorial e família-enta.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade respiratória precoce após nascimento.
Sintomas Frequentes
Dispneia
Taquipneia
Letargia
Icterícia
Hipotermia
Dificuldade alimentar
Sinais de Alerta
  • Cianose persistente
  • Falha respiratória
  • Letargia acentuada
  • Febre alta
  • Perda de reflexos
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir para infecções graves ou falência de órgãos.
Complicações Possíveis
Doença pulmonar crônica neonatal Hemorragia intraventricular Retinopatia da prematuridade Infecção nosocomial Necrose intestinal

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Gestação <37 semanas com peso adequado para idade é o marco, avaliados clinicamente.
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicemia Perfil metabólico Gasometria Hemocultura
Exames de Imagem
Radiografia torácica Ultrassom transfontanelar Ecocardiograma quando indicado Ultrassom abdominal
Diagnóstico Diferencial
  • Asfixia perinatal
  • Sepsis neonatal
  • Hipotermia congênita
  • Distúrbios respiratórios não prematuros
  • Icterícia neonatal grave
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico precoce na maioria dos casos com avaliação neonatal.

Tratamento

Abordagem Geral
Estabilização, suporte respiratório, nutrição adequada e prevenção de infecções.
Modalidades de Tratamento
1 Suporte ventilatório
2 CPAP/PEEP
3 Nutrição enteral/parenteral
4 Cuidados intensivos
5 Tratamento de infecções
Especialidades Envolvidas
Neonatologia Pediatria Enfermagem Neonatal Fisioterapia Respiratória Nutrição Clínica
Tempo de Tratamento
Duração guiada pela gravidade e resposta ao suporte.
Acompanhamento
Monitoramento intensivo, peso diário, vacinação conforme calendário.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com peso, idade gestacional e complicações; muitos evoluem bem com cuidado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Peso ao nascer >1500 g
  • Gestação próxima de 37 semanas
  • Acesso a NICU
  • Resposta aos suporte respiratórios
Fatores de Mau Prognóstico
  • Baixo peso ao nascer
  • Prematuridade extrema
  • Infecção grave
  • Complicações neurológicas
Qualidade de Vida
Depende das sequelas; com suporte, grande parte mantém boa qualidade de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Cuidados pré-natais ideais, prevenção de infecções, planejamento de parto seguro.
Medidas Preventivas
Pré-natal adequado
Controle de infecções
Vacinação materna
Redução de fumar
Nutrição materna balanceada
Rastreamento
Avaliar fatores de risco e manter pré-natal regular para detecção precoce.

Dados no Brasil

Estimativas apontam milhares de internações de prematuros/ano no Brasil.
Internações/Ano
Mortalidade por prematuridade menor com cuidados intensivos modernos.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com menor acesso pré-natal concentram maior carga.

Perguntas Frequentes

1 Como saber se meu filho é prematuro?
Nascido antes de 37 semanas; peso abaixo do esperado para idade gestacional.
2 Existe cura para prematuridade?
Não há cura; tratamento visa manter vida e desenvolvimento saudável.
3 Como é o diagnóstico de prematuridade?
Avaliação de semanas de gestação, peso ao nascer e exames clínicos.
4 Posso reduzir riscos com prevenção?
Sim: pré-natal adequado, evitar infecções e planejar parto com cuidado.
5 Quais cuidados diários ajudam no dia a dia?
Alimentação adequada, higiene, vacinação em dia e visitas médicas.

Mitos e Verdades

Mito

prematuros não respondem bem à vacinação.

Verdade

vacinação segura com ajuste de calendário e supervisão médica.

Mito

prematuros sempre ficam com sequelas.

Verdade

muitos desenvolvem normalmente com suporte adequado.

Mito

prematuros são sempre graves.

Verdade

evolução depende de gravidade e cuidados de qualidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade de Neonatologia ou NICU mais próximo.
Especialista Indicado
Neonatologista ou Pediatra.
Quando Procurar Emergência
Sinais de gravidade: respiração difícil, cianose, letargia, febre alta.
Linhas de Apoio
DisqueSaúde 136 SUS TeleSaúde CVV 188

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.