contato@nztbr.com
cid picada de aranha
CID-10

Picada de aranha com envenenamento leve a moderado

Picada de aranha

Resumo

Picada de aranha: dor local, inchaço; evolução varia pela espécie; procure atendimento se houver sinais graves.

Identificação

Código Principal
T63.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Envenenamento por veneno de aranha, CID-10 T63.0, nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Spider bite envenomation
Outros Nomes
picada de aranha venenosa • picada de aracnídeo • mordedura de aranha • veneno de aranha • envenenamento por aranha
Siglas Comuns
T63.0 CID-10 OMS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Doenças da pele e tecido subcutâneo
Categoria Principal
Envenenamento e intoxicações por aranhas
Subcategoria
Envenenamento por aranhas venenosas
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial moderada, varia por região e fauna de aranhas venenosas.
Prevalência no Brasil
Brasil tem ocorrências em áreas rurais; áreas tropicais com aranhas perigosas.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e adultos
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
moradores de áreas rurais trabalhadores agrícolas coletores de madeira crianças em campo ambientes com vegetação densa
Tendência Temporal
Varia com clima e fauna; tendência geral estável regionalmente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Veneno de aranhas venenosas introduzido pela picada
Mecanismo Fisiopatológico
Venenos podem agir neurotóxica ou necrotizante, gerando dor, edema e alterações vasculares
Fatores de Risco
contato com aranhas venenosas trabalho ao ar livre imunossupressão idade extrema habitações improvisadas fatores ambientais
Fatores de Proteção
uso de luvas em atividades manter área limpa revisar roupas antes de vestir evitar áreas de desfolha densa
Componente Genético
Polimorfismo modesto pode influenciar resposta, não define risco individual

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor local intensa com edema e vermelhidão, variando pela espécie
Sintomas Frequentes
dor local intensa
edema e rubor
bolhas em alguns casos
dor neural/queimação
náusea leve
febre discreta
Sinais de Alerta
  • dor progressiva intensa
  • necrose extensa
  • dificuldade respiratória
  • dor torácica aguda
  • reação alérgica sistêmica
Evolução Natural
Sem tratamento, dor persiste, edema aumenta; com manejo, melhora e recuperação
Complicações Possíveis
necrose de pele infecção secundária dor crônica alterações estéticas lesões secundárias de pele

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de exposição, aspecto da ferida, clínica compatível e exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
hemograma bioquímica teste de ferida CK se necrose muscular hemocultura se febre
Exames de Imagem
ultrassom da ferida radiografia se edema RM/TC se complicações doppler se suspeita de trombose
Diagnóstico Diferencial
  • infecção de pele
  • reação alérgica local
  • venenamento por outro animal
  • trauma cutâneo
  • eczema infeccioso
Tempo Médio para Diagnóstico
horas a dias até confirmação, conforme disponibilidade de testes

Tratamento

Abordagem Geral
controle da dor, higiene da ferida, observação clínica, hidratação e monitorização
Modalidades de Tratamento
1 manejo da dor
2 observação clínica
3 cuidados com ferida
4 antibióticos apenas se infecção
5 encaminhamentos
Especialidades Envolvidas
emergência infectologia toxologia clínica dermatologia m medicina de família
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; tipicamente dias a semanas
Acompanhamento
Retornos programados em 48–72h para evolução clínica e ferida

Prognóstico

Prognóstico Geral
Depende da espécie e da gravidade; muitos casos curam com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • ferimentos rasos
  • ausência de envenenamento sistêmico
  • vitalidade estável
  • diagnóstico rápido
Fatores de Mau Prognóstico
  • envenenamento grave
  • necrose extensa
  • idade avançada
  • imunossupressão
Qualidade de Vida
Impacta temporariamente atividades; recuperação usual com suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar áreas com aranhas; usar luvas, calçados fechados e inspeção de roupas
Medidas Preventivas
usar luvas em atividades
revisar roupas
varrer camas
manter ambientes fechados
educação comunitária
Rastreamento
Monitoramento clínico após exposição, sem rastreio populacional específico

Dados no Brasil

Internações são raras, dependem da gravidade
Internações/Ano
Óbitos são incomuns com manejo adequado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior ocorrência em áreas Amazônicas e do Nordeste

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam necessidade de atendimento?
Dor intensa, inchaço que não diminui, dificuldade para respirar, confusão ou febre alta.
2 É possível se proteger contra picadas?
Sim; use luvas, inspecione roupas e mantenha áreas de vegetação afastadas de áreas habitadas.
3 Como confirmar o envenenamento?
Não há teste único; história, sinais clínicos e exames ajudam o diagnóstico.
4 Existe antiveneno disponível no Brasil?
Depende da região e da espécie; nem todos os locais contam com antiveneno.
5 Picadas repetidas devem evitar nova exposição?
Sim; reduzir contato com aranhas diminui novo episódio.

Mitos e Verdades

Mito

todas picadas são fatais

Verdade

maioria é leve com tratamento adequado

Mito

água quente alivia a dor

Verdade

compressas frias aliviam dor e edema

Mito

aranhas picam apenas à noite

Verdade

picadas ocorrem conforme exposição à aranha

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento se houver dor intensa ou sinais sistêmicos
Especialista Indicado
Médico de família ou emergencista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, tontura, confusão, dor torácica
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Disque 100

CIDs Relacionados

T63.0 T63.9 W57.8 Z20.9 Z04.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.